As candidaturas à 22.ª edição do Prémio Bial de Medicina Clínica, promovido pela Fundação Bial, já se encontram abertas. Com um valor global de 120 mil euros, o Prémio Bial de Medicina Clínica distingue uma obra intelectual original de índole médica, com componente de investigação clínica associada e tema livre, que represente um trabalho de elevada qualidade científica e relevância.
Pelo menos um dos autores deverá ser médico nacional de um país de expressão oficial portuguesa. O trabalho vencedor será publicado em primeira edição exclusiva, em formato impresso e/ou digital.
Para além do prémio principal, poderão ainda ser atribuídas até duas Menções Honrosas, no valor de 10 mil euros cada.
A edição deste ano conta com a presidência do júri do médico reumatologista e professor catedrático Jaime Branco, figura amplamente reconhecida no panorama da medicina nacional e internacional.
“O Prémio Bial de Medicina Clínica tem vindo a consolidar-se, ao longo de quatro décadas, como um dos principais motores de incentivo à investigação clínica em Portugal e no espaço lusófono. Em cada edição, o Júri depara-se com o desafio, simultaneamente exigente e estimulante, de apreciar trabalhos de elevadíssima qualidade científica, o que reflete bem o dinamismo e a maturidade da investigação clínica na nossa comunidade. É esta excelência que confere ao Prémio Bial a sua relevância e capacidade mobilizadora”, sublinha Jaime Branco.
Além de Jaime Branco, o júri é composto por Miguel Castelo-Branco, Helena Cortez-Pinto, Henrique Cyrne Carvalho, Ricardo Fontes de Carvalho, Cristina Nogueira-Silva, Roberto Palma dos Reis, Isabel Palmeirim e Isabel Santana, docentes e investigadores de várias faculdades de medicina e ciências da saúde do país.
Ao longo das edições já realizadas, o Prémio Bial de Medicina Clínica acompanhou a evolução da medicina, distinguindo trabalhos nas áreas das doenças civilizacionais, genética, medicina molecular, imagiologia e terapêuticas substitutivas e regenerativas, entre outras. Na última edição, foram premiadas obras nas áreas da neurologia, com enfoque na doença de Alzheimer, e da oftalmologia.
Desde a sua criação, o prémio analisou 720 obras candidatas e envolveu 1.853 investigadores, médicos e cientistas. Em 21 edições, distinguiu 111 trabalhos, da autoria de 316 autores, tendo sido editadas e distribuídas gratuitamente aos profissionais de saúde 44 obras premiadas, num total superior a 326 mil exemplares.
O prazo para as candidaturas termina a 31 de agosto.







