A cidade italiana de Florença está a reprimir os arrendamentos de férias de curto prazo numa tentativa de conter o turismo excessivo, ordenando a remoção de caixas de chaves de autoatendimento até à próxima terça-feira: a medida tem por alvo a prática cada vez mais popular de usar caixas de chaves, empregada regularmente em plataformas como Airbnb, que permite aos hóspedes entrar sem contacto com o proprietário ou um representante.
As caixas de chaves atraíram críticas pela sua aparência desagradável e pelos riscos potenciais de segurança, associados à falta de interação presencial durante o check-in: segundo as autoridades locais, esta medida vai ajudar a administrar o fluxo de turistas e a manter um melhor equilíbrio entre visitantes e moradores, salientou a publicação ‘The Independent’.
“Na próxima semana iremos verificar onde a proibição de caixas de chaves não é respeitada e então vamos removê-las”, indicou a autarca de Florença, Sara Funaro: serão impostas aos proprietários em falta multas até 400 euros.
Outros destinos turísticos italianos famosos – como Roma e Veneza – também já tomaram medidas para controlar o número de turistas, com os moradores locais a queixarem-se de falta de habitação e a hotelaria a garantir que os arrendamentos de curto prazo estão a afetar os seus negócios.
O Governo de Giorgia Meloni emitiu uma norma nacional na qual proíbe check-ins sem identificação visual dos hóspedes. Massimo Torelli, porta-voz da campanha “Vamos salvar Florença para viver nela”, apontou que o grupo estava a marcas as caixas de check-in com uma cruz vermelha. “Estão em todo o lado, até nos postes de iluminação pública. Florença está a morrer de turismo descontrolado”, salientou. Torelli destacou, no entanto, que as medidas da autarquia poderá fazer cair o número de apartamentos para arrendamento disponíveis – de 15 para 7/8 mil.



