Uma força naval multinacional de “elevada prontidão” da NATO permanece até este sábado nos Açores, no âmbito de uma escala operacional integrada no plano anual de atividades, treino avançado e interoperabilidade entre aliados. A frota está em Ponta Delgada desde quarta-feira e reúne navios de vários países da Aliança Atlântica.
Em causa está a Standing NATO Maritime Group 1, uma das forças navais permanentes da NATO, comandada pela comodoro Maryla Ingham, da Royal Navy. Segundo a Marinha Portuguesa, trata-se de uma força multinacional composta por navios preparados para responder a diferentes missões no quadro da defesa coletiva e da segurança cooperativa da Aliança.
A escala nos Açores inclui embarcações da Alemanha, Países Baixos, Noruega, Turquia, Portugal e Dinamarca. A presença destes navios insere-se no esforço da NATO para fortalecer a cooperação marítima aliada, promover a segurança no Atlântico Norte e assegurar uma presença naval credível, interoperável e dissuasora.
Açores reforçam papel estratégico no Atlântico
A passagem da frota pelos Açores é também apresentada como uma oportunidade para aprofundar contactos institucionais, promover o intercâmbio operacional e reforçar a visibilidade da NATO na região.
Até este sábado, estão previstas atividades protocolares, ações de representação e encontros com entidades civis e militares do arquipélago. A Marinha sublinha que estas iniciativas contribuem para consolidar o papel estratégico dos Açores como ponto de apoio logístico, operacional e diplomático no contexto euro-atlântico.
A localização do arquipélago continua a ser central para a segurança marítima no Atlântico Norte, numa zona atravessada por importantes linhas de comunicação marítima. A presença da força multinacional volta também a chamar a atenção para a importância militar e diplomática dos Açores, onde se encontra a base das Lajes, na ilha Terceira, enquadrada no acordo bilateral de defesa e cooperação entre Portugal e os Estados Unidos.
Portugal no dispositivo marítimo da NATO
A Marinha Portuguesa considera que a presença desta frota multinacional nos Açores evidencia o papel central de Portugal na arquitetura de segurança marítima da NATO.
Além da dimensão operacional, a escala tem uma leitura política e estratégica: reafirma o compromisso nacional com a defesa coletiva, a estabilidade regional e a proteção das rotas marítimas que atravessam o Atlântico.
Num contexto internacional marcado por maiores exigências de prontidão militar e cooperação entre aliados, a escala em Ponta Delgada funciona como demonstração de presença, treino e capacidade de articulação entre marinhas da NATO.






