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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Crianças à venda na Vinted? Autoridades francesas investigam suspeitas de tráfico de menores na plataforma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:37:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As autoridades francesas abriram uma investigação após o aparecimento de vários anúncios considerados suspeitos na plataforma de venda em segunda mão Vinted.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As autoridades francesas abriram uma investigação após o aparecimento de vários anúncios considerados suspeitos na plataforma de venda em segunda mão Vinted, que nas últimas horas se tornaram virais nas redes sociais devido ao receio de poderem estar relacionados com atividades de tráfico de menores.</p>
<p>O caso ganhou dimensão depois de dezenas de capturas de ecrã e vídeos terem sido amplamente partilhados online, mostrando publicações com características consideradas incomuns e perturbadoras. Em comum, os anúncios apresentavam produtos aparentemente banais, como peluches e brinquedos, mas acompanhados por preços extremamente elevados e descrições que levantaram dúvidas entre os utilizadores.</p>
<p>Segundo as imagens divulgadas, alguns dos anúncios exibiam valores de milhares de euros e incluíam referências a idades, alturas ou tamanhos de roupa infantil. Entre as descrições que geraram maior preocupação encontravam-se expressões como “12 anos / 152”, uma referência normalmente associada a tamanhos de vestuário infantil, ou frases como “peluche pequeno e saudável”.</p>
<p><strong>Polícia francesa já está a investigar</strong><br />
Perante a crescente repercussão do caso e a multiplicação de denúncias nas redes sociais, a rádio francesa Europe 1 revelou que a polícia francesa já iniciou diligências para apurar a origem e o significado das publicações.</p>
<p>As autoridades decidiram reportar imediatamente os anúncios à PHAROS, a plataforma nacional francesa responsável pela receção e análise de denúncias relacionadas com conteúdos ilegais na internet.</p>
<p>O objetivo da investigação passa por determinar se existe efetivamente alguma atividade criminosa associada aos anúncios ou se as publicações têm outra explicação.</p>
<p>Até ao momento, não foram divulgadas conclusões oficiais nem existem indicações públicas de que tenha sido identificada qualquer rede criminosa ligada aos anúncios em causa.</p>
<p><strong>Um fenómeno que já teve antecedentes noutras plataformas</strong><br />
O caso recorda outras polémicas que surgiram nos últimos anos em plataformas de comércio eletrónico.</p>
<p>Em 2020, a empresa Wayfair esteve no centro de uma onda de especulações depois de vários utilizadores terem associado móveis vendidos a preços considerados excessivos a alegações de tráfico humano. Os produtos tinham nomes próprios femininos, o que alimentou teorias que rapidamente se espalharam online.</p>
<p>Contudo, após várias investigações, não foram encontradas provas que sustentassem essas acusações.</p>
<p>Situação semelhante ocorreu na plataforma Etsy, onde anúncios de fotografias de pizzas vendidos por valores muito elevados geraram suspeitas entre utilizadores. Apesar de nenhuma atividade criminosa ter sido confirmada, a empresa optou por remover as publicações por considerar que não eram fiáveis.</p>
<p><strong>O que é o Vinted?</strong><br />
O Vinted é uma das maiores plataformas europeias de compra e venda de artigos em segunda mão, permitindo aos utilizadores comercializar roupa, calçado, acessórios, equipamentos eletrónicos, móveis e diversos outros produtos.</p>
<p>Em Espanha e noutros países europeus, incluindo França, Bélgica e Países Baixos, a aplicação tornou-se uma das principais referências do mercado de moda em segunda mão, facilitando transações entre milhões de utilizadores.</p>
<p><strong>Há provas de tráfico de menores?</strong><br />
Apesar da preocupação gerada pelos anúncios, não existem atualmente provas concretas que demonstrem a existência de uma rede de tráfico de menores a operar através da plataforma.</p>
<p>As entidades especializadas em verificação de factos têm apelado à prudência, alertando para a necessidade de evitar conclusões precipitadas antes da divulgação dos resultados da investigação.</p>
<p>Ao mesmo tempo, recomendam que os utilizadores denunciem conteúdos suspeitos às plataformas e às autoridades competentes para que possam ser devidamente analisados.</p>
<p>Especialistas consideram improvável utilização direta da plataforma para esse fim</p>
<p>De acordo com a organização austríaca Mimikama, especializada em verificação de informação e combate à desinformação online, é pouco provável que grupos criminosos envolvidos em tráfico humano utilizem uma plataforma de grande visibilidade para anunciar diretamente atividades ilegais.</p>
<p>A organização considera que seria “extremamente arriscado” para qualquer estrutura criminosa recorrer a um marketplace amplamente utilizado e sujeito a monitorização constante.</p>
<p>Ainda assim, os especialistas sublinham que plataformas digitais podem ser utilizadas de forma abusiva para estabelecer contactos, promover esquemas fraudulentos ou transmitir mensagens codificadas entre utilizadores.</p>
<p>Por essa razão, as autoridades francesas decidiram avançar com a investigação para esclarecer a natureza dos anúncios que têm alimentado especulações nas redes sociais e determinar se existe efetivamente qualquer atividade ilícita associada às publicações.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780944]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mundial2026: Jogo de Portugal foi o mais visto do dia com mais de 3,1 milhões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:20:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O segundo jogo da fase de grupos de Portugal no Mundial 2026, que deu a vitória à equipa das 'quinas' frente ao Uzbequistão, transmitido pela TVI foi o programa mais visto na terça-feira, segundo a CAEM/MediaMonitor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O segundo jogo da fase de grupos de Portugal no Mundial 2026, que deu a vitória à equipa das &#8216;quinas&#8217; frente ao Uzbequistão, transmitido pela TVI foi o programa mais visto na terça-feira, segundo a CAEM/MediaMonitor.</P><br />
<P>A seleção portuguesa de futebol goleou por 5-0 o Uzbequistão, em jogo da segunda jornada, disputado em Houston, nos Estados Unidos.</P><br />
<P>&#8220;O segundo jogo da fase de grupos de Portugal no Mundial 2026, que colocou a seleção frente ao Uzbequistão, transmitido na TVI, destacou-se como o programa mais visto do dia, registando uma audiência média de 3.111.400 espetadores&#8221;, refere a análise da CAEM/MediaMonitor. </P><br />
<P>Em comparação com o segundo encontro de Portugal no Mundial 2022, realizado no Qatar e transmitido pela RTP1, no dia 28 de novembro de 2022, frente ao Uruguai, este alcançou uma audiência média de 3.601.800 espetadores, sendo também o programa mais visto do dia&#8221;.</P><br />
<P>Depois do empate 1-1 diante da República Democrática do Congo na estreia, Portugal garantiu o triunfo com um &#8216;bis&#8217; de Cristiano Ronaldo (06 e 39 minutos) &#8211; que se tornou o primeiro jogador da história a marcar em seis Mundiais e o melhor marcador luso em fases finais da competição, com 10 golos -, um golo de Nuno Mendes (17), um autogolo do guarda-redes Abduvohid Nematov (60) e um tento de Rafael Leão (87).</P><br />
<P>O primeiro jogo entre Portugal e RD Congo, transmitido na SIC, registou uma audiência superior à do mundial de 2022, contando com uma audiência média de 3,05 milhões de telespetadores.</P><br />
<P>Portugal defronta a Colômbia em Miami, num jogo agendado para sábado, pelas 19:30 locais (00:30 de domingo em Lisboa).</P><br />
<P>O Mundial 2026, o primeiro de sempre com 48 seleções, vai decorrer até 19 de julho, nos Estados Unidos, no México e no Canadá.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780936]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mansão das festas &#8220;bunga-bunga&#8221; de Berlusconi vendida por 350 milhões de euros à família real do Qatar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:15:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma das propriedades mais emblemáticas e controversas da política italiana mudou de proprietário.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das propriedades mais emblemáticas e controversas da política italiana mudou de proprietário. A Villa Certosa, luxuosa residência na Sardenha que pertenceu ao antigo primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, foi adquirida por Hamad bin Jassim bin Jabr Al Thani, antigo primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros do Qatar, segundo avançou o jornal italiano La Repubblica.</p>
