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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Taxa de desaprovação de Trump atinge máximo e supera níveis registados após ataque ao Capitólio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:40:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A taxa média de desaprovação do presidente norte-americano subiu para 58,3%, o valor mais elevado de sempre registado durante os seus mandatos, ultrapassando até os níveis atingidos após o ataque ao Capitólio de 6 de janeiro de 2021.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A popularidade de Donald Trump atravessa o momento mais delicado desde o regresso à Casa Branca. A taxa média de desaprovação do presidente norte-americano subiu para 58,3%, o valor mais elevado de sempre registado durante os seus mandatos, ultrapassando até os níveis atingidos após o ataque ao Capitólio de 6 de janeiro de 2021. Os números surgem numa altura em que os Estados Unidos enfrentam uma escalada militar relacionada com o Irão, acompanhada por aumentos acentuados nos preços dos combustíveis e dos produtos alimentares, fatores que estão a pressionar o eleitorado a poucos meses das eleições intercalares de novembro.</p>
<p>Segundo dados compilados pelo grupo de sondagens RealClearPolitics, que agregou inquéritos de órgãos como o The Wall Street Journal, Fox News, Reuters/Ipsos, CBS News, The New York Times e Daily Mail, a rejeição de Trump atingiu um novo pico histórico. Tom Bevan, cofundador e presidente da plataforma, sublinhou que “a taxa de desaprovação de Trump hoje, de 58,3%, é superior ao ponto mais alto do primeiro mandato, que ocorreu após 6 de janeiro de 2021”. A mesma análise indica ainda que 55,9% dos norte-americanos têm atualmente uma opinião desfavorável sobre o presidente.</p>
<p>O agravamento da perceção pública coincide com um ambiente económico particularmente adverso. Um estudo recente da Gallup revelou que 76% dos norte-americanos acreditam que a economia está a piorar, refletindo a crescente preocupação com o custo de vida. Apesar de Trump ter centrado grande parte da campanha presidencial de 2024 na promessa de aliviar a pressão financeira sobre as famílias, o próprio presidente desvalorizou recentemente essas preocupações. Durante uma intervenção na Casa Branca, afirmou aos jornalistas que não pensa “na situação financeira dos americanos” nem “na situação financeira de ninguém”, acrescentando que a sua prioridade é impedir que “o Irão tenha uma arma nuclear”.</p>
<p>A guerra envolvendo Washington, Israel e Teerão agravou significativamente a pressão sobre os mercados energéticos. Desde os ataques norte-americanos e israelitas ao Irão, em fevereiro, os preços dos combustíveis aumentaram mais de 50%, impulsionados pelas tensões geopolíticas e pelas perturbações no transporte marítimo de petróleo. Dados divulgados pela AAA indicam que, pela primeira vez em quatro anos, o preço médio da gasolina ultrapassou os quatro dólares por galão em todos os estados norte-americanos. Em paralelo, a inflação atingiu em abril o valor mais elevado dos últimos três anos, enquanto produtos alimentares essenciais continuaram a encarecer, com a carne de vaca e os tomates a registarem subidas de 14,8% e 15%, respetivamente.</p>
<p>Apesar da deterioração dos indicadores económicos e do desgaste político, a Casa Branca rejeita a leitura negativa das sondagens. A administração classificou como “fake news” as informações que apontavam para preocupação interna com a possibilidade de os preços dos combustíveis ultrapassarem o recorde de 5,02 dólares por galão atingido durante a presidência de Joe Biden. Em comunicado, a porta-voz Olivia Wales defendeu que a guerra contra o Irão foi lançada “no interesse do povo americano” e garantiu que a administração continua focada em aplicar “a agenda comprovada de Trump”, baseada em cortes fiscais, desregulação e expansão energética. A responsável acrescentou ainda que o presidente “não toma decisões críticas de segurança nacional com base em sondagens voláteis, mas sim no melhor interesse dos americanos”.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767861]]></sapo:autor>
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		<title>Jovens manifestantes iranianos vivem escondidos por medo de execução: “Estamos vivos, mas não estamos a viver”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:20:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 100 dias depois da repressão dos protestos nacionais no Irão, dezenas de jovens manifestantes continuam escondidos, em fuga constante e com medo de serem detidos, torturados ou condenados à morte]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 100 dias depois da repressão dos protestos nacionais no Irão, dezenas de jovens manifestantes continuam escondidos, em fuga constante e com medo de serem detidos, torturados ou condenados à morte. O &#8216;The Independent&#8217;, através do &#8216;Independent Persian&#8217;, recolheu relatos em várias cidades iranianas que mostram uma geração forçada a desaparecer da vida pública depois de participar nas manifestações de janeiro.</p>
<p>Fontes em Teerão, Karaj, Zanjan, Mashhad, Isfahan, Rasht, Shiraz, Kermanshah e Kish indicam que alguns manifestantes deixaram de regressar a casa depois de sucessivas convocatórias e tentativas de detenção pelas forças de segurança. Muitos não ligam os telemóveis, não usam cartões bancários e evitam dormir duas noites seguidas no mesmo local.</p>
<p>Um manifestante de 22 anos, que participou nos protestos em Teerão e está escondido no norte do país, contou ao &#8216;Independent Persian&#8217; que há quatro meses não passa uma única noite em segurança. “Já não tenho casa. De poucos em poucos dias mudo de sítio”, afirmou. Nem a mãe sabe exatamente onde se encontra: por vezes, liga-lhe através de um cartão anónimo apenas para dizer que continua vivo.</p>
<p>O medo agravou-se com as sentenças de morte aplicadas a outros participantes nos protestos. O jovem diz que várias pessoas da sua terra natal já foram condenadas à morte, enquanto outras fugiram do Irão por rotas de montanha ou passaram à clandestinidade. “Se for detido, tenho a certeza de que receberei uma sentença de morte como os meus amigos”, disse.</p>
<p>A Amnistia Internacional revelou esta semana que o Irão registou em 2025 o maior número de execuções contabilizadas em todo o mundo. Para os jovens que participaram nos protestos, esse dado transformou cada toque à porta, chamada desconhecida ou posto de controlo numa ameaça potencial.</p>
<p>Uma estudante de 20 anos, de Mashhad, afirmou que decidiu esconder-se depois de ser convocada pelos serviços de segurança. “Pensámos que talvez fôssemos para a prisão e depois libertados. Mas quando vimos que estavam a executar pessoas uma a uma, percebemos que isto era completamente diferente. Agora a maioria das pessoas está apenas a tentar manter-se viva”, relatou.</p>
<p>Alguns manifestantes mudaram a aparência para tentar escapar à identificação. A estudante diz que cortou o cabelo, deixou crescer a barba e alterou a forma de vestir. Antes saía todos os dias; agora passa duas semanas seguidas sem abandonar o local onde está escondida.</p>
<p>As mulheres que participaram nos protestos enfrentam pressões semelhantes. Uma jovem do sul do Irão, detida durante alguns dias em janeiro, contou que continuou a ser chamada e ameaçada depois de libertada. “Mesmo depois da minha libertação, não estava realmente livre. Ligavam-me todas as semanas, convocavam-me, ameaçavam-me”, disse.</p>
<p>Segundo o &#8216;The Independent&#8217;, a jovem foi avisada pelo advogado de que uma nova detenção poderia colocá-la em risco de execução, sobretudo por causa de confissões feitas por outros detidos. Desde então, raramente regressa a casa e falhou até o aniversário de um irmão mais novo. “Algumas noites, a minha mãe só chora e diz: ‘Quem me dera que nunca tivesses ido aos protestos’.”</p>
<p>Há também manifestantes feridos que evitam hospitais por receio de denúncia. Um jovem de 19 anos, do oeste do Irão, atingido por chumbo durante as manifestações de janeiro, disse que ainda tem projéteis alojados no corpo, mas não procurou tratamento. “Tenho medo de que a segurança do hospital ou alguns médicos me denunciem. Muitas pessoas foram detidas dessa forma. Nem sequer tratei o olho.”</p>
<p>Outros dizem ter sido completamente apagados da sua vida anterior. Um manifestante em Shiraz afirmou que já não pode trabalhar, voltar à universidade ou usar o cartão bancário. “As nossas vidas tornaram-se uma fuga constante. Às vezes desapareço nas montanhas e no mato; outras vezes escondo-me em casas de amigos distantes e familiares. Não sei quanto tempo mais consigo continuar assim.”</p>
<p>A pressão não recai apenas sobre os manifestantes. Segundo fontes citadas na reportagem, famílias têm sido interrogadas, ameaçadas e vigiadas. Algumas terão sido obrigadas a assinar compromissos, tiveram os telemóveis monitorizados e foram ameaçadas com detenções para forçar os filhos a entregarem-se.</p>
<p>Uma fonte próxima da família de um detido em Rasht disse que agentes ameaçaram prender o irmão mais novo caso o manifestante não regressasse. “As famílias foram, na prática, feitas reféns”, afirmou.</p>
<p>Organizações de direitos humanos alertam que, além da vaga de execuções, a República Islâmica está a impor aos jovens manifestantes uma forma prolongada de desgaste psicológico. Meses depois do fim dos protestos, muitos continuam num estado permanente de vigilância, instabilidade e medo.</p>
<p>Um dos jovens entrevistados resumiu a situação numa frase que traduz o impacto da repressão: “Estamos vivos, mas não estamos a viver. Dia e noite, tudo o que pensamos é em como não ser detidos e executados.”</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767850]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal sob calor intenso: trovoadas secas podem gerar rajadas com “poder destrutivo”, alerta IPMA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:13:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[estado do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[IPMA]]></category>
