Filho de Prigozhin tenta assumir controlo do grupo Wagner

Aos 25 anos, emergiu como um líder alternativo para o grupo mercenário a Andrey Troshev, ex-comandante Wagner que agora serve no Ministério da Defesa russo e tem o apoio de Vladimir Putin.

Francisco Laranjeira
Outubro 2, 2023
9:15

Pavel Prigozhin, filho de Yevgeny Prigozhin, ex-líder do grupo Wagner que morreu em agosto último depois de o seu avião ter caído na Rússia, está a tentar assumir o controlo do grupo paramilitar, segundo revelou esta segunda-feira o think tank americano Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla original). Aos 25 anos, emergiu como um líder alternativo para o grupo mercenário a Andrey Troshev, ex-comandante Wagner que agora serve no Ministério da Defesa russo e tem o apoio de Vladimir Putin.

A 29 de setembro último, Putin reconheceu publicamente as conversas com Troshev sobre o seu envolvimento no estabelecimento de novas unidades de voluntárias encarregadas principalmente de missões de combate na Ucrânia. Este movimento, no entanto, já desencadeou dissidência dentro da estrutura Wagner, o que potenciou a chegada de Pavel Prigozhin.

O ISW citou um conhecido canal na rede social ‘Telegram’ que anunciou que Pavel Prigozhin assumiu “o comando” do grupo Wagner, estando em negociações com a Rosgvardia (Guarda Nacional da Rússia) sobre o potencial regresso dos paramilitares às operações de combate na Ucrânia. De acordo com a publicação, os Wagner não seriam obrigados a assinar contratos com o Ministério da Defesa russo e pretendiam manter o seu nome, símbolos, ideologia, estrutura de liderança, gestão e princípios de atuação estabelecidos.

Citando fontes próximas, a ISW sugeriu que a liderança de Pavel Prigozhin pode não ser totalmente independente pois acredita-se que esteja sob a influência de Mikhail Vatanin, chefe do Serviço de Segurança Wagner, o que indica uma potencial divisão dentro do grupo paramilitar.

“A ISW avaliou anteriormente que era improvável que elementos desarticulados do Grupo Wagner representassem uma ameaça militar séria para a Ucrânia sem trazer todo o conjunto de eficácia que Wagner tinha como organização unitária sob a liderança consolidada de Yevgeniy Prigozhin e Dmitry Utkin. Esta avaliação inicial será invalidada se o Grupo Wagner se restabelecer como uma formação coerente e ampla sob o Governo russo com uma liderança centralizada eficaz”, relatou o think tank.

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