<p>O negócio terá sido concluído por cerca de 350 milhões de euros e surge aproximadamente um ano depois de a família de Berlusconi ter colocado a propriedade no mercado. A transação representa um dos maiores negócios imobiliários recentes em Itália e marca um novo capítulo na história de uma residência que se tornou mundialmente conhecida tanto pelo seu luxo como pela polémica.</p>
<p>Localizada na costa da Sardenha e com vista para o Golfo de Marinella, a Villa Certosa funcionou durante anos como a residência de verão não oficial de Berlusconi enquanto este liderava o governo italiano. O complexo tornou-se um dos símbolos da influência política e empresarial do antigo líder, recebendo figuras internacionais, empresários e convidados de destaque.</p>
<p>No entanto, a notoriedade da propriedade ficou sobretudo ligada às chamadas festas “bunga-bunga”, eventos privados que acabaram por desencadear uma das maiores polémicas da carreira política de Berlusconi.</p>
<p>Esses encontros estiveram no centro de um processo judicial relacionado com alegações de prostituição de menores, corrupção e abuso de poder. Embora Berlusconi tenha sido posteriormente absolvido das acusações, o caso teve um impacto significativo na vida política italiana e gerou anos de controvérsia mediática e judicial.</p>
<p>Uma das figuras mais associadas ao processo foi Nicole Minetti, antiga higienista dentária e personalidade televisiva, que acabou condenada pelo seu envolvimento no recrutamento de mulheres para os eventos realizados na residência. O seu caso voltou a ganhar destaque recentemente devido às repercussões que teve no Ministério da Justiça do atual governo liderado por Giorgia Meloni.</p>
<p>Segundo a informação divulgada, o comprador da Villa Certosa terá realizado a aquisição através de um veículo de investimento sediado no Luxemburgo e ligado à família Al Thani, a dinastia que governa o Qatar há mais de 150 anos.</p>
<p>A compra reforça também a presença da família real qatari na Sardenha, onde já possui interesses económicos significativos. Entre os investimentos existentes encontram-se ativos ligados ao turismo de luxo e participações no hospital Mater Olbia, uma das principais unidades de saúde privadas da região.</p>
<p>Para além da relevância imobiliária e simbólica do negócio, a venda assume igualmente importância no processo de gestão da herança de Silvio Berlusconi. Desde a morte do antigo líder político e magnata dos media, em 2023, os seus herdeiros têm estado a executar as disposições testamentárias e a reorganizar o vasto património deixado pelo empresário.</p>
<p>Entre os principais beneficiários do testamento encontram-se Marta Fascina, antiga companheira de Berlusconi, e Paolo Berlusconi, irmão do antigo primeiro-ministro, aos quais foram destinados montantes de 100 milhões de euros cada.</p>
<p>A alienação da Villa Certosa contribui assim para a reorganização do património familiar e encerra uma ligação histórica entre a propriedade e uma das figuras mais influentes — e simultaneamente mais polémicas — da política italiana contemporânea.</p>
<p>Com a entrada da família Al Thani como nova proprietária, a residência deixa de estar associada diretamente ao legado de Berlusconi, embora continue a ser recordada como um dos cenários mais marcantes da vida política, empresarial e mediática de Itália nas últimas décadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780865]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Câmara de Vila Viçosa quer empréstimo de 1,8 ME para comprar unidade industrial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:14:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Câmara de Vila Viçosa, no distrito de Évora, pretende recorrer a um empréstimo de 1,8 milhões de euros para adquirir uma unidade industrial de uma empresa declarada insolvente, revelou hoje o presidente do município.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Câmara de Vila Viçosa, no distrito de Évora, pretende recorrer a um empréstimo de 1,8 milhões de euros para adquirir uma unidade industrial de uma empresa declarada insolvente, revelou hoje o presidente do município.</P><br />
<P>Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Vila Viçosa, Inácio Esperança, indicou que o município já aprovou o recurso ao empréstimo e manifestou a sua intenção de exercer o direito de preferência sobre o imóvel.</P><br />
<P>&#8220;É apenas uma intenção, mas estamos a preparar-nos para poder fazer a aquisição&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Segundo a autarquia, o recurso a um empréstimo no valor de 1.810.000 euros para a aquisição do complexo industrial da Marbrito &#8211; Indústrias Reunidas de Mármores SA, situado em Vila Viçosa, já foi aprovado em reunião de câmara.</P><br />
<P>Esta proposta, assinalou a câmara municipal, &#8220;carece ainda da autorização prévia da assembleia municipal&#8221;, órgão no qual a gestão PSD/CDS-PP/PPM/MPT do município tem a maioria dos eleitos.</P><br />
<P>A unidade industrial para a transformação de mármore da Marbrito, incluindo os imóveis e os bens móveis, foi a leilão, em maio passado, com um valor base de 4,9 milhões de euros.</P><br />
<P>Após o final do prazo, uma fonte da empresa Leilosoc referiu à Lusa que ainda estavam a ser recebidas propostas e analisadas as licitações registadas no leilão. </P><br />
<P>Nas declarações à Lusa, o presidente da câmara realçou que &#8220;o município só está interessado na compra dos bens imóveis&#8221; daquela unidade industrial para ali instalar equipamentos de que o concelho não dispõe atualmente.</P><br />
<P>&#8220;É uma área grande dentro de Vila Viçosa com muitas opções&#8221;, frisou, apontando que o espaço pode ser reconvertido em pavilhão multiúsos, parque de feiras e exposições, centro de eventos ou estaleiro municipal.</P><br />
<P>Inácio Esperança salientou que o município está &#8220;a negociar diretamente com o proprietário&#8221; a aquisição dos bens imóveis, tendo comunicado à leiloeira a sua intenção de exercer o direito de preferência.</P><br />
<P>Aquando do leilão, a Leilosoc destacou que a unidade industrial da Marbrito era constituída por dois armazéns com uma área total de 36.133 metros quadrados, máquinas e equipamentos, e que a venda decorria no âmbito do processo de insolvência da empresa.</P><br />
<P>Fundada em 1982, a Marbrito foi, durante décadas, &#8220;uma empresa de referência na indústria portuguesa de mármores e usufruía de avançada tecnologia de transformação de pedras naturais&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A produção da empresa centrava-se principalmente na chapa serrada, chapa polida, pavimentos, revestimentos, ladrilhos de diversas medidas e espessuras, encomendas especiais ou trabalhos por medida&#8221;, acrescentou a leiloeira.</P><br />
<P>A Marbrito foi declarada insolvente pelo Tribunal de Vila Viçosa em 10 de janeiro deste ano, segundo a decisão consultada pela Lusa no portal de justiça Citius.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780933]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>A reabilitação urbana não deve ser vista como obra barata, mas sim como inteligente</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-reabilitacao-urbana-nao-deve-ser-vista-como-obra-barata-mas-sim-como-inteligente/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:13:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[reabilitação]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Vasco Magalhães, Diretor-Geral da MELOM]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="brxe-89428f" class="brxe-block">
<div id="brxe-2f6978" class="brxe-post-excerpt">
<p><em><strong>Opinião de Vasco Magalhães, Diretor-Geral da MELOM</strong></em></p>
</div>
</div>
<div id="brxe-47fe63" class="brxe-block">
<div id="brxe-924bd5" class="brxe-div blog-single-head__meta">
<div class="brxe-div blog-single-head__author">Durante muitos anos, a reabilitação urbana foi frequentemente associada à ideia de uma alternativa mais económica à construção nova. No entanto, esta visão simplista ignora um dos aspetos mais importantes de qualquer investimento imobiliário: o valor gerado ao longo do tempo.</div>
</div>
</div>
<p>Reabilitar não deve ser sinónimo de gastar menos. Deve ser sinónimo de investir melhor.</p>
<p>A pressão sobre os custos da construção tem levado muitos proprietários a procurar soluções aparentemente mais económicas. O problema surge quando a redução do investimento inicial compromete a qualidade da execução, a durabilidade dos materiais ou o desempenho futuro do edifício.</p>
<p>Na prática, uma obra barata pode transformar-se rapidamente numa obra cara.</p>
