Rui Pinto foi constituído arguido num novo processo pelo Ministério Públicao, revelou esta segunda-feira o seu advogado Francisco Teixeira da Mota.
O hacker português, que está a ser julgado por 90 crimes relacionados com o Football Leaks, vai agora responder judicialmente por factos ocorridos entre 2015 e 2018. Sem entrar em pormenores, o advogado qualificou esta constituição como arguido como “uma estratégia perversa” do Ministério Público, que só constituiu Rui Pinto como arguido agora apesar de saber dos factos desde 2019. “Impede-o de regressar a uma vida normal quando o julgamento entra na sua reta final”, acusou.
O novo processo indica que algumas suspeitas estão relacionadas com temas que foram abordados pelo julgamento em curso.
O criador do Football Leaks começa esta segunda-feira a prestar declarações perante o coletivo de juízes que o está julgar desde 4 de setembro de 2020 no âmbito de um processo no qual responde por um total de 90 crimes. Rui Pinto encontra-se em liberdade desde 7 de agosto de 2020, “devido à sua colaboração” com a Polícia Judiciária (PJ) e ao seu “sentido crítico”, mas está, por questões de segurança, inserido no programa de proteção de testemunhas em local não revelado e sob proteção policial.
Rui Pinto, de 33 anos, responde por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada. Este último crime diz respeito à Doyen e foi o que levou também à pronúncia do advogado Aníbal Pinto.