		<category><![CDATA[Maria João Frada]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Episódio poderá prolongar-se por duas semanas no interior do país, acompanhado de tempo quente, seco e alguma instabilidade atmosférica]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal vai enfrentar dias de muito calor, com temperaturas máximas entre oito e dez graus acima da média para esta altura do ano, alerta a meteorologista Maria João Frada, em declarações à &#8216;CNN Portugal&#8217;. O episódio poderá prolongar-se por duas semanas no interior do país, acompanhado de tempo quente, seco e alguma instabilidade atmosférica.</p>
<p>Além das temperaturas elevadas, a meteorologista chama a atenção para a possibilidade de trovoadas secas e de rajadas de vento convectivas nos próximos dias. Estes fenómenos podem ser particularmente perigosos em caso de incêndio rural, porque o vento súbito e intenso pode alterar rapidamente a direção das chamas e dificultar o combate.</p>
<p>“Se o ar for chutado para cima, podem-se formar nuvens de desenvolvimento vertical sobre as zonas montanhosas. Se se formarem, podem trazer severidade. Nomeadamente o granizo, rajadas fortes convectivas, até com poder destrutivo”, explicou Maria João Frada.</p>
<p>A especialista sublinha que este cenário preocupa também pelo impacto que pode ter nos incêndios. “Se se formarem essas nuvens e houver um incêndio, pode haver uma rajada convectiva que faça descontrolar o incêndio que esteja a deflagrar”, alertou.</p>
<p>Os próximos dias deverão, por isso, combinar calor intenso com instabilidade localizada. A partir desta quinta-feira, as temperaturas devem começar a descer ligeiramente e a probabilidade de aguaceiros e trovoadas deverá diminuir de forma significativa.</p>
<p>“A partir do dia 28 começa, no litoral oeste, a entrar um vento do mar mais fresco, que vai trazer um pouco mais de alívio”, adiantou a meteorologista.</p>
<p>Ainda assim, o alívio deverá ser parcial. Maria João Frada explica que, a partir de sexta-feira, a descida das temperaturas deverá chegar também a parte do interior, mas as máximas continuarão acima do normal para a época.</p>
<p>“Neste momento, estamos com temperaturas máximas acima da média em oito a dez graus. É muito. Daí termos emitido os avisos de tempo quente. Mas, a partir do 29, essa pequena descida, que vai também estender-se um bocadinho ao interior, vai fazer com que as temperaturas máximas, embora contribuam para a onda de calor, se calhar estejam só cinco a sete graus acima da média para a época”, afirmou.</p>
<p>A meteorologista evita fazer previsões para além das próximas duas semanas, mas admite que o episódio de calor possa ser prolongado, sobretudo nas regiões do interior. A conjugação de temperaturas elevadas, ar seco, trovoadas secas e rajadas fortes torna o risco de incêndio uma das principais preocupações dos próximos dias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767846]]></sapo:autor>
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		<title>Como a máfia em Itália aprendeu a contornar Bruxelas com projetos pequenos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:59:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[fundos europeus]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[máfia]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante décadas, a criminalidade organizada no sul de Itália esteve associada a grandes escândalos de corrupção e desvio de fundos europeus]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante décadas, a criminalidade organizada no sul de Itália esteve associada a grandes escândalos de corrupção e desvio de fundos europeus. Mas uma nova investigação citada pelo &#8216;Euractiv&#8217; sugere que as redes mafiosas terão aprendido a adaptar-se ao reforço dos mecanismos antifraude: em vez de procurarem projetos maiores, passaram a preferir iniciativas mais pequenas, abaixo do limiar que aciona controlos mais rigorosos.</p>
<p>O estudo, conduzido por Marco Di Cataldo, Elena Renzullo e Andrés Rodríguez-Pose, analisou 1,5 milhões de projetos financiados pela União Europeia em Itália entre 2007 e 2020. Os investigadores cruzaram esses dados com registos judiciais que identificam municípios infiltrados por organizações criminosas.</p>
<p>A análise concentrou-se em cinco regiões do sul de Itália que recebem volumes elevados de fundos europeus e têm um histórico prolongado de presença mafiosa: Calábria, Campânia, Sicília, Apúlia e Basilicata.</p>
<p>A conclusão parece, à primeira vista, uma vitória dos mecanismos de controlo. Os municípios cujos Governos locais colaboraram com organizações criminosas receberam até 93% menos financiamento direto da União Europeia do que municípios sem esse tipo de referência em registos judiciais.</p>
<p>Mas a explicação é menos tranquilizadora. Segundo Marco Di Cataldo, citado pelo &#8216;Euractiv&#8217;, as administrações coniventes com a criminalidade “evitam estrategicamente os projetos maiores que desencadeariam o escrutínio antimáfia”. Ou seja, a máfia não desaparece necessariamente do circuito dos fundos: adapta-se às regras e reduz a escala para diminuir o risco de vigilância.</p>
<p>Em Itália, a legislação antimáfia impõe certificação e controlo mais rigorosos aos projetos acima de 150 mil euros. O estudo concluiu que os municípios infiltrados por organizações criminosas receberam entre 22% e 30% menos projetos acima desse patamar.</p>
<p>A descoberta levanta questões sensíveis para Bruxelas. A política de coesão é uma das maiores áreas de despesa do orçamento europeu e vale 392 mil milhões de euros no ciclo 2021-2027. O seu objetivo é reduzir desigualdades entre regiões mais ricas e mais pobres, canalizando verbas significativas para territórios como o sul de Itália.</p>
<p>O problema é que a eficácia desse dinheiro depende não apenas da dimensão dos fundos disponíveis, mas também da qualidade das autoridades locais responsáveis por os aplicar. Num momento em que a União Europeia discute o próximo orçamento de longo prazo, avaliado em cerca de dois biliões de euros, a investigação mostra que a corrupção pode alterar a forma como o investimento público é desenhado.</p>
<p>Os investigadores notam que esta retração nos projetos de maior dimensão não se limita a setores tradicionalmente associados ao crime organizado, como construção ou gestão de resíduos. O padrão também surge em áreas como serviços sociais, transportes e serviços públicos, precisamente setores essenciais para o desenvolvimento de longo prazo das comunidades.</p>
<p>As consequências económicas podem ser profundas. Municípios sob administrações corruptas recebem menos projetos ambiciosos e acabam por ter piores perspetivas de crescimento. O prejuízo, portanto, não está apenas no dinheiro que possa ser desviado, mas também nas infraestruturas que nunca são construídas, nas ligações de transporte que não são modernizadas e nos serviços públicos que ficam abaixo do necessário.</p>
<p>A questão central para a União Europeia é difícil: regras mais apertadas podem travar os esquemas mais evidentes, mas também podem levar administrações corruptas a mudar de comportamento, optando por projetos menores e menos escrutinados. A máfia, neste caso, não pensa maior. Pensa mais pequeno — e é isso que torna o problema mais difícil de detetar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767839]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Fenprof denuncia situação abusiva de docentes do ensino profissional à UE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:42:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Fenprof]]></category>
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		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Sindicato fala de práticas abusivas" e de imposições de horários de trabalho "excessivos e desregulados"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Fenprof vai denunciar junto da Comissão Europeia a situação de milhares de professores do ensino profissional de escolas particulares, que acusa de &#8220;práticas abusivas&#8221; e de impor horários de trabalho &#8220;excessivos e desregulados&#8221;.</p>
<p>&#8220;A realidade vivida nas escolas continua marcada pela manutenção de práticas abusivas e pela ausência de soluções estruturais&#8221;, acusa a Fenprof que revelou hoje que vai reunir-se, na próxima semana, com a representação em Portugal da Comissão Europeia.</p>
<p>O encontro tem como objetivo denunciar uma situação &#8220;inaceitável, que perpetua a precariedade, fragiliza a Escola Pública e desrespeita milhares de profissionais&#8221;, escreve a Federação Nacional dos Professores, que lembra que tem vindo a denunciar o agravamento da situação laboral dos professores das escolas profissionais no ensino privado.</p>
<p>Entre os problemas apontados pela maior estrutura sindical docente, estão os &#8220;horários de trabalho excessivos e desregulados&#8221; mas também &#8220;abusos nos calendários escolares, com prolongamento indevido de atividades letivas e avaliações para além do que é exigido e seria aceitável no restante ensino secundário&#8221;.</p>
<p>A Fenprof acusa ainda as escolas de obrigar os professores a repor aulas não dadas por motivos de doença ou por greve e de manter um modelo &#8220;assente na precariedade de milhares de técnicos especializados&#8221; que exercem funções docentes permanentes &#8220;sem estabilidade, carreira ou direitos equiparados aos restantes professores&#8221;.</p>
<p>A federação considera que as condições de trabalho destes professores se degradaram &#8220;acentuadamente na última década, com a aplicação de uma sobrecarga horária letiva aos professores, chegando esta a um total anual de 880 horas&#8221;.</p>