<p>Uma das situações mais frequentes é a escolha de materiais com base apenas no preço. Embora a poupança imediata seja tentadora, materiais de menor qualidade tendem a apresentar desgaste prematuro, necessidades de manutenção mais frequentes e menor eficiência ao longo do ciclo de vida do edifício.</p>
<p>O mesmo acontece com decisões técnicas aparentemente secundárias. Impermeabilizações mal executadas, isolamento insuficiente, sistemas de ventilação inadequados ou soluções estruturais simplificadas podem originar problemas que só se tornam visíveis anos depois, mas cujo custo de correção é muitas vezes elevado.</p>
<p>Outro erro comum é encarar a reabilitação apenas como uma intervenção estética. Pintar fachadas ou renovar acabamentos melhora a imagem do imóvel, mas não resolve necessariamente problemas estruturais, energéticos ou funcionais que afetam o seu desempenho a longo prazo.</p>
<p>Uma reabilitação inteligente exige uma visão integrada do edifício. É necessário avaliar a estrutura, a eficiência energética, as redes técnicas, os sistemas de conforto e a durabilidade global da construção.</p>
<p>O verdadeiro custo de uma obra não é determinado apenas pelo valor pago no momento da execução. Deve ser analisado ao longo de décadas de utilização, considerando manutenção, consumos energéticos, conforto dos ocupantes e valorização patrimonial.</p>
<p>Num contexto em que grande parte do parque habitacional português apresenta sinais de envelhecimento, a qualidade das intervenções será cada vez mais determinante para garantir edifícios seguros, eficientes e preparados para o futuro.</p>
<p>A reabilitação urbana continuará a desempenhar um papel central no desenvolvimento das cidades. Mas o seu sucesso dependerá da capacidade de substituir a lógica do menor preço pela lógica do melhor investimento.</p>
<p>Na MELOM, acreditamos que reabilitar bem é criar valor duradouro. E isso exige conhecimento técnico, planeamento rigoroso e uma visão de longo prazo que vá muito além do custo inicial da obra.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780930]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Brent abaixo dos 75 dólares por barril pela primeira vez desde o início da guerra</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/brent-abaixo-dos-75-dolares-por-barril-pela-primeira-vez-desde-o-inicio-da-guerra/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:11:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O preço do petróleo Brent, uma referência na Europa, ficou hoje abaixo dos 75 dólares (quase 66 euros) por barril, pela primeira vez desde o início da guerra no Médio Oriente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O preço do petróleo Brent, uma referência na Europa, ficou hoje abaixo dos 75 dólares (quase 66 euros) por barril, pela primeira vez desde o início da guerra no Médio Oriente. </P><br />
<P>Pelas 13:10 (hora de Lisboa), o preço do petróleo Brent do Mar do Norte para entrega em agosto cedia 3,05% para 74,73 dólares.</P><br />
<P>Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, estava a cair 2,94% para 71,06 dólares (cerca de 62 euros). </P><br />
<P>O chefe da equipa diplomática iraniana, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse hoje que o memorando de entendimento alcançado entre Teerão e Washington para pôr fim à guerra é uma declaração de derrota para os Estados Unidos.</P><br />
<P>&#8220;O memorando de entendimento de Islamabade não é o resultado de pressão ou coação, mas sim da resistência e da determinação da corajosa nação iraniana&#8221;, afirmou Ghalibaf numa conferência em Baku, no Azerbaijão, transmitida pela televisão iraniana.</P><br />
<P>&#8220;É por isso que o memorando de entendimento de Islamabade assumiu o valor de uma declaração de derrota para os Estados Unidos&#8221;, disse Ghalibaf, chefe da equipa iraniana nas negociações com Washington e presidente do Parlamento.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780928]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>As empresas podem dar-se ao luxo de desperdiçar talento?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:11:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Sónia Bento, People and Culture Manager ManpowerGroup Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Sónia Bento, People and Culture Manager ManpowerGroup Portugal</strong></em></p>
<p>Tanto a nível global como em Portugal, as empresas enfrentam, hoje, um desafio crítico: conseguir atrair e fidelizar o talento desejado. Atualmente, de acordo com dados do ManpowerGroup, 82% das organizações nacionais reportam dificuldades em preencher as vagas em aberto, o que está a obrigar as lideranças a refletir sobre as suas estratégias de atração e retenção.</p>
<p>Perante esta realidade, importa colocar uma questão simples: poderão as organizações dar-se ao luxo de limitar o seu acesso a talento por fatores que nada têm que ver com competências, potencial ou desempenho?</p>
<p>É aqui que a inclusão assume uma relevância crescente. O mês de junho convida-nos a olhar para este tema e compreender que, além de uma questão de equidade ou responsabilidade social, este é já um pilar central para o crescimento sustentável das organizações. Segundo os nossos dados, em Portugal 64% das pessoas consideram que a sua produtividade aumenta quando partilham a sua orientação sexual ou identidade de género no trabalho, e 32% dos membros da comunidade referem escolher empresas com políticas de diversidade definidas quando procuram emprego. Estes dados evidenciam uma realidade clara: ambientes inclusivos beneficiam as organizações, que passam a contar com equipas mais produtivas e inovadoras, e beneficiam também as pessoas, que conseguem atuar de forma mais autêntica.</p>
<p>Contudo, embora se registem progressos, os dados mostram que ainda existe um caminho a percorrer para que haja uma inclusão real: atualmente, apenas cerca de 30% das organizações em Portugal têm políticas claras de apoio à comunidade LGBTQIA+, de acordo com o ManpowerGroup. Neste sentido, as organizações não podem ficar apenas pelas declarações de intenção, o que fará a diferença será a capacidade de traduzir compromissos em experiências concretas para os colaboradores.</p>
<p>É neste contexto que a liderança assume um papel determinante. Um líder eficaz não é apenas aquele que gere equipas ou entrega resultados. É aquele que consegue criar contextos onde diferentes perspetivas, experiências e competências coexistem e contribuem para objetivos comuns. É aquele que promove confiança, assegura oportunidades de desenvolvimento e cria condições para que o potencial de cada pessoa seja reconhecido e valorizado.</p>
<p>Mas criar este ambiente exige foco por parte das organizações. Num mercado onde os profissionais têm cada vez mais opções, fatores como a cultura e o desenvolvimento de carreira assumem um peso considerável na decisão de um emprego. Mais do que apenas o salário, as pessoas permanecem nas empresas pelas oportunidades de desenvolvimento, pelos líderes em quem confiam e ambientes onde sintam que podem construir uma carreira sem barreiras adicionais.</p>
<p>Num momento em que o talento se tornou um dos recursos mais escassos e valiosos para as organizações, a inclusão vai muito além de uma questão cultural. Passa a ser uma questão de competitividade. As empresas que conseguirem criar ambientes onde todas as pessoas possam ser elas próprias e desenvolver o seu potencial terão maior capacidade para atrair, fidelizar e fazer crescer o talento de que necessitam para prosperar num mercado cada vez mais exigente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Sónia Bento, People and Culture Manager ManpowerGroup Portugal]]></sapo:autor>
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		<title>BdP diz ser muito exigente na autorização de empresas que prestam serviços com ativos virtuais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:00:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Banco de Portugal (BdP) disse hoje, no parlamento, que é muito exigente com a autorização de empresas que prestam serviços com ativos virtuais, a propósito da entrada em vigor do regulamento dos Mercados de Criptoativos (MiCA).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Banco de Portugal (BdP) disse hoje, no parlamento, que é muito exigente com a autorização de empresas que prestam serviços com ativos virtuais, a propósito da entrada em vigor do regulamento dos Mercados de Criptoativos (MiCA).</P><br />
<P>Numa audição no parlamento, o diretor do Departamento de Averiguação e Ação Sancionatória do BdP disse que, com o regulamento europeu, a supervisão de entidades que prestam serviços com ativos virtuais &#8220;ganhou uma dimensão acrescida&#8221;, pois até agora às autoridades portuguesas apenas competia mitigar riscos de branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo e com o regulamento passam a fazer a supervisão prudencial e comportamental.</P><br />
