Francisco volta a quebrar tabus. Papa nomeia seis mulheres para a supervisão das finanças do Vaticano

O Papa Francisco nomeou seis mulheres para supervisionar as finanças do Vaticano, num grupo de figuras onde consta, por exemplo, a britânica Ruth Kelly, a ex-ministra do Trabalho. Estes são os cargos mais importantes alguma vez atribuídos a mulheres na liderança da Igreja Católica.

As nomeações representam o passo mais significativo do Papa Francisco para cumprir a sua promessa de colocar as mulheres em cargos de chefia. Até agora, os 15 membros do Conselho de Economia eram todos homens. Por estatuto, o conselho deve incluir oito bispos – sempre homens – e sete leigos.

“Passar a ter seis mulheres é uma quota muito expressiva”, considera Joshua McElwee, correspondente do Vaticano para o National Catholic Reporter, citado pelo ‘The Guardian’. “Mas o importante é que estas seis mulheres fazem parte de um grupo que essencialmente supervisiona todas as atividades financeiras do Vaticano, é um grupo de alto nível, obviamente”.

As mulheres nomeadas são todas europeias e têm carreiras financeiras de alto perfil. Leslie Ferrar, ex-tesoureira do príncipe Charles, é a outra britânica nesta equipa. As outras mulheres são Charlotte Kreuter-Kirchhof e Marija Kolak, ambas da Alemanha, e Maria Concepción Osácar Garaicoechea e Eva Castillo Sanz, ambas da Espanha.

O único leigo no conselho é Alberto Minali, ex-diretor-geral da Generali, a seguradora italiana.

As nomeações acontecem num momento em que o Vaticano enfrenta dificuldades financeiras, com problemas agravados pela pandemia do novo coronavírus e uma queda acentuada no número de visitantes aos Museus do Vaticano, uma fonte de renda para a Santa Sé.

Francisco criou o Conselho para a Economia em 2014. “É essencialmente o conselho de fiscalização de tudo o que é financeiro no Vaticano, sendo que o Papa Francisco é a única pessoa acima dele”, detalhou McElwee.

Mas existem ainda outras mulheres em posições de destaque neste papado de Francisco, nomeadamente, Barbara Jatta, que chefia os Museus do Vaticano, e Francesca Di Giovanni, a subsecretária da Secretaria de Estado do Vaticano.

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