As suspeitas de uma possível sabotagem pairam sobre as três fugas detetadas nos gasodutos russos Nord Stream 1 e Nord Stream 2, que “alarmaram” o Kremlin e levaram a Dinamarca a declarar emergência nos sectores de eletricidade e gás do país. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, garantiu que “nenhuma versão pode ser descartada”.
No entanto, a emissora nacional sueca ‘SVT’ relatou, esta terça-feira, que os sismólogos registaram explosões perto dos oleodutos ‘Nord Stream’ nas últimas 36 horas.
“As estações de medição na Suécia e na Dinamarca registaram fortes explosões submarinas na mesma área em que decorreram as fugas de gás”, apontou. “Não há dúvidas que são explosões”, reforçou Björn Lund, professor de sismologia na Rede Sísmica Nacional Sueca, que detetou duas explosões claras: uma delas teve magnitude de 2,3, semelhante a um terramoto percetível e foi registada em estações de medição em todo o país.
A primeira explosão terá sido registada às 2h03 da noite de 2ª feira, ao passo que a segunda teve lugar às 19h04 do mesmo dia – os avisos sobre as fugas de gás vieram da administração marítima às 13h52 e às 20h41 de segunda-feira, respetivamente, depois de diversos navios terem detetado bolhas à superfície.
Informações dos círculos de segurança na Alemanha sustentam que há muitos indícios de que os dois gasodutos foram deliberadamente danificados num ato de sabotagem, garantiu a publicação germânica “Tagesspiegel”.
The Danish Armed Forces have released a video from the broken Nord Stream pipeline.
Looks like a major leak.
It seems that there won’t be any gas going to Germany through Nord Stream 1 in the coming weeks, or even months. pic.twitter.com/RwXOuDIRkQ
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BREAKING:
First picture taken of one of the Nord Stream gas pipeline leaks.
Taken by a Danish F-16 pilot. pic.twitter.com/anmqw1QdPB
— Visegrád 24 (@visegrad24) September 27, 2022
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Também o primeiro-ministro da Polónia, Mateusz Morawiecki , apontou um “ato de sabotagem”. “Podemos ver claramente que é um ato de sabotagem, um ato que provavelmente marca o próximo estágio na escalada da situação que estamos enfrentando na Ucrânia”, disse ele.
Morawiecki participou durante o dia na cerimónia de abertura do gasoduto do Báltico , na qual também esteve presente a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen. Nesse sentido, o primeiro-ministro polaco destacou que a inauguração desta estrada representa “o fim da era de dominação russa na área do gás” e tem defendido que se tratou de “uma era marcada por chantagens, ameaças e extorsões”. “.