<P>&#8220;O Banco de Portugal ficou com a responsabilidade da autorização destas entidades. (&#8230;) Para nós o momento de entrada de mercado é um momento decisivo, isto é, quem pretende prestar um determinado tipo de atividade que tem associado um risco elevado de branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo tem que demonstrar à partida que tem condições de o fazer&#8221;, disse João Raposo perante os deputados da Comissão de Oramento e Finanças.</P><br />
<P>Tal passa, explicou, por essas empresas terem de demonstrar que têm meios tecnológicos assim como funcionários adequados às funções que desempenham.</P><br />
<P>&#8220;Esse é um princípio de atuação que levamos muito a sério&#8221;, disse o diretor do BdP.</P><br />
<P>O Regulamento dos Mercados de Criptoativos (MiCA) é a legislação europeia que estabelece regras padronizadas para as atividades que envolvem determinados criptoativos.</P><br />
<P>Este regulamento pretende proteger mais os detentores de criptoativos e aumentar a confiança no mercado através de regras claras nos processos de emissão, oferta e negociação deste tipo de ativos.</P><br />
<P>No final de 2025 foram aprovados, no parlamento português, vários diplomas que reforçam a regulação sobre as transações com criptoativos a partir de julho de 2026 e atualizam as medidas de combate ao branqueamento de capitais para as adaptar à realidade das transferências com determinados criptoativos. Entram em vigor em julho.</P><br />
<P>As novas regras definem que as entidades responsáveis pela regulação e supervisão de criptoativos em Portugal são o Banco de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), partilhando poderes, e que lhes caberá divulgar regularmente a lista atualizada de entidades autorizadas a prestar serviços de criptoativos em Portugal, especificando ainda os serviços para os quais estão autorizadas.</P><br />
<P>No regime sancionatório, estão previstas contraordenações para quem viole os deveres enquanto prestador de serviços de criptoativos. No caso de contraordenações muito graves as multas podem ir até 2,5 milhões de euros no caso de pessoa singular e cinco milhões de euros no caso de uma empresa.</P><br />
<P>Em 13 de dezembro, o anterior Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou as novas regras mas com reservas, por considerar que há dúvidas sobre informação e controlo neste mercado, explicando que o faz por considerar que é melhor haver um &#8220;controlo deficiente a não haver nenhum&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780911]]></sapo:autor>
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		<title>ZERO saúda projeto-piloto para antecipar hora de abertura do Metro de Lisboa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:00:55 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A ZERO saudou hoje o anúncio do lançamento em outubro de um projeto-piloto prevendo a abertura do Metropolitano de Lisboa uma hora mais cedo, considerando que pode tornar o transporte público mais justo, útil e competitivo face ao automóvel.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A ZERO saudou hoje o anúncio do lançamento em outubro de um projeto-piloto prevendo a abertura do Metropolitano de Lisboa uma hora mais cedo, considerando que pode tornar o transporte público mais justo, útil e competitivo face ao automóvel.</P><br />
<P>Na terça-feira, a presidente do conselho de administração do Metropolitano de Lisboa (ML), Cristina Vaz Tomé, explicou que o projeto-piloto para antecipar em uma hora o início de funcionamento do serviço do metropolitano, que atualmente é às 06:30, irá arrancar em outubro deste ano, com vista à eventual entrada em vigor de um novo modelo de funcionamento em janeiro de 2027.</P><br />
<P>Hoje, em comunicado, a ZERO &#8211; Associação Sistema Terrestre Sustentável congratulou-se com este anúncio e lembrou que esta medida vai ao encontro de uma revindicação apresentada pela Zero em março deste ano.</P><br />
<P>Na ocasião, a associação alertou para o facto de o atual horário de abertura do ML, às 06:30, &#8220;não responder adequadamente às necessidades de milhares de pessoas que começam a trabalhar muito cedo e que, por esse motivo, ficam privadas de uma alternativa de transporte público rápida, fiável e ambientalmente sustentável&#8221;.</P><br />
<P>A ZERO considera que a antecipação da abertura do ML para as 05:30 é muito importante para trabalhadores dos setores da saúde, limpeza urbana, logística, hotelaria, restauração, segurança, comércio, manutenção e outros serviços essenciais, muitos dos quais iniciam atividade laboral antes das 07:00. </P><br />
<P>&#8220;São precisamente estes trabalhadores que, não tendo metro disponível à hora necessária, são frequentemente obrigados a recorrer ao automóvel, a soluções mais caras, a percursos mais demorados ou a combinações de transporte público menos eficientes&#8221;, sublinha a ZERO.</P><br />
<P>Para a associação, a antecipação da abertura do ML contribui para reduzir a dependência do automóvel, diminuir emissões de gases com efeito de estufa e poluentes atmosféricos, reduzir congestionamento e tornar mais coerente a articulação entre modos de transporte.</P><br />
<P>&#8220;É particularmente importante corrigir a atual falta de ligação entre chegadas ferroviárias, fluviais e rodoviárias muito cedo de manhã e uma rede de metro que só inicia a operação às 06:30&#8221;, realça a associação.</P><br />
<P>A ZERO considera ainda fundamental que o novo horário seja acompanhado de informação pública transparente, com indicadores sobre procura, custos operacionais, impactos na intermodalidade e grau de satisfação dos utilizadores.</P><br />
<P>&#8220;A ZERO valoriza a opção por um projeto-piloto, desde que este seja usado para testar, ajustar e consolidar uma solução robusta, e não para adiar indefinidamente a sua implementação&#8221;, é referido na nota.</P><br />
<P>A ZERO sublinha que a &#8220;recolha de dados sobre procura, articulação com a CP, Transtejo, Carris Metropolitana, Carris e outros operadores, disponibilidade de maquinistas, manutenção, segurança e organização dos turnos é essencial para que a medida seja bem-sucedida&#8221;.</P><br />
<P>O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).</P><br />
<P>Normalmente, o metro funciona entre as 06:30 e as 01:00.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780920]]></sapo:autor>
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		<title>Telemóveis, computadores e pneus com novas regras: o que muda nas etiquetas energéticas da UE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:57:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Iniciativa faz parte da estratégia da Comissão Europeia para agilizar procedimentos e reduzir encargos administrativos, uma das prioridades desta legislatura]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Bruxelas apresentou um conjunto de medidas para simplificar e modernizar as regras de etiquetagem de eficiência energética aplicadas a telemóveis, computadores, eletrodomésticos e pneus, avança a &#8216;Euronews&#8217;. A proposta pretende reduzir burocracia, adaptar o sistema à era digital e tornar a informação mais clara para consumidores e empresas.</p>
<p>A iniciativa faz parte da estratégia da Comissão Europeia para agilizar procedimentos e reduzir encargos administrativos, uma das prioridades desta legislatura. O objetivo é manter a utilidade das etiquetas energéticas, mas ajustá-las a novos hábitos de compra, à digitalização do comércio e à crescente importância da eficiência no consumo de eletricidade.</p>
<p>“As etiquetas de energia permitem que os consumidores façam escolhas informadas que os ajudam a poupar dinheiro e, no contexto atual, isso é mais importante do que nunca”, afirmou Teresa Ribera, vice-presidente da Comissão Europeia. A responsável defendeu que a proposta é “ambiciosa” e adapta a regulamentação à era digital, tornando-a “mais clara para os consumidores, mais simples para as empresas e mais rigorosa em termos de padrões”.</p>
<p>Num contexto de transição da crise dos combustíveis fósseis para uma economia mais eletrificada, Bruxelas considera que a eficiência energética continua a ser uma ferramenta essencial para o sistema energético europeu. A Comissão estima que o atual sistema de etiquetagem energética da União Europeia já permita aos consumidores poupar cerca de 100 mil milhões de euros por ano em custos de funcionamento dos produtos.</p>
<p>Uma das principais novidades passa pelos produtos eletrónicos, como telemóveis. As novas etiquetas deverão incluir informação mais detalhada sobre a durabilidade dos equipamentos e a possibilidade de reparação, permitindo aos consumidores escolher aparelhos com maior vida útil.</p>
