A fortuna de Elon Musk continua a crescer a um ritmo impressionante e poderá em breve levá-lo a tornar-se a primeira pessoa da história a atingir um património de um bilião de dólares. De acordo com uma análise recente, o empresário vê a sua riqueza aumentar, em média, cerca de 992 dólares por segundo, um valor que ilustra a dimensão do seu império empresarial.
Segundo uma análise publicada pelo The Wall Street Journal, a riqueza do fundador da Tesla e da SpaceX continua a aumentar graças à valorização das participações que detém em várias empresas cotadas e privadas, colocando-o cada vez mais próximo de um marco sem precedentes.
Os números revelados impressionam pela sua dimensão. Em média, Elon Musk acrescenta 992 dólares à sua fortuna a cada segundo, o equivalente a cerca de 3,6 milhões de dólares por hora.
Com um património estimado em 970 mil milhões de dólares, a riqueza do empresário ultrapassa inclusivamente a dimensão económica anual de muitos países.
Para colocar estes valores em perspetiva, o artigo refere que, considerando o rendimento médio anual de um agregado familiar nos Estados Unidos, fixado em 83.730 dólares, seriam necessários cerca de 11 milhões de anos para acumular uma fortuna equivalente à atualmente atribuída a Musk.
Património não corresponde a dinheiro disponível
Apesar dos números astronómicos, o artigo sublinha que Elon Musk não possui essa quantia em dinheiro disponível numa conta bancária.
Grande parte da sua riqueza resulta da valorização das participações acionistas que detém em empresas como a Tesla, a SpaceX e a X, a plataforma anteriormente conhecida como Twitter.
Ou seja, o valor do seu património está diretamente ligado à avaliação destas empresas nos mercados financeiros e não a liquidez imediatamente disponível.
SpaceX poderá beneficiar dos novos planos da NASA
A fortuna de Musk poderá continuar a crescer graças aos novos programas espaciais da NASA.
A agência espacial norte-americana anunciou recentemente novos planos para levar novamente astronautas à Lua, tendo escolhido tanto a SpaceX como a Blue Origin, empresa fundada por Jeff Bezos, para desenvolver módulos comerciais de alunagem.
No entanto, a Blue Origin sofreu recentemente um revés significativo quando o foguetão New Glenn explodiu durante um teste de rotina aos motores.
Caso este incidente leve a NASA a depender mais da SpaceX nas próximas fases do programa lunar, Elon Musk poderá beneficiar ainda mais desse reforço da atividade da empresa.
Jeff Bezos promete recuperar após explosão do New Glenn
Na sequência do incidente com o New Glenn, Jeff Bezos reagiu através da rede social X, garantindo que todos os trabalhadores estavam em segurança.
“Muito difícil dia, mas vamos reconstruir tudo o que for necessário e voltar a voar. Vale a pena”, escreveu o fundador da Blue Origin.
Também o administrador da NASA, Jared Isaacman, comentou a explosão do foguetão.
“A NASA está ciente da anomalia que ocorreu esta noite no Complexo de Lançamento 36, envolvendo o foguetão New Glenn da Blue Origin na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral”, afirmou.
Isaacman acrescentou que “os voos espaciais não perdoam e desenvolver uma nova capacidade de lançamento de grande porte é extraordinariamente difícil”.
O responsável assegurou ainda que a agência espacial norte-americana irá trabalhar em conjunto com os seus parceiros “para apoiar uma investigação aprofundada a esta anomalia, avaliar os impactos nas missões de curto prazo e regressar ao lançamento de foguetões”.






