Vai haver mais milionários em Portugal até 2025

Em Portugal, o crescimento do nível de riqueza foi de 2%, face a 2020, sendo que a perspetiva é que cresça 3% ao ano até 2025. Os resultados foram agora divulgados no relatório da consultora Boston Consulting Group, intitulado “Global Wealth 2021: When Clients Take the Lead”.

De acordo com o relatório, em 2020, Portugal representou 1,1% da riqueza e 0,8% dos ativos tangíveis da Europa Ocidental. O país mostrou um crescimento moderado de riqueza, no último ano, ficando abaixo dos 5% verificados na região, mas mostra melhores resultados em relação aos ativos tangíveis, tendo verificado um aumento de 6%, face aos 4% do contexto europeu.

Até 2025, é expectável que cresça 4%, acima dos 2% da região.

À semelhança do ano anterior, em Portugal, a moeda e depósitos são a classe de ativos predominante, perfazendo 46% do total de riqueza, acima do verificado na Europa Ocidental (30%) e no mundo (28%).

Espera-se, contudo, que o investimento em ações e fundos de investimento, o segundo ativo na escala (30%), cresça mais rapidamente, a 3,2% ao ano, nos próximos cinco anos, e que os seguro de vida e pensões se mantenham a terceira maior classe de ativos no futuro.

Por fim, a maioria da riqueza em Portugal continua a ser detida pelos que possuem menos de 250 mil euros (51%), semelhante ao verificado em 2019, segmento que se espera que caia dois pontos percentuais até 2025. Já 12% da riqueza é detida pelos que possuem fortunas de mais de 100 milhões de euros, segmento que deverá ver um crescimento de 1 p.p. até 2025.

“O conservadorismo do investidor português tem-no protegido dos impactos das crises nos mercados financeiros. Contudo, com o crescimento do segmento com fortunas acima dos 100 milhões de euros, é expectável que cresça também o apetite por outras classes de ativos de maior risco e, consequentemente, sejam possíveis maiores retornos”, afirma Pedro Pereira, sócio da BCG em Portugal.

A nível global, no ano passado, houve uma maior procura por investimentos alternativos para obter maiores rendimentos, afastando os títulos de dívida de baixo rendimento.

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