<p>A Fenprof exige melhores salários e que estes profissionais sejam integrados na carreira do Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) do Ensino Particular e Cooperativo e que lhes seja contabilizado o tempo de serviço em falta, relativo ao período de caducidade do CCT que ocorreu entre 2015 e 2022.</p>
<p>&#8220;O financiamento público canalizado pelo Estado para as escolas privadas deve reverter, obrigatoriamente, na melhoria das condições de quem nelas trabalha&#8221;, defende a Fenprof em comunicado divulgado hoje.</p>
<p>Os Sindicatos da federação denunciam ainda o &#8220;recurso sistemático e abusivo a técnicos especializados&#8221;, pedindo o combate à precariedade, investimento público &#8220;estável e sustentado&#8221; e a modernização de equipamentos e infraestruturas.</p>
<p>A negociação de um Contrato Coletivo de Trabalho para o EPC que respeite as especificidades do ensino profissional é outra das lutas da Fenprof, que pede que seja atualizado o financiamento das turmas do ensino profissional privado, equiparando-o aos custos das turmas das escolas públicas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767833]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Secretário-geral adjunto denuncia ao MAI várias irregularidades na SIRESP em abril</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/secretario-geral-adjunto-denuncia-ao-mai-varias-irregularidades-na-siresp-em-abril/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:40:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[António Pombeiro]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SIRESP]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI) demissionário considera essencial assegurar "um modelo de governação transparente" na empresa que gere o SIRESP ao denunciar várias irregularidades e "um episódio suscetível de configurar conflito de interesse".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI) demissionário considera essencial assegurar &#8220;um modelo de governação transparente&#8221; na empresa que gere o SIRESP ao denunciar várias irregularidades e &#8220;um episódio suscetível de configurar conflito de interesse&#8221;.</p>
<p>&#8220;Registou-se um episódio suscetível de configurar conflito de interesses. Nos dias que antecederam a sua saída, Carlos Leitão [ex-diretor técnico da empresa] tentou promover a celebração de um contrato de consultoria para acompanhamento da certificação ISO 27001 da SIRESP S.A., a ser prestado por si próprio através de entidade com a qual detinha uma relação familiar direta&#8221;, escreve António Pombeiro num email, a que a Lusa teve acesso, enviado a 28 de abril a elementos do gabinete do ministro da Administração Interna e no qual pede pela primeira vez a demissão, que não seria aceite.</p>
<p>A celebração do contrato promovida por Carlos Leitão, conta António Pombeiro, foi interrompido por intervenção de Nikeba Fernandes, que ficou no conselho de administração após a saída de Viegas Nunes da presidência da empresa que gere o SIRESP, em março de 2024.</p>
<p>Esta situação foi comunicada à tutela em novembro de 2025, tendo sido determinado o envio do processo à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), escreve.</p>
<p>António Pombeiro aponta no email para uma outra situação relacionada com a contratação do consultor privado Leonel Simões &#8220;por ajuste direto&#8221; com uma remuneração mensal de 8.400 euros mais IVA, &#8220;alegadamente na sequência de uma candidatura espontânea&#8221;.</p>
<p>O secretário-geral adjunto do MAI sublinha que existia &#8220;uma relação pessoal próxima entre o referido engenheiro e o brigadeiro-general Viegas Nunes, o que suscitou alegadas dúvidas quanto à transparência do processo&#8221;.</p>
<p>Pombeiro relembra, no email dirigido à chefe de gabinete do ministro, Joana Araújo, e à adjunta Valentina Marcelino, que Carlos Leitão regressou como coordenador do grupo de trabalho criado pelo Governo para a substituição do SIRESP, designando Leonel Simões como seu assessor, mas, devido a um potencial conflito de interesses, o grupo de trabalho foi interrompido e o seu coordenador foi demitido.</p>
<p>Na sequência desta demissão foi nomeado António Pombeiro para coordenador do grupo de trabalho do SIRESP, cujas conclusões foram apresentadas a 05 de maio numa cerimónia em que o secretário-adjunto do MAI esteve ao lado do ministro Luís Neves.</p>
<p>Segundo Pombeiro, Carlos Leitão e Leonel Simões pedem a demissão em novembro de 2024 &#8220;deixando um conjunto relevante de projetos em curso sem gestão direta&#8221;.</p>
<p>Dá também conta que Carlos Leitão, no exercício das funções associadas à gestão dos contratos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foram &#8220;identificadas diversas situações anómalas, algumas das quais já haviam sido sinalizadas em auditoria da Inspeção-Geral de Finanças, designadamente no que respeita a procedimentos de contratação e acompanhamento técnico&#8221;.</p>
<p>&#8220;No rescaldo destes factos, considera-se essencial assegurar um modelo de governação transparente e imune a este tipo de condicionantes, garantindo que a gestão das comunicações críticas do Estado se orienta exclusivamente por critérios de interesse público, eficiência operacional e segurança estratégica&#8221;, escreve ainda.</p>
<p>Neste email enviado a 28 de abril para o MAI, António Pombeiro solicita a sua exoneração e faz referências diretas a Viegas Nunes, nomeadamente de tentar aproximar o SIRESP da esfera das Forças Armadas, além de várias situações que envolveram o ex-diretor técnico da empresa Carlos Leitão.</p>
<p>O secretário-geral adjunto demitiu-se do cargo na sexta-feira alegando um conjunto de &#8220;graves irregularidades&#8221; na gestão da Siresp S.A. durante a presidência de Viegas Nunes, que foi presidente da empresa entre 2022 e 2024 e regressou na segunda-feira à liderança.</p>
<p>Pombeiro, que se demitiu do cargo no mesmo dia em que Viegas Nunes foi nomeado para a presidência da empresa, mostra a sua &#8220;total indisponibilidade&#8221; para continuar no cargo, tendo em conta que &#8220;já havia transmitido&#8221; ao ministro informações sobre &#8220;graves irregularidades&#8221; sem que tivesse sido desencadeada qualquer averiguação interna.</p>
<p>Na segunda-feira, o ministro da Administração Interna manifestou &#8220;absoluta confiança&#8221; em Paulo Viegas Nunes na presidência da empresa que gere o SIRESP, sustentando que está &#8220;inteiramente alinhado&#8221; com o modelo que defende para tornar o sistema robusto.</p>
<p>&#8220;O ministro da Administração Interna está inteiramente alinhado com o modelo defendido pelo major-general Viegas Nunes de tornar o SIRESP o sistema de comunicações robusto e cada vez menos dependente do setor privado, reforçando, sempre que possível, a cooperação com as Forças Armadas&#8221;, referia o gabinete de Luís Neves numa nora, em que rejeita ilegalidades na gestão da rede SIRESP durante a presidência de Viegas Nunes.</p>
<p>A rede de comunicações SIRESP tem sido marcada por várias polémicas desde que foi criada, tendo sofrido as maiores alterações após as falhas no combate aos incêndios de 2017, mas voltou a ter limitações no apagão de 2025 e na tempestade Kristin que afetou a região centro no fim de janeiro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767820]]></sapo:autor>
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		<title>Fiat 500 Topolino faz 90 anos: o ‘ratinho’ que ajudou a pôr Itália sobre rodas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:39:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[Fiat 500 Topolino]]></category>
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					<description><![CDATA[Modelo, conhecido como ‘Topolino’ — ‘ratinho’, em italiano — nasceu da vontade de Giovanni Agnelli de criar um automóvel simples, económico e acessível para responder às necessidades de transporte dos italianos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Fiat 500 Topolino prepara-se para celebrar 90 anos desde a sua apresentação, a 15 de junho de 1936, quando surgiu como uma pequena revolução sobre rodas. O modelo, conhecido como ‘Topolino’ — ‘ratinho’, em italiano — nasceu da vontade de Giovanni Agnelli de criar um automóvel simples, económico e acessível para responder às necessidades de transporte dos italianos, recorda o &#8216;El Economista&#8217;.</p>
<p>Com apenas 3,2 metros de comprimento, o primeiro Fiat 500 tinha motor dianteiro de quatro cilindros, 495 cc, tração traseira e uma potência de 13 cv. A velocidade máxima era de 85 km/h e o consumo anunciado ficava nos 7,5 litros por 100 quilómetros, um valor baixo para a época.</p>
<p>O habitáculo foi pensado para dois ocupantes, embora pudesse receber um terceiro passageiro na zona traseira, com limitações de conforto. O tejadilho de lona dobrável tornou-se uma das imagens de marca do modelo e viria a acompanhar diferentes gerações do Fiat 500 ao longo das décadas.</p>
<p>O desenho ficou a cargo de Dante Giacosa, engenheiro que mais tarde influenciaria outros modelos fundamentais da marca, incluindo o novo Fiat 500 de 1957, o Fiat 850 e o Fiat 127. Antes da II Guerra Mundial, o Topolino já se tinha afirmado como um símbolo de mobilidade popular, ao aproximar o automóvel de um público mais vasto.</p>
<p>A produção decorreu entre junho de 1936 e janeiro de 1955, num período marcado também pela guerra, e atingiu um total de 520 mil unidades. O modelo foi fabricado na histórica unidade de Lingotto, em Turim, com um processo de montagem considerado inovador para a época. Muitos exemplares continuaram a circular nas estradas italianas até à década de 1970.</p>
<p>A celebração do aniversário terá Turim como centro simbólico. Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, a iniciativa conta com o apoio da Federação Europeia de Clubes Fiat Topolino e do Clube Topolino Fiat Torino, reunindo mais de 130 equipas, algumas vindas de locais tão distantes como a Escandinávia e a Nova Zelândia.</p>