<p>Com esta alteração, Bruxelas pretende reforçar os objetivos de sustentabilidade e economia circular da União Europeia, incentivando a compra de produtos mais duradouros e mais fáceis de reparar. A medida procura também responder a uma preocupação crescente dos consumidores: perceber não apenas quanto consome um equipamento, mas durante quanto tempo poderá ser usado e reparado.</p>
<p>A proposta introduz ainda maior flexibilidade tecnológica nas lojas físicas. Os estabelecimentos poderão utilizar ecrãs eletrónicos nas prateleiras como alternativa às tradicionais etiquetas em papel, desde que a informação continue acessível aos consumidores.</p>
<p>Para produtos vendidos exclusivamente entre empresas ou que não estejam expostos em pontos de venda a retalho, como máquinas de venda automática ou balcões refrigerados de supermercados, poderá ser permitida a utilização de códigos QR na documentação técnica ou no próprio produto, em vez de uma etiqueta impressa visível.</p>
<p>A Comissão Europeia quer também adaptar as regras a situações em que o consumidor não contacta diretamente com o produto antes da compra. É o caso, por exemplo, de equipamentos instalados através de profissionais, como sistemas de aquecimento ou cozinhas.</p>
<p>Nessas situações, a informação sobre eficiência energética terá de ser incluída diretamente na proposta contratual apresentada pelo instalador. A intenção é garantir que o cliente tem acesso aos dados essenciais no momento em que toma a decisão de compra.</p>
<p>No setor automóvel, as regras relativas aos pneus também deverão mudar. A Comissão propõe eliminar a obrigação de os concessionários exibirem etiquetas individuais dos pneus na venda de carros novos, uma vez que os clientes raramente podem escolher o modelo específico de pneu incluído no veículo.</p>
<p>Só esta medida deverá gerar uma poupança anual de 40 milhões de euros, reduzindo tarefas administrativas consideradas desnecessárias no momento da venda de automóveis, de acordo com os dados citados pela &#8216;Euronews&#8217;.</p>
<p>O Registo Europeu de Produtos para a Etiquetagem Energética, conhecido como EPREL, deverá tornar-se o centro da vigilância e da transparência do mercado. Esta base de dados contém atualmente informação sobre mais de dois milhões de modelos de produtos.</p>
<p>A digitalização destes processos deverá permitir às autoridades nacionais de fiscalização poupar cerca de 3,7 milhões de euros por ano, graças a um acesso mais rápido e simples aos dados de conformidade dos produtos.</p>
<p>Para evitar a duplicação de tarefas administrativas, Bruxelas quer ainda integrar os dados já fornecidos ao EPREL no futuro registo do passaporte digital do produto. Desta forma, as empresas não terão de introduzir a mesma informação em sistemas diferentes.</p>
<p>A interoperabilidade entre bases de dados poderá gerar poupanças pontuais de até 66 milhões de euros para empresas do setor, reforçando a eficiência do mercado único digital.</p>
<p>No conjunto, a Comissão Europeia estima que as medidas de simplificação no setor da energia possam gerar poupanças de até 125 milhões de euros por ano para empresas e autoridades de supervisão ao longo da próxima década.</p>
<p>A proposta enquadra-se no objetivo mais amplo da União Europeia de reduzir os encargos administrativos totais em 37,5 mil milhões de euros até 2029, com o argumento de que menos burocracia pode reforçar a competitividade das empresas europeias sem retirar informação essencial aos consumidores.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780910]]></sapo:autor>
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		<title>Comissão recomenda fusão entre reguladores nas áreas financeira e digital</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:42:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A fusão de Entidades Reguladoras (ER) na área financeira e no digital para reforçar a independência e capacidade de atuação é uma das sugestões do relatório da Comissão para o Reforço da Independência das Entidades Reguladoras hoje divulgado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A fusão de Entidades Reguladoras (ER) na área financeira e no digital para reforçar a independência e capacidade de atuação é uma das sugestões do relatório da Comissão para o Reforço da Independência das Entidades Reguladoras hoje divulgado. </P><br />
<P>Nas recomendações do relatório, a Comissão propõe &#8220;ponderar a integração da regulação e supervisão no setor financeiro&#8221; entre o Banco de Portugal, a CMVM e a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), &#8220;para maior eficácia da sua atuação&#8221;.</P><br />
<P>Idêntica recomendação de integração é feita para a área digital, entre a Anacom e a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). </P><br />
<P>À exceção da Autoridade da Concorrência, que abrange todos os setores, o documento da Comissão, presidida por Jorge Vasconcelos, questiona a capacidade das ER setoriais &#8220;para atuarem face a fenómenos que atravessam vários setores&#8221; económicos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780905]]></sapo:autor>
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		<title>Obras da Linha do Norte entre Válega e Espinho começam hoje e vão durar três anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:40:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP) iniciou hoje a empreitada para renovação de 19 quilómetros da Linha do Norte, entre Espinho e Válega, no concelho de Ovar, que custará 76 milhões de euros em três anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP) iniciou hoje a empreitada para renovação de 19 quilómetros da Linha do Norte, entre Espinho e Válega, no concelho de Ovar, que custará 76 milhões de euros em três anos.</P><br />
<P>A obra nesse troço de ferrovia no distrito de Aveiro vai ser executada pelo consórcio constituído pelas empresas Somafel &#8211; Engenharia e Obras Ferroviárias, Construções Gabriel Couto e Teixeira Duarte, integrando um plano de investimentos mais abrangente destinado a aumentar a segurança das linhas e a sua flexibilidade comercial.</P><br />
<P>Na cerimónia de consignação da empreitada, o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, classificou a intervenção como &#8220;absolutamente essencial&#8221; e apontou-a como prova de que os avanços para construção da Linha de Alta Velocidade não invalidam a aposta na ferrovia entre Porto e Lisboa.</P><br />
<P>&#8220;A Alta Velocidade só vai abrir mais espaço na Linha do Norte&#8221;, defendeu o governante, assumindo como expectável que, no futuro, se verifique uma significativa deslocação de passageiros da via atual para a super-rápida, o que deverá libertar a já existente para mais transporte de mercadorias.</P><br />
<P>As obras em curso nessa e noutras zonas do país, na medida em que antecipam necessidades futuras, constituem, por isso, o que Pinto Luz considera &#8220;um esforço coletivo de investimento, completamente transformador do país&#8221;.</P><br />
<P>Ainda sobre o crescimento esperado no transporte de mercadorias, Maria Helena Campos, do conselho de administração da IP, realçou que a empreitada entre Válega e Espinho prevê a construção de vias de resguardo de pelo menos 750 metros, para estacionamento desses comboios enquanto circulam os de passageiros.</P><br />
<P>Paulo Tavares, também da IP, prevê, ainda assim, um aumento de 45% na circulação de pessoas, que deverá passar de 5,8 para 8,4 milhões de passageiros por ano. Tendo isso em vista, outras transformações anunciadas para a Linha do Norte são a &#8220;renovação de equipamentos em fim de vida, substituição integral da via catenária, alteração do layout das estações de Esmoriz e Ovar, novos cais de passageiros e supressão de passagens de nível rodoviárias e pedonais&#8221;.</P><br />
<P>Esse último exemplo foi, aliás, um dos valorizados por Pinto Luz, que, no contexto dos &#8220;vários desafios&#8221; que Espinho enfrenta ao nível das suas vias de circulação, destacou &#8220;o flagelo&#8221; das passagens de nível e as &#8220;constantes notícias trágicas&#8221; sobre ocorrências nos seus atravessamentos.</P><br />
<P>Outros desafios associados a Espinho, ainda segundo o governante, são a Linha do Vale do Vouga, onde quer melhorar o acesso a Gaia por parte das comunidades situadas entre Santa Maria da Feira e Oliveira de Azeméis, e depois a Estrada Nacional 109, onde é &#8220;uma prioridade absolutamente incontornável&#8221; travar o seu grau de degradação.</P><br />
<P>Na mesma cerimónia, o presidente da Câmara Municipal, Jorge Ratola, afirmou que o ministro Pinto Luz &#8220;tem feito por Espinho muito mais do que as pessoas pensam ou sabem&#8221;, mas lançou-lhe um apelo: &#8220;Que a burocracia com que somos confrontados todos os dias &#8212; com decisões que demoram anos e anos a ser tomadas &#8212; seja mais ágil e [que os decisores] não se resignem ao estado das coisas&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780901]]></sapo:autor>
