França: Macron anuncia aumento de “100 a 230 euros” para os professores em dia de nova ronda de protestos em todo o país

O anúncio surge no mesmo dia em que arranca nova jornada de protestos e greves de vários setores contra as reformas nas pensões e o aumento da idade de reforma, dos 62 para os 64 anos.

Pedro Zagacho Gonçalves

Emmanuel Macron, Presidente de França, anunciou esta quinta-feira um aumento dos salários para os professores. O anúncio surge no mesmo dia em que arranca nova jornada de protestos e greves de vários setores contra as reformas nas pensões e o aumento da idade de reforma, dos 62 para os 64 anos.

“Devemos reconhecer melhor o trabalho dos professores e remunerá-los melhor”, defendeu Macron, prometendo em seguida um aumento “de entre 100 a 230 euros líquidos” por mês nos vencimentos de todos os professores franceses.

Para além deste aumento imediato, haverão outros aumentos previstos, que estarão associados a ‘missões’ a serem cumpridas em modelo de voluntariado.

“Vai haver um aumento do salário base, em condições para colocar todos os professores acima dos 2000 euros”, indicou o Presidente francês durante uma visita a uma escola. Os aumentos salariais abrangem “todos os níveis da carreira, mesmo quem já está a meio ou a três quartos da carreira”.

A outra parte “acordada” do aumento respeitará a um sistema de cumprimento de tarefas, voluntariamente, que “vai permitir aos professores receber até mais 500 euros por mês de acréscimo”.

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Macron foi recebido na escola em Hérault por centenas de manifestantes, controlados e afastados do Presidente por um grande dispositivo de segurança montado no local. Por outro lado, em várias cidades francesas os protestos já desencadearam nova onda de violência. Em Paris, alguns manifestantes, a maioria dos sindicatos dos trabalhadores ferroviários, invadiram a Bolsa de Valores da cidade, causando tumultos e deixando um rasto de destruição.

Já esta tarde, também na capital francesa, havia registos de confrontos com a polícia e atos de vandalismo.

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