<p>O programa prevê um percurso circular pela cidade, com os Fiat Topolino a chegarem ao ponto de encontro antes de seguirem, divididos em dois grupos, por diferentes zonas de Turim. O trajeto ligará referências locais como Superga e Venaria Reale, antes de avançar para nordeste até Ruffini e Lonna, as duas localidades mais a norte do percurso.</p>
<p>Noventa anos depois, o Topolino continua a ocupar um lugar especial na história da Fiat e da mobilidade europeia. Não foi apenas um carro pequeno: foi um dos primeiros símbolos de acesso ao automóvel numa Europa em transformação, antecedendo a vaga de citadinos compactos que viriam a marcar o pós-guerra.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767823]]></sapo:autor>
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		<title>Putin perdoa dívidas até 120 mil euros a russos que assinem contrato para combater na Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:22:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[Medida aplica-se a quem tenha assinado contrato com o Ministério da Defesa russo a partir de 1 de maio, por um período mínimo de um ano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vladimir Putin aprovou um novo mecanismo de alívio de dívida para cidadãos russos que assinem contratos militares para combater na Ucrânia, avança o &#8216;Kyiv Post&#8217;, citando o &#8216;The Moscow Times&#8217;. A medida aplica-se a quem tenha assinado contrato com o Ministério da Defesa russo a partir de 1 de maio, por um período mínimo de um ano, e permite anular dívidas vencidas até 10 milhões de rublos, cerca de 120 mil euros.</p>
<p>O perdão não abrange qualquer tipo de crédito de forma automática. Segundo o decreto, aplica-se apenas a empréstimos contraídos antes da assinatura do contrato militar e exige que já exista uma decisão judicial de cobrança em vigor ou que o processo de execução da dívida tenha começado.</p>
<p>A medida estende-se também às famílias dos militares em determinadas circunstâncias. Em caso de morte do soldado na frente de combate, de morte provocada por ferimentos, trauma ou contusão, ou ainda se o militar ficar com incapacidade de Grupo I, todas as obrigações de crédito dos familiares são anuladas, independentemente da data de mobilização ou assinatura do contrato.</p>
<p>O limite agora fixado representa um incentivo financeiro relevante num país onde as autoridades continuam a procurar formas de reforçar o contingente militar sem anunciar uma nova mobilização geral. Putin já tinha introduzido medidas semelhantes em novembro de 2024, então aplicáveis a empréstimos contraídos antes de 1 de dezembro desse ano.</p>
<p>O novo decreto surge num momento em que aumentam os relatos de pressão sobre reservistas para assinarem contratos com o Ministério da Defesa. De acordo com dados citados pelo &#8216;The Moscow Times&#8217;, também se registou uma subida nas pesquisas relacionadas com “ordens de mobilização”. No &#8216;Yandex&#8217;, as procuras passaram de menos de 10 mil em janeiro para cerca de 40 mil em abril.</p>
<p>As ordens de mobilização são documentos anexados à identificação militar e indicam os procedimentos a seguir caso seja declarada uma mobilização nacional. Não significam envio imediato para a frente de combate, mas colocam o cidadão numa reserva disponível para eventual convocação.</p>
<p>Grupos russos contra o recrutamento afirmam que gabinetes militares têm chamado reservistas sob o pretexto de “atualizar registos militares”. Segundo esses relatos, algumas pessoas são depois pressionadas a aceitar ordens de mobilização ou a assinar contratos militares no local.</p>
<p>A decisão de Putin reforça uma estratégia já visível nos últimos meses: usar incentivos económicos, perdão de dívidas e benefícios para famílias como ferramentas de recrutamento. Em vez de recorrer formalmente a uma nova mobilização em massa, o Kremlin procura aumentar o número de soldados contratados oferecendo uma saída financeira a cidadãos endividados.</p>
<p>O valor máximo envolvido ajuda a perceber a dimensão do incentivo. Dez milhões de rublos, equivalentes a cerca de 120 mil euros ao câmbio atual, podem representar uma oportunidade difícil de ignorar para famílias pressionadas por processos de cobrança. Mas também expõem a ligação cada vez mais direta entre dificuldades económicas internas e a necessidade russa de manter efetivos na guerra contra a Ucrânia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767816]]></sapo:autor>
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		<title>Filho do fundador da Mango suspeito de matar o pai deixa cargos na empresa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:10:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Jonathan Andic]]></category>
		<category><![CDATA[Mango]]></category>
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					<description><![CDATA[ Madrid, 26 mai 2026 (Lusa) - O filho do fundador das lojas Mango, suspeito do homicídio do pai, deixou os cargos que tinha na direção da empresa, anunciou hoje o próprio Jonathan Andic numa "carta aberta" enviada aos meios de comunicação social espanhóis.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P> O filho do fundador das lojas Mango, suspeito do homicídio do pai, deixou os cargos que tinha na direção da empresa, anunciou hoje o próprio Jonathan Andic numa &#8220;carta aberta&#8221; enviada aos meios de comunicação social espanhóis.</P><br />
<P>Jonathan Andic, filho de Isak Andic, era atualmente vice-presidente da rede de lojas de roupa Mango, presente em Portugal.</P><br />
<P>Segundo a &#8220;carta aberta&#8221; que divulgou hoje, abandonaou os órgãos de direção da empresa temporariamente, para se centrar na sua defesa.</P><br />
<P>Jonathan Andic reiterou, no mesmo texto, que é inocente e disse que a acusação de homicídio do pai é &#8220;injusta e infundada&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Vivemos juntos muitos momentos felizes, inesquecíveis e repletos de carinho. Tal como acontece em tantas famílias, também passámos por momentos difíceis e complexos&#8221;, escreveu, sublinhando que, porém, essas situações foram superadas &#8220;com grande esforço, generosidade e ajuda&#8221;.</P><br />
<P>Jonathan Andic revelou que deixa a direção da Mango, mas mantém &#8220;o vínculo com outros projetos familiares, empresariais e sociais&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Tomo esta decisão com tristeza, mas convencido de que é o melhor para a empresa e para mim&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>O presidente executivo (CEO) da Mango, Toni Ruiz, enviou hoje um comunicado aos trabalhadores da empresa em que manifesta &#8220;máximo respeito, compreensão e apoio&#8221; a Jonathan Andic e que disse subscreverem &#8220;de forma unânime&#8221; todos os membros do Conselho de Administração.</P><br />
<P>&#8220;Manifestam a sua plena convicção de que o processo judicial terá um desfecho favorável e confiam em que tal aconteça o mais rapidamente possível&#8221;, lê-se na mesma nota enviada por Toni Ruiz.</P><br />
<P>O texto sublinha que a Mango está &#8220;no melhor momento&#8221; da sua história e conta com &#8220;total apoio e visão de longo prazo&#8221; por parte dos acionistas, além de seguir &#8220;um modelo de governação corporativa alinhado com os mais elevados padrões&#8221;.</P><br />
<P>O filho do fundador da Mango foi detido em 19 de maio por ser suspeito da morte do pai e, depois de ser ouvido por uma juíza em Barcelona, no nordeste de Espanha, pagou no mesmo dia uma fiança de um milhão de euros para evitar a prisão preventiva, ficando obrigado a apresentar-se semanalmente às autoridades.</P><br />
<P>A juíza retirou ainda o passaporte a Jonathan Andic, que proibiu de sair do país.</P><br />
<P>A polícia da Catalunha está a investigar a morte do fundador das lojas Mango, em dezembro de 2024, como possível homicídio e identificou em outubro do ano passado o filho do empresário como suspeito, confirmou, na altura, a família Andic.</P><br />
<P>Num novo comunicado, divulgado na semana passada, a família defendeu a inocência de Jonathan Andic e disse estar convencida de que &#8220;nem existem nem se encontrarão provas legítimas&#8221; contra o filho do criador da Mango.</P><br />
<P>Isak Andic, então com 71 anos, morreu na montanha de Montserrat, perto de Barcelona, quando fazia uma caminhada com o filho.</P><br />
<P>Na versão de Jonathan Andic, agora com 45 anos, o pai escorregou no trilho e caiu por uma encosta, de uma altura de mais de 100 metros.</P><br />
<P>Quando morreu, Isak Andic tinha uma fortuna avaliada pela revista Forbes em 4.500 milhões de euros, que foi equitativamente dividida pelos três filhos do empresário (Jonathan, Judith e Sarah).</P><br />
<P>Após a morte de Isak Andic, o presidente da Mango passou a ser Toni Ruiz, que já era então CEO da Mango, acumulando agora os dois cargos.</P><br />
<P>Toni Ruiz não é membro da família Andic, a qual continua a ter 95% da propriedade do grupo.</P><br />
<P>Jonathan Andic chegou a ser presidente executivo da empresa entre 2014 e 2018, mas o pai retirou-lhe o cargo e substituiu-o por Toni Ruiz, após prejuízos milionários da Mango naquele período.</P><br />
<P>Os primórdios da Mango remontam a 1984, quando Isak Andic, com a ajuda do irmão mais velho, Nahman, abriu a primeira loja em Barcelona.</P><br />
<P>A Mango tornou-se um dos principais grupos internacionais de moda, com cerca de 3.000 lojas em todo o mundo e mais de 18.000 empregados em mais de 120 países, de acordo com o sítio na Internet.</P><br />
<P>Em 2025, a Mango teve receitas de 3.800 milhões de euros e lucros de 242 milhões.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767791]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>CTP diz ter recebido garantia de que Governo vai acabar com filas nos aeroportos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:09:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) recebeu a garantia do Governo de que as medidas para reduzir filas e tempos de espera serão "implementadas com toda a urgência e de forma eficaz" nos aeroportos nacionais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) recebeu a garantia do Governo de que as medidas para reduzir filas e tempos de espera serão &#8220;implementadas com toda a urgência e de forma eficaz&#8221; nos aeroportos nacionais.</P><br />