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		<title>Ataque com drones ucranianos incendeia o “maior complexo químico de gás do mundo” no interior da Rússia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:38:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[e acordo com canais ucranianos de monitorização citados pelo jornal, foram registados vários incêndios no local industrial após as explosões, e dados de satélite indicavam diferentes focos de fogo dentro da instalação]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma grande central de processamento de gás na região russa de Orenburg foi atingida durante a noite por um ataque com drones, provocando explosões, incêndios e restrições temporárias em aeroportos da zona, escreve o &#8216;Kyiv Post&#8217;. O Estado-Maior ucraniano confirmou mais tarde o ataque contra o complexo industrial, situado a mais de 1.200 quilómetros da linha de contacto.</p>
<p>A região de Orenburg fica no sul da Rússia, junto à fronteira com o Cazaquistão. De acordo com canais ucranianos de monitorização citados pelo jornal, foram registados vários incêndios no local industrial após as explosões, e dados de satélite indicavam diferentes focos de fogo dentro da instalação.</p>
<p><script async src="https://telegram.org/js/telegram-widget.js?23" data-telegram-post="exilenova_plus/23636" data-width="100%"></script></p>
<p>Moradores locais relataram pelo menos três impactos na zona industrial. As autoridades russas suspenderam temporariamente as operações no aeroporto de Orenburg, tendo sido também impostas restrições semelhantes em Orsk e Yasnoye, com interrupção do tráfego aéreo por motivos de segurança.</p>
<p>O governador da região de Orenburg, Yevgeny Solntsev, afirmou no &#8216;Telegram&#8217; que a região tinha sido alvo de um “ataque massivo de drones” organizado pelo que chamou de “regime criminoso” das Forças Armadas da Ucrânia. Segundo o responsável, vários drones foram abatidos sobre uma instalação industrial e não havia registo de vítimas.</p>
<p>Solntsev apelou ainda à calma da população e avisou que é proibida a divulgação de fotografias e vídeos relacionados com drones.</p>
<p>A central de processamento de gás de Orenburg, construída no campo de condensado de gás da região, é descrita por fontes russas como o “maior complexo químico de gás do mundo”. A instalação pertence à esfera da Gazprom e está envolvida na purificação e processamento de gás, bem como na produção de hélio.</p>
<p>Situada a cerca de 1.500 quilómetros da fronteira ucraniana, a unidade é considerada estratégica para o setor energético russo. É também a única produtora de odorantes naturais na Rússia e integra o projeto KazRosGaz, processando gás proveniente do campo de Karachaganak, no Cazaquistão.</p>
<p>O complexo já tinha sido alvo de ataques anteriores. Em outubro de 2025, um incêndio atingiu a instalação e a Gazprom reportou uma interrupção de emergência na entrada de gás. Em maio deste ano, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Ucrânia tinha atingido infraestruturas russas de gás na região de Orenburg.</p>
<p>Numa atualização posterior, o Estado-Maior ucraniano confirmou o ataque contra a central de processamento de gás de Orenburg e contra a única fábrica de hélio da Rússia. Segundo a comunicação ucraniana, foi registado fogo em ambas as instalações, embora a extensão dos danos ainda estivesse a ser avaliada.</p>
<p>O Estado-Maior referiu que a central de gás e a fábrica de hélio de Orenburg formam um único complexo industrial. A central produz gás natural purificado e enxofre, este último usado, entre outras aplicações, na produção de explosivos e pólvora negra.</p>
<p>Já a fábrica de hélio processa gás purificado sem enxofre e, através de tecnologia de arrefecimento profundo, extrai componentes valiosos como hélio e etano. O hélio é usado em motores de foguetões de combustível líquido e em sistemas de orientação, enquanto o etano é uma matéria-prima importante para plásticos especializados, isolamento de cabos de aviação e plastificantes usados em combustível sólido para foguetões e pólvora.</p>
<p>De acordo com o relatório citado pelo Kyiv Post, a central de processamento de gás de Orenburg entrou em funcionamento em 1974, foi construída com participação estrangeira e tem capacidade anual para processar 45 mil milhões de metros cúbicos de gás. A instalação representa 60% de todo o gás processado pela Gazprom Pererabotka.</p>
<p>O ataque em Orenburg não foi o único incidente reportado durante a noite. O meio russo Astra relatou um incêndio numa habitação privada na região de Nizhny Novgorod, a cerca de um quilómetro da fábrica Electrokabel PN, depois de outro alegado ataque com drones.</p>
<p>Moradores locais também apontaram a refinaria Lukoil-Nizhegorodnefteorgsintez, em Kstovo, como possível alvo. O governador regional, Gleb Nikitin, afirmou que duas pessoas morreram e duas ficaram feridas num ataque com drones contra uma instalação industrial. Segundo o responsável, 23 drones foram abatidos e destroços danificaram edifícios e veículos, embora não tenha especificado qual a infraestrutura atingida.</p>
<p>O Estado-Maior ucraniano não comentou, porém, qualquer envolvimento neste ataque em Nizhny Novgorod.</p>
<p>As forças ucranianas indicaram ainda ter atingido um depósito russo de drones FPV perto de Alekseyevka, na região russa de Belgorod, bem como pontos de controlo de drones em áreas de Chasiv Yar, na região de Donetsk, Basan e Hrozove, na região de Zaporizhzhia, Tyotkino e Popovo-Lezhachi, na região russa de Kursk, e Zhuravlyovka, em Belgorod.</p>
<p>Foram também confirmados danos em dois edifícios que posteriormente se incendiaram no Centro de Comunicações Espaciais de Vladimir, na Rússia. Esta infraestrutura apoia sistemas de comunicações por satélite e comunicações espaciais de longa distância, usados, entre outros, pelas forças de segurança russas.</p>
<p>Na Crimeia ocupada, Sevastopol ficou temporariamente sem eletricidade após um ataque noturno com drones contra infraestruturas energéticas, segundo o governador instalado por Moscovo, Mikhail Razvozhayev. O responsável afirmou que o apagão foi provocado por um ataque contra instalações de energia.</p>
<p>Canais ucranianos de monitorização reportaram explosões em várias zonas da Crimeia durante a noite. O canal Krymsky Veter indicou que a central térmica de Balaklava, em Sevastopol, terá sido um dos principais alvos, embora a extensão dos danos continue por esclarecer.</p>
<p>Também foram relatadas explosões em Bakhchysarai, Kerch e perto do monte Ai-Petri, onde se encontra uma instalação russa de radar. O apagão ocorreu depois de autoridades de ocupação terem anunciado cortes preventivos de eletricidade. Relatos preliminares indicavam que cerca de metade da Crimeia poderá ter sido afetada.</p>
<p>As perturbações seguem-se a sucessivos ataques contra infraestruturas energéticas e de combustíveis na península ocupada, incluindo alegados impactos em centrais e subestações elétricas. A venda de combustível a civis continua suspensa na Crimeia ocupada.</p>
<p>O Ministério da Defesa russo afirmou que 323 drones ucranianos foram intercetados durante a noite em várias regiões, incluindo Orenburg, Nizhny Novgorod, Crimeia e Mar Negro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780882]]></sapo:autor>
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		<title>Sul-coreana SK Hynix prevê angariar 25.922 M€ com entrada em Wall Street</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:19:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[SK Hynix]]></category>
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					<description><![CDATA[O fabricante sul-coreano de 'chips' SK hynix anunciou hoje que prevê angariar 29.400 milhões de dólares (25.922 milhões de euros) na sua estreia no Nasdaq, que poderá vir a ser a maior entrada em bolsa de uma empresa estrangeira em Wall Street.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O fabricante sul-coreano de &#8216;chips&#8217; SK hynix anunciou hoje que prevê angariar 29.400 milhões de dólares (25.922 milhões de euros) na sua estreia no Nasdaq, que poderá vir a ser a maior entrada em bolsa de uma empresa estrangeira em Wall Street.</p>
<p>A empresa prevê emitir até 17,79 milhões de novas ações ordinárias que servirão de garantia para os certificados de depósito americanos (ADR), que representam ações de uma empresa estrangeira no Nasdaq, de acordo com um relatório publicado no &#8216;site&#8217; do repositório sul-coreano de informação regulatória corporativa.</p>
