Finlândia pede à população que compre medicamento com iodo contra a radiação e produto esgota em poucas horas

A OMS recomenda o consumo de comprimidos de iodo em caso de acidente nuclear a pessoas de até 40 anos e às mulheres grávidas, para proteger o feto.

Pedro Zagacho Gonçalves

O Ministério da Saúde e Assuntos Sociais da Finlândia pediu esta terça-feira à população que comprasse comprimidos de iodeto de potássio, como medida de prevenção em caso de risco de radiação nuclear e, em escassas horas, o produto esgotou completamente nas farmácias finlandesas.

Segundo explica o governo finlandês em comunicado, atualmente não há comprimidos de iodeto de potássio para menores de três anos à venda, pelos que os centros de saúde deveriam importá-los e distribuí-los entre pais e mulheres grávidas.

Sobre o problema de stock, a Associação de Farmacêuticos da Finlândia adiantou em comunicação oficial que os comprimidos de iodeto de potássio acabaram “temporariamente” em todas as farmácias do país, mas que poderão voltar a estar disponíveis para venda “num futuro próximo”, acrescentando que não existe “uma necessidade urgente”.

O iodeto de potássio é um sal de iodo que previne a absorção de iodo radioativo através da tiróide – que pode causar cancro e lesões nesta glândula -, quando o corpo é exposta a radiação nuclear. A OMS recomenda o consumo de comprimidos de iodo em caso de acidente nuclear a pessoas de até 40 anos e às mulheres grávidas, para proteger o feto.

Muitos finlandeses correram às farmácias para comprar estes comprimidos na passada primavera, após o início da ofensiva militar da Rússia contra a Ucrânia, com receio de um eventual conflito nuclear.

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