As estruturas sindicais da função pública vão reunir-se esta sexta-feira com o secretário de Estado da Administração Pública, José Couto, insistindo na necessidade de revogação do atual sistema de avaliação do setor e na sua substituição por outro mais justo e sem quotas.
Assim, segundo nota enviada às redações pelo ministério do estado e da administração pública, as reuniões acontecem da parte da manhã, a começar pela Frente Comum, às 9h, seguindo-se a Frente Sindical (STE) às 10h30 e por fim, a Federação Sindical da Administração Pública (FESAP) às 12h.
Sebastião Santana, da Frente Comum, disse à Executive Digest que “lamenta o facto de a reunião ser por videoconferência e com a duração de apenas uma hora”. Para além disso, “estranhamos que o Governo agende uma reunião e não nos apresente qualquer proposta”.
“Continuamos a defender que o SIADAP deve ser revogado, porque acarreta problemas gravíssimos, desde as quotas, ao próprio conceito de avaliação que é imposto”, afirma defendendo a criação de “um sistema de avaliação justo, equitativo, transparente e sem quotas”.
Quanto às expectativas para a reunião, “não são muito elevadas, porque o Governo não nos apresentou nenhuma proposta e deve ser uma discussão que se vai prolongar no tempo”, acrescenta sublinhando também a falta de resposta do Governo a outras solicitações do sindicato.
Por sua vez, Helena Rodrigues, do STE, não quis adiantar quaisquer detalhes sobre a reunião. “Pedimos ao Governo documentos sobre aquilo em que poderia consistir a alteração do SIADAP e não nos foi remetido nada até ao momento, por isso temos de aguardar”, afirmou deixando uma última ideia: “Queremos iniciar um processo de revisão que corrija os erros que este tem”.
Por último, o secretário-geral da FESAP, José Abraão, disse à agência Lusa que “não queremos apenas uma alteração de cosmética do sistema de avaliação, queremos um novo sistema, mais justo, sem quotas e sem burocracias, que permita aos trabalhadores progredir na carreira.
José Abraão considerou que o Sistema Integrado de Avaliação da Administração Pública (SIADAP), ainda em vigor, “apenas serviu o objetivo da contenção salarial, pois cerca de 75% dos trabalhadores apenas consegue progredir na carreira de 10 em 10 anos”.
“Esperamos que na reunião desta sexta-feira a tutela nos apresente uma proposta de revisão, pois a negociação deveria ter começado em março, e temos urgência em alterar o SIADAP”, disse o líder da FESAP (UGT).









