Sismologistas finlandeses detetaram cinco explosões subaquáticas em águas russas, no Mar Báltico. De acordo com o Instituto de Sismologia da Universidade de Helsínquia, as explosões foram identificadas na última semana.
“Detetámos cinco explosões, a maior das quais com 1.8 de magnitude e a mais pequena com 1.3”, explicou Timo Tiira, diretor da instituição à Reuters, recorrendo à escala de Richter, que descreve a intensidade da atividade sísmica.
Quatro das explosões identificadas ocorreram na quinta-feira e uma na sexta-feira, em águias territoriais russas no Golfo da Finlândia. Segundo o responsável do Instituto de Sismologia da Universidade de Helsínquia, foi “claro” que as observações feitas foram causadas por explosões e não por qualquer outra atividade sísmica.
“Vê-se na forma que o sinal adota e no conteúdo da frequência registada”, explica Timo Tiira.
O Instituto de Sismologia da Universidade de Helsínquia não adianta, no entanto, o que causou as explosões, mas distúrbios similares haviam sido detetados durante exercícios navais ou na detonação de minas antigas do fundo do mar.
“Já detetámos explosões na mesma área, anteriormente, nas não é algo muito comum, nem chega a acontecer uma vez por ano”, termina o responsável.
As explosões ocorrem depois de investigações suecas e norueguesas denunciarem que as ruturas nos gasodutos Nord Stream 1 e 2 terão sido causadas propositadamente num ato de “sabotagem”.









