Os 344 contribuintes mais ricos do País têm uma fortuna total superior a 1700 milhões de euros. Todos contam, segundo os dados da Autoridade Tributária (AT) com um património mobiliário e imobiliário superior a cinco milhões de euros e existem sete contribuintes com fortunas muito elevadas, avança o “Correio da Manhã” (CM).
Estes contribuintes fazem parte das 1679 grandes contribuintes singulares que a AT está a acompanhar, como revelou, esta semana, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, na Comissão de Orçamento e Finanças sobre o Relatório de Combate à Fraude e Evasão Fiscais e Aduaneiras de 2018. E têm um património que representa quase 1% do Produto Interno Bruto de Portugal, em 2018, cujo valor atingiu os 201 612 milhões de euros.
De acordo com o Fisco, 50% dos contribuintes mais ricos têm entre 51 e 70 anos, 82% têm naturalidade portuguesa, 71% são casados, 70% não têm dependentes e 95% são residentes em Portugal. Lisboa é a zona preferida dos mais ricos para viver: segundo os dados da AT, 52% têm residência na capital.
A “CM” adianta ainda que, o Fisco identificou também duas outras realidades: 688 contribuintes têm rendimentos superiores a 750 mil euros por ano e 631 contribuintes têm relações jurídicas e económicas com empresas consideradas grandes contribuintes.
As famílias de Fernanda Amorim (viúva do empresário Américo Amorim) e do antigo presidente da Jerónimo Martins e «senhor Pingo Doce», Alexandre Soares dos Santos (já falecido), são, segundo a lista da “Forbes” as mais ricas de Portugal.














