Finlândia pode vir a ter um Governo de coligação com partido de extrema-direita: negociações arrancam hoje

Novo líder finlandês adiantou ter esperança de que o Governo estará formatado até junho

Executive Digest com Lusa

O primeiro-ministro eleito da Finlândia, e líder do partido conservador de centro-direita KOK (Partido de Coligação Nacional), Petteri Orpo, vencedor das eleições de há umas semanas, anunciou que irão começar, esta terça-feira, as negociações para formar um Governo de coligação. As conversas, sublinhou Orpo, vão incluir o partido de extrema-direita e anti-imigração, o Partido dos Finlandeses.

“As negociações oficias para formar Governo vão começar a 2 de maio, entre o Partido de Coligação Nacional, o Partidos dos Finlandeses, o Partido Popular Sueco da Finlândia e o Partido Democrata-Cristão”, afirmou o primeiro-ministro eleito em Helsínquia.

O novo líder finlandês adiantou ter esperança de que o Governo estará formatado até junho.

Recorde-se que o partido de Orpo derrotou os sociais-democratas, e a primeira-ministra Sanna Marin, nas eleições que ocorreram no início de abril. Marin apresentou a demissão da liderança do partido após a derrota.

O KOK é agora a maior força política no Parlamento finlandês, que tem um total de 200 assentos, com 48 lugares conquistados no último sufrágio. Segue-se o Partido dos Finlandeses, de extrema-direita, que conquistou 46 assentos parlamentares, e os sociais-democratas, que conseguiram 43.

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A acrescentar o Partido Popular Sueco da Finlândia, que conquistou 10 assentos parlamentares, e os cinco dos democratas-cristãos, Orpo conseguiria a maioria no Parlamento.

Mas esta coligação será complicada de se verificar e as negociações prometem não ser fáceis, com a posição dura do Partidos dos Finlandeses quanto à imigração a contrastar com a abertura doa KOK a estrangeiros que venham melhorar o mercado de trabalho finlandês.

Rikka Purra, líder do Partidos dos Finlandeses, assumiu que há diferenças entre os dois partidos, efetivamente, mas disse estar “comprometida” em ajudar à solução de formação de um Governo.

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