A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública realiza uma manifestação nacional esta sexta-feira, 20 de maio, em Lisboa, mas as ações de luta podem não ficar por aqui.
Sebastião Santana, coordenador da Frente Comum, admite à Multinews que o sindicato poderá avançar com uma greve geral, à semelhança do que aconteceu no ano passado, se as reivindicações não forem ouvidas.
Em causa, explica, está “a proposta de orçamento que nos mantém os salários nos 0,9% ao mesmo tempo que faz crescer rúbricas como aquisição de serviços em 7,5%”.
“Esses 7,5% representam quase mil milhões de euros. Só esse valor dava para pagar o aumento que exigimos. É uma questão de opção política”, lamenta Sebastião Santana.
Ainda assim, o líder sindical garante que “os trabalhadores não vão tolerar continuar a empobrecer a trabalhar, porque é disto que se trata” e ponderam novas formas de luta, caso não sejam ouvidos.
“Está perfeitamente em cima da mesa” a hipótese de uma greve geral, segundo Sebastião Santana. “O desenvolvimento da luta, com certeza ainda será em modos a definir, mas não vamos ficar por aqui nem parados perante esta afronta”, garante.
Além do aumento geral dos salários em 90 euros, a Frente Comum reivindica a ainda correção da Tabela Remuneratória Única, o descongelamento efetivo das promoções e das progressões nas posições remuneratórias e a revisão do sistema de avaliação.
Prevê-se que a ação de hoje afete sobretudo escolas, bem como tribunais e outros serviços centralizados, nomeadamente a Segurança Social. Também os hospitais poderão ser afetados.
Isto acontece porque, a par da manifestação, foi ainda emitido um aviso prévio de greve de 24 horas (a partir da meia-noite), para os funcionários poderem marcar presença na ação em Lisboa.