<P>Em comunicado, o presidente da CTP, Francisco Calheiros, mostrou-se confiante de que o ministro da Administração Interna, com quem esteve reunido na passada sexta-feira, consiga travar &#8220;a continuação da péssima imagem do país que os problemas nos aeroportos estão a passar para o exterior&#8221;.</P><br />
<P>Segundo a nota, o ministro Luís Neves &#8220;demonstrou conhecimento do problema&#8221; e deu &#8220;garantias de firmeza, competência e liderança para encontrar uma solução rápida e eficaz, que não coloque em causa a época alta turística&#8221;.</P><br />
<P>O governante terá ainda assegurado &#8220;uma estreita articulação com a ANA &#8211; Aeroportos&#8221; e reforçado que o Governo tomará medidas para evitar constrangimentos no verão, como &#8220;o aumento de efetivos da PSP nos aeroportos nacionais, para que a época alta do Turismo decorra de forma normal&#8221;.</P><br />
<P>A CTP aguarda que as medidas prometidas pelo governante resolvam o problema, evitando &#8220;um verão com notícias e imagens diárias de longas filas de passageiros a desesperarem nos aeroportos para poderem entrar em Portugal&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;O Turismo, um dos principais motores da nossa economia, vive de turistas que querem ter uma excelente experiência&#8221;, mas se &#8220;a experiência começa a ser péssima, antes mesmo de entrarem no país&#8221;, o setor vai perder com isso.</P><br />
<P>A poucas semanas do início da época alta, a CTP mostra-se &#8220;muito preocupada com a continuação dos atrasos e largas filas de espera nos aeroportos em Portugal, nomeadamente em Lisboa, Faro e Porto, devido aos problemas com o Sistema de entrada/saída de passageiros de fora da União Europeia (EES). </P><br />
<P>No encontro com o governante, a CTP referiu também outras questões de segurança como a necessidade de reforçar as ações de policiamento visíveis nos principais destinos turísticos nacionais. </P><br />
<P>O sistema europeu de controlo de fronteiras para cidadãos extracomunitários, denominado Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia, que substituiu o carimbo de passaportes pelo registo digital da fotografia e das impressões digitais dos passageiros extracomunitários, entrou progressivamente em funcionamento em 12 de outubro de 2025 em Portugal e nos restantes países do espaço Schengen e, desde então, os tempos de espera agravaram-se, principalmente no aeroporto de Lisboa.</P><br />
<P>No domingo de manhã, o controlo de fronteiras registou tempos de espera superiores a duas horas no aeroporto do Porto e a hora e meia nos de Lisboa e de Faro, justificados pela PSP com razões técnicas e informáticas associadas a um elevado fluxo de passageiros de fora do espaço Schengen.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767790]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Uso das redes sociais é tão prejudicial como tabaco, garantem médicos do Reino Unido</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/uso-das-redes-sociais-e-tao-prejudicial-como-tabaco-medicos-do-reino-unido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:08:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A utilização das redes sociais representa uma ameaça tão grande para a saúde dos jovens como o tabagismo, segundo os médicos da Academia de Faculdades de Medicina do Reino Unido, indicou hoje a televisão pública britânica BBC.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A utilização das redes sociais representa uma ameaça tão grande para a saúde dos jovens como o tabagismo, segundo os médicos da Academia de Faculdades de Medicina do Reino Unido, indicou hoje a televisão pública britânica BBC.</P><br />
<P>Na resposta a um pedido do Governo para que se pronunciasse sobre a utilização das redes sociais pelos menores de 16 anos, a instituição defendeu que, sempre que atendem os jovens, os médicos os devem questionar sobre o tempo passado em frente aos ecrãs e o uso das redes sociais.</P><br />
<P>Em declarações à BBC, a pedopsiquiatra Emily Sehmer disse que os perigos do uso excessivo das redes sociais são &#8220;piores&#8221; do que os do tabagismo e enfatizou a importância de os profissionais de saúde questionarem os jovens sobre a sua utilização sem julgamentos.</P><br />
<P>&#8220;Não podemos saber a dimensão do problema se não perguntarmos&#8221;, salientou, citada pela agência noticiosa espanhola EFE.</P><br />
<P>O Governo britânico realiza desde março uma consulta pública sobre possíveis restrições à utilização das redes sociais por menores de 16 anos, antes de decidir que medidas irá implementar.</P><br />
<P>A Academia afirma que devem existir orientações para os médicos sobre como detetar qualquer utilização inadequada ou prejudicial das redes sociais e dos conteúdos &#8216;online&#8217;. </P><br />
<P>A ministra da Ciência, Inovação e Tecnologia britânica, Liz Kendall, disse à BBC que as novas medidas serão implementadas antes do final do ano.</P><br />
<P>Em Portugal, o parlamento aprovou em fevereiro uma proposta do PSD para impedir o acesso livre às redes sociais por menores de 16 anos, podendo os que têm 13 anos ou mais aceder com consentimento dos pais. A proposta passou à discussão na especialidade.</P><br />
<P>Além disso, desde setembro de 2025, os alunos das escolas portuguesas até ao 6.º ano de escolaridade estão impedidos de levar &#8216;smartphones&#8217; para as escolas. </P><br />
<P>Em França também foi aprovada legislação para combater a exposição das crianças aos ecrãs e às redes sociais, prevendo que os menores entre os 13 e os 16 anos obtenham autorização parental para se registarem nestas plataformas.</P><br />
<P>A Austrália proibiu, desde 10 de dezembro de 2025, o acesso às redes sociais a menores de 16 anos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767795]]></sapo:autor>
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		<title>Conselho de Administração da BP demite o presidente Albert Manifold</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:07:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Albert Manifold]]></category>
		<category><![CDATA[BP]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Conselho de Administração da British Petroleum (BP) votou a demissão do seu presidente, Albert Manifold, "por unanimidade" devido a "graves preocupações" relacionadas com a sua conduta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Conselho de Administração da British Petroleum (BP) votou a demissão do seu presidente, Albert Manifold, &#8220;por unanimidade&#8221; devido a &#8220;graves preocupações&#8221; relacionadas com a sua conduta.</P><br />
<P>A demissão de Manifold vigora &#8220;com efeito imediato&#8221;, após o conselho de administração ter ficado &#8220;surpreendido&#8221; com a &#8220;existência de problemas de supervisão em matéria de governação e conduta&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O conselho ficou surpreendido e desapontado ao tomar conhecimento da existência de problemas de supervisão em matéria de governação e conduta que considera inaceitáveis, e tomou medidas decisivas&#8221;, explicou uma das administradoras, Amanda Blanc, citada no comunicado.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767804]]></sapo:autor>
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		<title>O preço da soberania industrial: 5 setores em que a Europa está refém da China</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:05:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia enfrenta uma crescente dependência estrutural da China em setores industriais estratégicos, desde a energia solar até às matérias-primas críticas, passando pela robótica, químicos e bens industriais tradicionais, numa tendência que levanta alertas sobre soberania económica e segurança industrial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia enfrenta uma crescente dependência estrutural da China em setores industriais estratégicos, desde a energia solar até às matérias-primas críticas, passando pela robótica, químicos e bens industriais tradicionais, numa tendência que levanta alertas sobre soberania económica e segurança industrial.</p>
<p>De acordo com dados do Eurostat, as importações da UE provenientes da China atingiram 559,4 mil milhões de euros em 2025, um aumento de 89% face a 2015, gerando um défice comercial de 359,8 mil milhões de euros. No mesmo ano, as exportações europeias para a China caíram 6,5%, enquanto as importações subiram 6,4%, reforçando o peso de Pequim como principal fornecedor externo do bloco comunitário, responsável por 47% das importações de produtos dependentes — categorias que incluem componentes e matérias-primas essenciais à produção industrial. A Comissão Europeia tem alertado para o fenómeno e, segundo a presidente Ursula von der Leyen, trata-se de “um novo choque da China”, numa referência ao excesso de capacidade subsidiada que estaria a distorcer os mercados globais.</p>
<p>A dependência torna-se particularmente crítica em cinco áreas identificadas como estruturais: energia solar, matérias-primas críticas, robótica industrial, produtos químicos e setores tradicionais como têxteis e madeira. Na transição energética, os números são particularmente expressivos: a China representou 98% das importações de painéis solares da UE em 2024, num contexto em que a descida de preços — e não de volumes — explica a redução do valor importado para 10,9 mil milhões de euros. No mesmo domínio, estudos indicam que 88% das baterias de iões de lítio para veículos elétricos importadas pela UE em 2025 tiveram origem chinesa, reforçando o domínio de Pequim em toda a cadeia tecnológica da transição verde.</p>
