Dezenas de milhares de professores franceses entraram em greve esta quinta-feira devido ao que dizem ser o fracasso do Governo em adotar uma política coerente para as escolas fazerem a gestão da pandemia da Covid-19 e protegerem alunos e funcionários contra infeções.
Professores, pais e administradores escolares têm lutado para lidar com a pandemia e as sucessivas reviravoltas do Governo em ativar as regras da Covid-19 nas escolas: os novos requisitos de testagem foram anunciados na véspera do regressar às aulas após as férias de Natal mas desde então, alterados duas vezes.
“Chegámos a um tal nível de exasperação, cansaço e raiva que não tivemos outra opção a não ser organizar uma greve para enviar uma mensagem forte ao Governo”, explicou Elisabeth Allain-Moreno, secretária nacional do SE- Sindicato dos Professores UNSA.
Diversas escolas em Paris permaneceram totalmente fechadas por causa da greve, algumas parcialmente abertas e outras a operar normalmente – alguns estabelecimentos de ensino permaneceram abertos apenas para os filhos de profissionais de saúde.
Os sindicatos disseram que esperam que muitas escolas sejam fechadas ao longo do dia e um grande número de professores – incluindo cerca de 75% nas escolas primárias e 62% nas escolas secundárias – juntem-se à greve de um dia. Sindicatos que representam diretores de escolas, inspetores e outros funcionários também aderiram à greve. O Ministério da Educação francês já deu números muito mais baixos, garantindo que havia uma média de 38,5% dos professores em greve nas escolas primárias e pouco menos de 24% nas escolas secundárias.











