Funcionário acusado de assediar e perseguir meninas refugiadas afegãs no Hospital Militar de Belém. Oferecia doces para lhes tocar

Um funcionário civil do antigo Hospital Militar de Belém foi alvo de uma queixa à Polícia Judiciária Militar (PJM) devido a alegados casos de stalking (perseguição) e assédio a meninas refugiadas afegãs.

Revista de Imprensa
Abril 6, 2023
9:28

Um funcionário civil do antigo Hospital Militar de Belém foi alvo de uma queixa à Polícia Judiciária Militar (PJM) devido a alegados casos de stalking (perseguição) e assédio a meninas refugiadas afegãs.

O caso, que remonta ao ano passado, é noticiado pelo Expresso. O grupo de refugiados, músicos, professores e alunos do Instituto Nacional de Música do Afeganistão chegaram em Portugal em dezembro de 2021 e ficaram alojados no Hospital Militar de Belém (HMB). Terá sido na passagem de ano que o funcionário, de 60 anos, encetou “vários momentos de stalking a algumas jovens menores, tentando tocar-lhes e oferecendo doces em troca”. Depois da queija feita à PJM, o caso passou para O Ministério Público.

A primeira denúncia chegou ao Exército por parte da coordenadora da Unidade de Acolhimento de Emergência, da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), que relatou vários episódios de assédio testemunhados por ela própria e por outras técnicas da Cruz Vermelha.

O suspeito, funcionário civil do Hospital das Forças Armadas (HFAR) acabou por se reformar no final do ano passado. Nas mensagens trocadas entre os responsáveis que trataram do caso, é relatado que tinha “por hábito distribuir rebuçados e chocolates”, de forma a conseguir chegar perto das crianças. Os doces seriam oferecidos em troca de toques às meninas.

Após a denúncia chegar ao Estado-Maior General das Forças Armadas, foram tomadas medidas para afastar o suspeito de assédio, que foi transferido para o ex-Hospital Militar Principal e proibido de voltar à instalação que acolhia os refugiados afegãos.

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