<p>A vulnerabilidade estende-se às matérias-primas críticas. O Parlamento Europeu estima que 98% dos ímanes de terras raras utilizados na UE são fornecidos pela China, materiais essenciais para motores elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de defesa. Paralelamente, a dependência do magnésio atinge 97%, segundo dados da Comissão Europeia, levando o bloco a classificar estes materiais como críticos e a acelerar projetos de extração e reciclagem interna. Em termos globais, empresas chinesas controlam mais de 80% da capacidade mundial de produção de energia solar fotovoltaica, desde o processamento de matérias-primas até ao produto final, consolidando uma posição dominante em toda a cadeia de valor.</p>
<p>No setor da robótica industrial, a dependência europeia não só se mantém como se intensifica rapidamente. Entre 2025 e 2026, as importações de robots industriais provenientes da China aumentaram 315%, enquanto os preços desceram 29%, segundo dados da Comissão Europeia. Este fenómeno é impulsionado pela política industrial chinesa “Made in China 2025”, que combina subsídios estatais, crédito acessível e incentivos fiscais, permitindo a expansão acelerada de um setor que, segundo a Federação Internacional de Robótica, já produz mais robots industriais do que Alemanha, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos juntos. O resultado é uma pressão crescente sobre a indústria europeia, incapaz de competir em escala e preço.</p>
<p>A dependência estende-se ainda ao setor químico, onde algumas importações provenientes da China aumentaram 36 vezes num único ano, com reduções de preços que chegam aos 95%, levando a Comissão Europeia a reforçar mecanismos de vigilância sobre compostos à base de etileno e amoníaco. Nos setores tradicionais, como têxteis e madeira, o padrão repete-se: a China continua a fornecer entre 30% e 35% das importações extracomunitárias de vestuário e calçado, enquanto no segmento da madeira certos produtos como pavimentos de parquet registaram aumentos de importação superiores a dez vezes num ano, acompanhados por quebras de preço de 77%, o que levou à imposição de direitos antidumping de até 36,1% em 2025.</p>
<p>Perante este cenário, a resposta de Bruxelas tem sido sobretudo reativa, com a aplicação de tarifas apenas após a perda de competitividade europeia. Ainda assim, permanece em aberto a questão de fundo: se a União Europeia conseguirá desenvolver capacidade industrial própria suficiente para reduzir a dependência de Pequim ou se, pelo contrário, esta assimetria se consolidará como um fator estrutural de vulnerabilidade económica e geopolítica num momento de crescente tensão comercial global.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767807]]></sapo:autor>
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		<title>Rússia avisa diplomatas para deixarem Kiev, mas UE responde: ‘Não vamos a lado nenhum’”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 11:53:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Katarina Mathernova]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Responsável europeia classificou a comunicação russa como uma “obra-prima de hipocrisia”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A embaixadora da União Europeia na Ucrânia, Katarina Mathernova, rejeitou os novos apelos de Moscovo para que diplomatas e cidadãos estrangeiros abandonem Kiev, garantindo que as missões ocidentais vão permanecer na capital ucraniana apesar das ameaças russas de novos ataques. O &#8216;Kyiv Post&#8217; relata que a responsável classificou a comunicação russa como uma “obra-prima de hipocrisia”.</p>
<p>Numa declaração publicada no &#8216;Facebook&#8217;, Mathernova acusou Moscovo de tentar usar o medo como arma, num momento em que a Rússia intensifica a retórica sobre eventuais ataques a “centros de decisão” e instalações militares-industriais na capital ucraniana.</p>
<p><iframe src="https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fkmathernova%2Fposts%2Fpfbid0AVRodcgDCfm6jSupbHUZwEAGCf4X7KKDTRKQPPoGwj5cDhcgz6C1UqQZhaz37o7rl&#038;show_text=true&#038;width=500" width="500" height="681" style="border:none;overflow:hidden" scrolling="no" frameborder="0" allowfullscreen="true" allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; picture-in-picture; web-share"></iframe></p>
<p>“Um regime que passou anos a bombardear edifícios residenciais, museus, maternidades, escolas e centrais elétricas fala agora subitamente a linguagem do direito humanitário internacional e das Convenções de Genebra”, escreveu a embaixadora.</p>
<p>A responsável europeia acrescentou que o mesmo regime que lança ataques noturnos com mísseis e drones contra civis “avisa agora os outros para se manterem afastados”. Para Mathernova, a mensagem de Moscovo tem um objetivo claro: espalhar pânico entre diplomatas, organizações internacionais e cidadãos estrangeiros presentes em Kiev.</p>
<p>A embaixadora garantiu, porém, que a estratégia russa não terá efeito. “A UE não vai a lado nenhum. Ficamos em Kiev. Ficamos com a Ucrânia”, afirmou.</p>
<p>Mathernova defendeu ainda que as ameaças contra diplomatas e organizações internacionais não demonstram força, mas “desespero”. Na sua leitura, a retórica cada vez mais agressiva do Kremlin mostra que a Rússia não conseguiu quebrar a resistência ucraniana nem enfraquecer o apoio internacional a Kiev.</p>
<p>As declarações surgem depois de o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo ter afirmado que as forças de Moscovo estavam a iniciar ataques “sistemáticos” contra instalações militares-industriais ucranianas em Kiev e contra alegados “centros de decisão”. No mesmo aviso, a Rússia apelou a cidadãos estrangeiros e pessoal diplomático para abandonarem a capital.</p>
<p>O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, também rejeitou os avisos russos, classificando-os como “chantagem descarada”. O responsável garantiu que este tipo de ameaça não irá intimidar os diplomatas ocidentais que continuam a trabalhar em Kiev.</p>
<p>O episódio surge num contexto de forte pressão militar sobre a Ucrânia. A Rússia lançou recentemente um ataque de grande escala com mísseis e drones contra Kiev e zonas próximas, enquanto intensificava os avisos sobre novos ataques. Para vários observadores citados pelo &#8216;Kyiv Post&#8217;, a escalada pode ser lida como uma tentativa de intimidação e de pressão política, numa altura em que Moscovo procura testar a resistência ucraniana e a determinação dos aliados ocidentais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767794]]></sapo:autor>
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		<title>Coreia do Norte dispara mísseis para o mar Amarelo antes de possível visita de Xi Jinping</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/coreia-do-norte-dispara-misseis-para-o-mar-amarelo-antes-de-possivel-visita-de-xi-jinping/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 11:45:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Coreia do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Xi Jinping]]></category>
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					<description><![CDATA[Disparos foram detetados pelas Forças Armadas da Coreia do Sul, que reforçaram a vigilância perante a possibilidade de novos lançamentos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Coreia do Norte lançou esta terça-feira vários projéteis, incluindo mísseis balísticos de curto alcance, em direção ao mar Amarelo, numa altura em que aumentam as especulações sobre uma possível visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Pyongyang nos próximos dias. A revista &#8216;Newsweek&#8217; avança que os disparos foram detetados pelas Forças Armadas da Coreia do Sul, que reforçaram a vigilância perante a possibilidade de novos lançamentos.</p>
<p>Segundo o Estado-Maior Conjunto sul-coreano, os mísseis foram disparados por volta das 13 horas locais a partir de Chongju, uma zona costeira da província de Pyongan do Norte, no oeste da Coreia do Norte. Os projéteis terão percorrido cerca de 80 quilómetros antes de caírem no mar Amarelo, conhecido pelas duas Coreias como mar Ocidental. Seul indicou ainda ter detetado o disparo de munições de artilharia por forças norte-coreanas.</p>
<p>Os chamados mísseis de curto alcance têm uma distância máxima inferior a cerca de 300 quilómetros e fazem parte do arsenal que Pyongyang tem vindo a desenvolver apesar das sanções das Nações Unidas ao seu programa balístico. A Coreia do Norte insiste que estas capacidades têm fins defensivos e acusa a Coreia do Sul, os Estados Unidos e o Japão de realizarem exercícios militares “provocadores” na região.</p>
<p>As autoridades sul-coreanas estão a trabalhar com analistas americanos para determinar os detalhes técnicos dos lançamentos. “Reforçámos a vigilância e a monitorização em preparação para possíveis novos lançamentos e estamos a partilhar informação relacionada com os Estados Unidos e o Japão, mantendo uma postura de prontidão total”, indicaram os responsáveis militares sul-coreanos, citados pela agência &#8216;Yonhap&#8217;.</p>
<p>O lançamento desta terça-feira é o primeiro desde abril, quando a Coreia do Norte disparou mísseis balísticos de curto alcance para o mar do Japão, também chamado mar Oriental pelas duas Coreias. Uma semana antes, Kim Jong-un tinha supervisionado o lançamento de mísseis de cruzeiro e antinavio a partir do Choe Hyon, um dos novos contratorpedeiros norte-coreanos.</p>
<p>O momento do novo teste acrescenta peso político ao episódio. De acordo com informações citadas pela &#8216;Yonhap&#8217; e pela &#8216;Reuters&#8217;, autoridades sul-coreanas dizem ter recebido indicações de que Xi Jinping poderá visitar a Coreia do Norte em breve, naquela que seria a sua primeira deslocação ao país em sete anos. A presença recente em Pyongyang do principal diplomata chinês, Wang Yi, bem como de elementos ligados à segurança e ao protocolo de Xi, aumentou as suspeitas de que a visita esteja a ser preparada.</p>