<p>A empresa, no entanto, esclareceu que determinará o montante exato da emissão de novas ações apenas após a conclusão do processo de avaliação da procura.</p>
<p>De acordo com o segundo maior fabricante mundial de &#8216;chips&#8217; de memória, os ADR serão cotados a 10 de julho no Nasdaq e as novas ações serão listadas no dia 29 do mesmo mês na bolsa sul-coreana, embora as datas estejam sujeitas a alterações.</p>
<p>Se for determinado o montante máximo indicado, a operação ultrapassa o recorde de entrada em bolsa de uma empresa estrangeira, que pertence à empresa chinesa de comércio eletrónico Alibaba, com 21.800 milhões de dólares (19.221 milhões de euros) em 2014.</p>
<p>A SK hynix destronou, na segunda e na terça-feira, a sua rival Samsung Electronics em capitalização bolsista ordinária na Bolsa de Seul. O maior fabricante mundial de &#8216;chips&#8217; de memória tinha liderado o setor durante 26 anos consecutivos.</p>
<p>Contudo, a Samsung Electronics, que recuperou a primeira posição hoje, contestou essa interpretação, defendendo que o valor de mercado de uma empresa deve incluir também as suas ações preferenciais.</p>
<p>No relatório, a SK hynix afirmou que destinará os fundos angariados ao investimento em instalações, incluindo uma fábrica num &#8216;cluster&#8217; de semicondutores atualmente em construção em Yongin, a sul de Seul, bem como uma unidade de embalamento avançada e a aquisição de maquinaria.</p>
<p>O anúncio surge no mesmo dia em que o Governo sul-coreano afirmou que está a considerar um segundo &#8216;cluster&#8217; de semicondutores. De acordo com fontes do setor citadas pela emissora MBC, a SK hynix está a avaliar a possibilidade de investir também nesse projeto para instalar fábricas de produção e embalamento de chips.</p>
<p>A SK hynix, fornecedora-chave da Nvidia, registou uma subida de quase 900% no Kospi, o principal índice bolsista sul-coreano, durante o último ano, impulsionada pela sua liderança em memórias de alta largura de banda (HBM).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780856]]></sapo:autor>
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		<title>Parlamento tenta nova eleição de Luísa Neto para provedora de Justiça em 3 de julho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:18:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[provedora da Justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[Luísa Neto, apesar de ter o apoio do PSD, falhou a eleição para o cargo, obtendo 131 votos favoráveis, insuficientes para alcançar a necessária maioria de dois terços]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Parlamento vai tentar eleger, pela segunda vez, dia 03 julho, a candidata indicada pelo PS para o cargo de provedora de Justiça, Luísa Neto, eleição que requer uma maioria de dois terços de aprovação.</p>
<p>Esta data foi avançada pelo porta-voz da conferência de líderes parlamentares, o deputado social-democrata Francisco Figueira, que também adiantou que os restantes órgãos externos a eleger pela Assembleia da República, entre os quais o Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações da República Portuguesa, se mantêm para 17 de julho.</p>
<p>Em relação à provedora de Justiça, no passado dia 12 de junho, Luísa Neto, apesar de ter o apoio do PSD, falhou a eleição para o cargo, obtendo 131 votos favoráveis, insuficientes para alcançar a necessária maioria de dois terços.</p>
<p>Atual presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Administração (INA), Luísa Neto teve ainda 58 brancos e 18 nulos, num total de 207 deputados que votaram. Para ser eleita, num universo de 207 deputados, a maioria de dois terços seria atingida com 138 votos, ou seja, com mais sete do que os obtidos pela presidente do INA.</p>
<p>Uma semana depois, o Grupo Parlamentar do PS anunciou que iria voltar a propor Luísa Neto como candidata a provedora de Justiça. No mesmo dia, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, adiantou que fez questão de subscrever a candidatura de Luísa Neto a provedora de Justiça, em conjunto com o PS, assegurando o compromisso da sua bancada em elegê-la numa segunda tentativa.</p>
<p>&#8220;Sinceramente, não vejo razão nenhuma para Luísa Neto não ser aprovada neste Parlamento. Tem as competências profissionais, jurídicas, éticas e humanas para o exercício daquela função. E eu quero garantir aqui o compromisso do Grupo Parlamentar do PSD em votar na candidata. Quero mesmo dizer, é uma candidata apresentada pelo PS e pelo PSD&#8221;, declarou Hugo Soares.</p>
<p>A votação de 12 de junho passado já tinha constituído a segunda tentativa no sentido de o Parlamento eleger uma personalidade para o cargo  de provedora de Justiça, que está por preencher desde o início da presente legislatura, quando Maria Lúcia Amaral saiu desse lugar para desempenhar as funções de ministra da Administração Interna, cargo do qual se demitiu no começo deste ano.</p>
<p>Em 12 de abril, na primeira eleição falhada deste processo, o antigo secretário de Estado socialista Tiago Antunes, proposto pelo PS para provedor de Justiça, alcançou um resultado inferior a dois terços, tendo apenas 104 votos favoráveis num total de 230 deputados.</p>
<p>A nova candidata a provedora de justiça, Luísa Neto, foi nomeada para presidente do INA em 2021 pela então ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, durante o segundo dos três executivos socialistas liderados por António Costa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780863]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Governo prolonga cheque-livro até 31 de agosto após emissão de 40 mil vouchers</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:16:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Governo prolongou até 31 de agosto o prazo de utilização do cheque-livro, programa de apoio à leitura cuja segunda edição arrancou em janeiro e já permitiu emitir 40 mil 'vouchers', alargando a medida por mais nove semanas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo prolongou até 31 de agosto o prazo de utilização do cheque-livro, programa de apoio à leitura cuja segunda edição arrancou em janeiro e já permitiu emitir 40 mil &#8216;vouchers&#8217;, alargando a medida por mais nove semanas.</P><br />
<P>A medida, destinada a jovens residentes em Portugal nascidos em 2007 e 2008, permite aos beneficiários utilizar um &#8216;voucher&#8217; de 30 euros para a aquisição de livros em livrarias aderentes ao programa, durante mais nove semanas do que a data inicialmente prevista, 30 de junho de 2026, destaca o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, em comunicado.</P><br />
<P>&#8220;O Cheque-Livro tem aproximado milhares de jovens dos livros. Com esta decisão, estamos a reforçar o impacto e o alcance de uma medida que promove os hábitos de leitura, a literacia e o acesso à cultura&#8221;, afirmou a ministra Margarida Balseiro Lopes, na abertura do festival &#8220;Babell &#8212; Cidade-Livro&#8221;, no Porto.</P><br />
<P>De acordo com os dados divulgados pelo ministério, desde o arranque da segunda edição do programa, em janeiro, foram emitidos 40.663 vouchers, aproximando-se dos 47.651 cheques registados na edição anterior.</P><br />
<P>A taxa de utilização do apoio ronda atualmente os 72%, sendo Lisboa, Maia, Vila Nova de Gaia, Porto e Braga os concelhos com maior número de cheques-livro emitidos, especifica a tutela no comunicado.</P><br />
<P>O valor foi fixado em 30 euros, o que representa um aumento de 50% face à primeira edição da iniciativa, sublinha.</P><br />
<P>Os jovens abrangidos podem solicitar o &#8216;voucher&#8217; através da plataforma do programa &#8212; em www.chequelivro.gov.pt -, ficando este disponível para utilização imediata na compra de um livro elegível numa das livrarias aderentes.</P><br />
<P>A primeira edição do programa cheque-livro terminou em 15 de julho de 2025, com uma taxa de execução de 20%. Num universo estimado de 220 mil jovens beneficiários, foram emitidos cerca de 47 mil cheques, tendo sido utilizados cerca de 35 mil, em oito meses</P><br />
<P>A segunda edição do programa arrancou no dia 02 de janeiro deste ano, com um aumento de 20 para 30 euros e a possibilidade de utilizar o cheque-livro na compra de um livro de valor inferior, o que não era possível antes.</P><br />
<P>O Cheque-Livro é promovido pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto e implementado pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, pelo Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais e pelo Fundo de Fomento Cultural.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780885]]></sapo:autor>
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		<title>PSP fiscaliza agência de viagens em operação em duas freguesias lisboetas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:15:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[agência de viagens]]></category>