<p>A China, porém, não confirmou oficialmente qualquer deslocação. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, afirmou esta segunda-feira que não tinha “informação a oferecer” sobre uma eventual visita de Xi a Pyongyang. Ainda assim, sublinhou que a China e a República Popular Democrática da Coreia são “vizinhos socialistas amigos” e mantêm uma tradição de intercâmbios considerada relevante para a estabilidade regional.</p>
<p>Pequim é o único aliado formal da Coreia do Norte por tratado e continua a ser o seu principal apoio económico. Por isso, qualquer deslocação de Xi a Pyongyang teria impacto diplomático significativo, sobretudo numa fase em que o programa nuclear norte-coreano continua a ser uma das principais fontes de tensão na península coreana.</p>
<p>Durante uma visita de Estado a Pequim em janeiro, o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, pediu a Xi Jinping que ajudasse a reduzir as tensões com Pyongyang. Mais recentemente, depois de conversações entre Xi e Donald Trump, China e Estados Unidos reafirmaram o objetivo comum de desnuclearizar a península coreana.</p>
<p>Os testes de mísseis norte-coreanos costumam ocorrer antes ou depois de exercícios militares regionais, numa estratégia que analistas interpretam como uma forma de captar atenção internacional e demonstrar capacidade de dissuasão. Desta vez, o sinal pode ter também uma leitura diplomática: Pyongyang mostra força militar precisamente quando a relação com Pequim pode voltar ao centro da política regional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767785]]></sapo:autor>
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		<title>UE pondera retirar poder de veto a novos Estados-membros para acelerar alargamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 11:43:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia está a estudar limitar temporariamente o poder de veto dos futuros Estados-membros como forma de acelerar o processo de alargamento e tornar politicamente mais aceitável a entrada de novos países no bloco comunitário antes do final da década.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia está a estudar limitar temporariamente o poder de veto dos futuros Estados-membros como forma de acelerar o processo de alargamento e tornar politicamente mais aceitável a entrada de novos países no bloco comunitário antes do final da década. A medida está a ser analisada pela Comissão Europeia no âmbito das negociações de adesão com países candidatos como Montenegro, Moldávia, Ucrânia e várias nações dos Balcãs Ocidentais, numa altura em que Bruxelas procura responder ao novo contexto geopolítico criado pela guerra na Ucrânia.</p>
<p>Segundo o jornal britânico The Guardian, as propostas em discussão preveem que os novos membros não passem a ter automaticamente direito de veto em matérias que exigem unanimidade, como decisões de política externa ou fiscalidade. A possibilidade está a ser considerada sobretudo no caso de Montenegro, apontado como o candidato mais avançado à adesão e potencial 28.º Estado-membro da UE até 2028. Este mês, o grupo técnico responsável pela elaboração do tratado de adesão montenegrino reuniu-se pela primeira vez, num sinal de que as negociações, iniciadas há 14 anos, entraram na fase final.</p>
<p>A ideia ganhou força depois das dificuldades enfrentadas pela União Europeia com a Hungria, cujo Governo liderado por Viktor Orbán bloqueou várias decisões estratégicas, incluindo um empréstimo europeu de 90 mil milhões de euros destinado à Ucrânia. Fontes europeias citadas pelo jornal indicam que Bruxelas procura criar mecanismos de salvaguarda para impedir que um único Estado paralise decisões consideradas críticas. Uma das hipóteses passa por incluir nos tratados de adesão uma proibição temporária do uso do veto, embora responsáveis europeus reconheçam que a solução levanta dúvidas jurídicas e só poderia ser aplicada durante um período limitado, de forma a evitar a criação de Estados-membros de “segunda categoria”.</p>
<p>O chanceler alemão, Friedrich Merz, tornou-se uma das vozes mais ativas na defesa de soluções “inovadoras” para acelerar o alargamento europeu. Numa carta enviada aos líderes europeus, Merz classificou a expansão da UE como uma “necessidade geopolítica” e defendeu inclusivamente um modelo de “adesão associada” para a Ucrânia. Essa fórmula permitiria a Kiev participar em reuniões e instituições europeias sem direito de voto pleno. A proposta foi, contudo, rejeitada pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que insistiu que “o lugar da Ucrânia na União Europeia deve ser completo, pleno e igual”.</p>
<p>O alargamento europeu ganhou novo impulso após a invasão russa da Ucrânia, em 2022, depois de anos praticamente paralisado. A Comissão Europeia já admitiu a possibilidade de receber novos membros até 2030, destacando Montenegro e Albânia como os candidatos mais avançados. A Moldávia também tem sido elogiada pela rapidez das reformas, enquanto a adesão da Ucrânia é vista por Bruxelas como um possível garante de segurança perante Moscovo. Ainda assim, vários Estados-membros mantêm reservas, sobretudo França, onde o apoio popular ao alargamento está em queda. Um recente Eurobarómetro mostrou que apenas 43% dos franceses apoiam a expansão da UE, enquanto 48% se opõem.</p>
<p>Responsáveis europeus defendem que o bloco precisa de encontrar fórmulas criativas para evitar bloqueios institucionais numa futura União Europeia com mais de 35 países. O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, avisou recentemente que “uma união com 33, 34 ou 35 membros não pode continuar a funcionar com as mesmas regras concebidas para um grupo muito mais pequeno”. Ao mesmo tempo, Bruxelas receia que esperar por uma reforma profunda dos tratados europeus possa atrasar ainda mais o processo de alargamento.</p>
<p>Entre analistas e diplomatas europeus, cresce a convicção de que mecanismos de limitação temporária do veto poderão tornar-se uma peça central dos futuros tratados de adesão. Engjellushe Morina, investigadora do European Council on Foreign Relations, afirmou ao The Guardian que não ficaria surpreendida se Montenegro servisse de modelo para os restantes candidatos. Segundo a especialista, Bruxelas pretende “blindar” a União contra cenários futuros em que um novo Estado-membro adote posições radicalmente diferentes das restantes capitais europeias, nomeadamente através da eleição de governos pró-russos após a adesão.</p>
<p>Apesar das discussões em curso, o Governo de Montenegro insiste que o objetivo continua a ser uma adesão plena, “com todos os direitos e responsabilidades de um membro em igualdade de circunstâncias”. Ainda assim, fontes do executivo montenegrino admitiram que mecanismos de salvaguarda podem desempenhar “um papel construtivo” na garantia da continuidade das reformas exigidas por Bruxelas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767784]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mundial&#8217;2026 entra na tensão EUA-Irão: Teerão alerta para “grande risco” após novos ataques americanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 11:34:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desporto]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Mundial'2026]]></category>
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					<description><![CDATA[Agência ligada ao Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão acusa os EUA de combinarem pressão militar com negociações, num contexto particularmente sensível antes da competição organizada por EUA, México e Canadá]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A tensão entre os Estados Unidos e o Irão voltou a cruzar-se com o Mundial de futebol de 2026, depois de um órgão estatal iraniano ter avisado esta terça-feira que Washington enfrenta um “grande risco” na sequência da retoma dos ataques americanos contra alvos iranianos. </p>
<p>A revista &#8216;Newsweek&#8217; cita a &#8216;Nour News&#8217;, agência ligada ao Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, que acusa os EUA de combinarem pressão militar com negociações, num contexto particularmente sensível antes da competição organizada por Estados Unidos, México e Canadá.</p>
<p>“Se os EUA estão a apostar no controlo do petróleo e na redução dos preços da gasolina antes do Campeonato do Mundo de futebol, devem entender: pressão militar simultânea e negociações com o Irão representam um risco enorme”, escreveu a &#8216;Nour News&#8217;.</p>
<p>A agência iraniana foi mais longe e deixou um aviso dirigido a Donald Trump. “Qualquer passo em falso pode transformar Trump num símbolo de um erro custoso e amargo, cuja memória será dolorosamente revivida em cada Mundial”, acrescentou.</p>
<p>O alerta surgiu depois de os Estados Unidos terem retomado, esta segunda-feira, ataques contra o Irão. Segundo o Comando Central dos EUA, as operações visaram locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que, de acordo com Washington, tentavam instalar minas.</p>
<p>“As forças americanas realizaram hoje ataques de autodefesa no sul do Irão para proteger as nossas tropas das ameaças colocadas pelas forças iranianas. Os alvos incluíam locais de lançamento de mísseis e barcos iranianos que tentavam instalar minas”, afirmou à &#8216;Newsweek&#8217; o capitão Tim Hawkins, porta-voz do CENTCOM.</p>
<p>A dimensão desportiva desta crise já tinha provocado alterações logísticas no planeamento da seleção iraniana para o Mundial. A equipa do Irão deverá ficar instalada no México e viajar para os Estados Unidos apenas nos dias dos seus três jogos da fase de grupos, depois de Washington ter recusado acolher a comitiva iraniana durante todo o torneio.</p>
<p>A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou esta segunda-feira que a FIFA contactou o seu Governo depois de as autoridades americanas terem indicado que não queriam que a seleção iraniana pernoitasse nos Estados Unidos durante a competição, que decorre de 11 de junho a 19 de julho de 2026.</p>
<p>“Não temos qualquer razão para lhes negar a possibilidade de ficarem no México”, afirmou Sheinbaum, na sua conferência de imprensa diária.</p>
<p>O Irão está integrado no Grupo G e tem três jogos marcados em território americano: defronta a Nova Zelândia em Los Angeles, a 15 de junho, a Bélgica também em Los Angeles, a 21 de junho, e o Egito em Seattle, a 26 de junho. Apesar disso, a base da equipa deverá passar do Arizona para Tijuana, no México.</p>
<p>Mehdi Taj, presidente da federação iraniana de futebol, explicou que a mudança ajudará a evitar complicações relacionadas com vistos e permitirá voos diretos da Iran Air para o México. A FIFA confirmou a alteração da base da seleção, mas manteve inalterado o calendário dos jogos.</p>
<p>O tema ganhou força depois de os Estados Unidos se terem juntado a Israel em ataques contra o Irão no final de fevereiro, abrindo uma guerra que levantou dúvidas sobre a participação iraniana num torneio disputado parcialmente em território americano. Em março, Donald Trump afirmou que o Irão era bem-vindo ao Mundial, mas disse não considerar apropriado que a equipa permanecesse nos Estados Unidos “pela sua própria vida e segurança”.</p>
<p>A possibilidade de mudar os jogos do Irão para o México chegou a ser discutida, mas não avançou. Também houve especulações sobre uma eventual substituição da seleção iraniana, depois de Paolo Zampolli, enviado de Trump para parcerias globais, ter sugerido em abril que a Itália poderia ocupar o lugar do Irão. A hipótese foi recebida com desdém por responsáveis italianos e pela FIFA.</p>
<p>A seleção iraniana qualificou-se para o quarto Mundial consecutivo ao terminar em primeiro lugar no seu grupo na terceira ronda de qualificação asiática. Mas a sua presença no torneio está agora envolvida numa tensão que ultrapassa o futebol: segurança, diplomacia, guerra, vistos e logística passaram a fazer parte da preparação de uma equipa que terá de disputar três jogos nos Estados Unidos sem fazer do país a sua base.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767765]]></sapo:autor>
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		<title>Montenegro diz que Portugal &#8220;tem tudo&#8221; para ser referência de estabilidade em tempos de incerteza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 11:26:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Montenegro]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Chefe do Executivo indicou que Portugal está a crescer mais do que a média da União Europeia, tem finanças públicas equilibradas, beneficia de uma "excelente localização", tem vocação tecnológica e construiu "pontes" com todo o mundo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou hoje que o atual contexto de incerteza a nível mundial pode ser uma oportunidade para Portugal, sublinhando que a economia portuguesa &#8220;tem tudo&#8221; para ser uma referência de estabilidade.</p>
<p>&#8220;Portugal tem tudo, neste tempo de instabilidade, para ser uma referência de estabilidade, para ser uma referência de conhecimento, para ser uma referência de desempenho, para ser uma referência de atração e localização de investimentos&#8221;, sublinhou Montenegro na abertura da Cimeira da Indústria, organizada pela Universidade do Minho e pelo jornal Observador, em Braga.</p>
<p>Segundo Montenegro, o Governo está a trabalhar para esse caminho de afirmação, desde logo com a atuação em relação à fiscalidade sobre o trabalho, traduzida na redução &#8220;por quatro vezes&#8221; do IRS, &#8220;para dizer que vale a pena trabalhar&#8221;.</p>
<p>Do mesmo modo, apontou a redução dos impostos sobre o rendimento as empresas, para que estas sejam mais rentáveis e possam pagar melhores salários.</p>
<p>O chefe do executivo indicou que Portugal está a crescer mais do que a média da União Europeia, tem finanças públicas equilibradas, beneficia de uma &#8220;excelente localização&#8221;, tem vocação tecnológica e construiu &#8220;pontes&#8221; com todo o mundo.</p>
<p>&#8220;Temos capacidade para crescer 3,5 ou 4 por cento ao ano e de forma consecutiva&#8221;, vincou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767759]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Crise do preço dos fertilizantes deve ter resposta europeia, garante ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 11:25:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[José Manuel Fernandes]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Agricultura defendeu hoje, em Bruxelas, uma solução europeia para o problema dos preços e escassez de fertilizantes na União Europeia (UE), essenciais para a produção agrícola.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Agricultura defendeu hoje, em Bruxelas, uma solução europeia para o problema dos preços e escassez de fertilizantes na União Europeia (UE), essenciais para a produção agrícola.</P><br />
<P>O plano da Comissão Europeia é bem-vindo, referiu José Manuel Fernandes, em declarações aos jornalistas à margem da reunião do Conselho de ministros da Agricultura da UE, destacando a importância de ser &#8220;um plano europeu&#8221;, sendo que &#8220;desafios europeus necessitam de soluções europeias&#8221;.</P><br />
<P>O ministro lembrou que o montante previsto na reserva de crises é de 200 milhões de euros, a dividir pelos 27 numa chave de partição ainda por divulgar.</P><br />
<P>Neste sentido, Portugal defende que sejam mobilizadas &#8220;as centenas de milhões de euros&#8221; disponíveis em fundos para a agricultura e que alguns Estados-membros não utilizaram.</P><br />
<P>José Manuel Fernandes defendeu ainda o investimento na investigação, no âmbito de uma maior autonomia europeia na produção de adubos, exemplificando com a reconversão de algas, incluindo as invasoras, para produzir fertilizantes, podendo ainda ser transformados &#8220;os efluente pecuários&#8221;, numa economia circular, desde que sejam alteradas diretivas pela UE.</P><br />
<P>A guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão &#8211; que encerrou o estreito de Ormuz à navegação comercial &#8211; fez disparar os preços dos adubos, que segundo dados do serviço estatístico da UE, o Eurostat, têm vindo a agravar-se ao longo de 2025, sendo que no último trimestre desse ano aumentaram 8% face ao período homólogo.</P><br />
<P>A UE suspendeu por um ano as tarifas sobre importações dos principais fertilizantes à base de azoto utilizados na produção agrícola e matérias-primas para adubos, como a ureia e o amoníaco.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767760]]></sapo:autor>
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		<title>Embaixada portuguesa na Bélgica em contacto com autoridades após acidente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 11:24:11 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Bélgica]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A embaixada de Portugal na Bélgica disse hoje estar em contacto com as autoridades belgas após uma colisão entre um comboio e um miniautocarro escolar na cidade de Buggenhout, que provocou quatro mortos, sobre eventuais vítimas portuguesas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A embaixada de Portugal na Bélgica disse hoje estar em contacto com as autoridades belgas após uma colisão entre um comboio e um miniautocarro escolar na cidade de Buggenhout, que provocou quatro mortos, sobre eventuais vítimas portuguesas.</p>
<p>&#8220;Estamos em contacto com as autoridades belgas locais, junto das quais nos colocamos à disposição caso possa eventualmente ser necessária alguma diligência de comunicação com famílias portuguesas no contexto do trágico acidente desta manhã em Buggenhout&#8221;, afirmou aos jornalistas fonte da embaixada portuguesa na Bélgica.</p>
<p>Este é um procedimento normal quando existem este tipo de acidentes dada a comunidade portuguesa no país, sem que se saiba ou se suspeite, para já, de portugueses envolvidos.</p>
<p>Quatro pessoas, incluindo duas crianças, morreram hoje na colisão entre um comboio e um miniautocarro escolar na cidade de Buggenhout, na Bélgica, divulgou a rede britânica BBC.</p>
<p>Sete crianças, um acompanhante e o motorista do miniautocarro cruzavam uma passagem de nível na cidade quando o acidente aconteceu, informou a emissora pública flamenga VRT, citada pela BBC.</p>
<p>&#8220;Que notícia devastadora&#8221;, publicou a ministra da Educação flamenga, Zuhal Demir, nas redes sociais. &#8220;Os meus pensamentos estão com todas as vítimas, as suas famílias e todos os envolvidos&#8221;, referiu Demir.</p>
<p>A porta-voz da Polícia Federal, An Berger, disse que a colisão ocorreu pouco depois das 08:00, (07:00 em Lisboa), referindo ainda que as cancelas da passagem de nível estavam baixadas.</p>
<p>Berger disse à VRT que não podia fornecer mais detalhes sobre as vítimas, uma vez que as famílias dos ocupantes do miniautocarro estavam a ser informadas primeiro.</p>
<p>A porta-voz afirmou que ninguém no comboio ficou ferido, embora uma pessoa estivesse a ser assistida por estar em estado de choque.</p>
<p>&#8220;O miniautocarro estava a caminho de uma escola de educação especial. Trata-se sobretudo de alunos do ensino básico&#8221;, acrescentou Berger.</p>
<p>As imagens do local mostram o miniautocarro tombado em Buggenhout, uma pequena cidade perto de Aalst, a noroeste da capital belga, Bruxelas.</p>
<p>Numa publicação nas redes sociais, o ministro do Interior belga, Bernard Quintin, expressou &#8220;grande tristeza&#8221; pelo &#8220;trágico acidente em Buggenhout&#8221;. Os meus pensamentos estão com as vítimas e os seus entes queridos&#8221;, disse Quintin.</p>
<p>&#8220;Os meus primeiros pensamentos estão com as vítimas&#8221;, afirmou o ministro da Mobilidade belga, Jean-Luc Crucke, que confirmou os relatos de que as cancelas de uma passagem de nível estavam baixadas no momento do acidente.</p>
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