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		<category><![CDATA[PSP]]></category>
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					<description><![CDATA[Em causa estão "denúncias de cidadãos estrangeiros por pagamento de prestação de serviço para obtenção de documentos que se comprovam/suspeitam de serem ilegais/falsificados"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A PSP fiscalizou quatro agências de viagens nas freguesias lisboetas de Arroios e Santa Maria Maior, após denúncias de cidadãos estrangeiros por pagamento de serviços para obtenção de documentos que se revelaram falsificados, e registou várias contraordenações, foi hoje anunciado.</p>
<p>Em comunicado, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP adiantou que a operação conjunta com a Autoridade Tributária (AT) e o Instituto de Segurança Social (ISS) decorreu entre as 14:00 e as 18:00 de sexta-feira.</p>
<p>Em causa estão &#8220;denúncias de cidadãos estrangeiros por pagamento de prestação de serviço para obtenção de documentos que se comprovam/suspeitam de serem ilegais/falsificados&#8221;.</p>
<p>Da fiscalização resultou &#8220;a verificação de um ilícito criminal e várias infrações contraordenacionais relativas a violação de direitos de autor, falta de condições de segurança dos estabelecimentos, violações da legislação laboral, e infrações fiscais e aduaneiras&#8221;.</p>
<p>Foram elaborados mais de 20 autos de notícia por contraordenação, inclusive quatro por &#8220;não emissão de fatura&#8221; e um por emissão irregular, um por ausência de comunicação ao registo oficial das agências de viagem (RNAVT) e um total de três por falta de comunicação da admissão de um trabalhador, falta de cessão de contrato e não entrega de remunerações.</p>
<p>Entre outros, foram ainda elaborados um auto de notícia por contraordenação por falta de aviso da proibição da venda de bebidas alcoólicas a menores, três por deficiente instalação de extintor e um por falta de estampilha válida em tabaco (com a apreensão de 86 maços).</p>
<p>Contrafação (com a apreensão de sete itens) e falta de Livro de Reclamações foram outros motivos para o registo de autos, segundo a PSP.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780878]]></sapo:autor>
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		<title>Mundial’2026: conheça a maior operação da Hyundai, entre frota recorde e robôs autónomos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:12:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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		<category><![CDATA[Mundial'2026]]></category>
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					<description><![CDATA[Marca é Parceiro Oficial de Mobilidade da competição e está a disponibilizar a maior frota de sempre numa fase final do torneio]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Hyundai Motor Company está a realizar a maior operação de mobilidade e robótica da sua história durante o Campeonato do Mundo FIFA 2026, reforçando uma parceria com a FIFA que já dura há 27 anos. Numa edição que decorre em três países e 16 cidades anfitriãs, a marca é Parceiro Oficial de Mobilidade da competição e está a disponibilizar a maior frota de sempre numa fase final do torneio.</p>
<p>No total, a operação inclui 994 veículos ligeiros de passageiros e 506 autocarros, destinados a apoiar as deslocações das seleções nacionais, responsáveis oficiais, equipas operacionais e meios de comunicação social ao longo do Mundial, que se realiza nos Estados Unidos da América, Canadá e México.</p>
<p>A edição de 2026 assinala também a primeira implementação oficial de soluções robóticas da Hyundai numa competição FIFA. A marca, que renovou em 2023 a parceria como Parceiro Oficial de Robótica da FIFA, está a integrar quatro robôs Spot, da Boston Dynamics, em funções de patrulhamento autónomo, monitorização e inspeção em tempo real de infraestruturas associadas ao torneio.</p>
<p>A presença da Hyundai no Mundial’2026 vai, assim, além da mobilidade tradicional. A operação combina transporte, logística, robótica e tecnologias de nova geração, num evento que exige coordenação entre três países, 16 cidades anfitriãs e várias estruturas de apoio à competição.</p>
<p>“A FIFA está a organizar o maior Campeonato do Mundo de futebol de sempre, distribuído por três países e 16 cidades anfitriãs, e a nossa parceria de 27 anos reflete um compromisso comum com a excelência, a inovação e a colaboração global”, afirma Sungwon Jee, vice-presidente executivo e Global Chief Marketing Officer da Hyundai Motor Company.</p>
<p>O responsável sublinha que, enquanto parceiro de mobilidade e de robótica, a Hyundai se orgulha de contribuir para a operação do torneio “através de soluções de transporte eficientes e de tecnologias robóticas avançadas” que ajudam a elevar a experiência global deste grande evento.</p>
<p><strong>A maior frota da Hyundai num Campeonato do Mundo</strong></p>
<p>A frota colocada ao serviço do Mundial’2026 é a maior alguma vez disponibilizada pela Hyundai numa fase final do Campeonato do Mundo. Os 994 veículos ligeiros e os 506 autocarros estão a assegurar deslocações nas 16 cidades anfitriãs, respondendo às necessidades logísticas de uma competição sem precedentes em escala territorial.</p>
<p>A operação pretende garantir transporte eficiente, fiável e integrado durante todo o torneio, desde as deslocações de seleções e responsáveis oficiais até ao apoio às equipas operacionais e aos meios de comunicação social.</p>
<p>A frota é composta por vários modelos Hyundai, incluindo versões híbridas conhecidas no mercado português como KAUAI, TUCSON e SANTA FE, além de outros modelos específicos dos mercados da América do Norte e Central.</p>
<p>A diversidade de veículos permite responder a diferentes necessidades operacionais, combinando conforto, eficiência e fiabilidade num dos maiores eventos desportivos do mundo. Para a Hyundai, a operação funciona também como uma demonstração da capacidade da marca para gerir desafios de mobilidade de grande dimensão.</p>
<p><strong>Robôs Spot apoiam patrulhamento e inspeção</strong></p>
<p>A grande novidade tecnológica da operação está na robótica. Pela primeira vez, a Hyundai está a implementar oficialmente robôs Spot, da Boston Dynamics, em infraestruturas de uma competição FIFA.</p>
<p>Os quatro robôs foram especialmente configurados para esta operação e estão a apoiar funções autónomas de patrulhamento, monitorização e inspeção em tempo real. A utilização decorre no International Broadcast Center, em Dallas, e no Estádio de Nova Iorque-Nova Jérsia.</p>
<p>Equipados com soluções de Enterprise Asset Management, incluindo aplicações de inspeção industrial e gestão avançada de ativos, os robôs Spot foram integrados para reforçar a eficiência operacional e os níveis de segurança em ambientes de elevada afluência.</p>
<p>A Hyundai apresenta esta implementação como um marco na sua estratégia de robótica, ao demonstrar a aplicação de soluções autónomas em contexto real e numa operação de grande escala. A iniciativa reforça também a visão da marca para a mobilidade inteligente, cruzando transporte, automação e tecnologia aplicada.</p>
<p><strong>Uma parceria de quase três décadas com a FIFA</strong></p>
<p>A operação no Campeonato do Mundo FIFA 2026 prolonga a ligação histórica entre a Hyundai e a FIFA, iniciada há 27 anos. Ao longo desse período, a marca tem estado associada à mobilidade de grandes competições internacionais, mas a edição deste ano acrescenta uma nova dimensão com a integração oficial de soluções robóticas.</p>
<p>Com a campanha “Next Starts Now”, a Hyundai procura associar a sua presença no torneio à inovação aplicada em escala global. A operação junta veículos ligeiros, autocarros, tecnologia híbrida e robôs autónomos numa competição que decorre simultaneamente em três países.</p>
<p>Para a marca, o Mundial’2026 representa uma montra internacional da sua capacidade de apoiar grandes eventos desportivos com soluções de mobilidade e robótica. Ao mesmo tempo, permite testar e demonstrar tecnologias de nova geração em infraestruturas exigentes e de elevada complexidade.</p>
<p>Com quase 1.500 veículos no terreno e a estreia oficial dos robôs Spot numa competição FIFA, a Hyundai transforma o Mundial’2026 numa das maiores ativações globais da sua história e reforça o papel da tecnologia no funcionamento dos grandes eventos desportivos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780876]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>China constrói &#8220;muralha no mar&#8221; com ilhas artificiais para controlar o estreito de Taiwan</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/china-constroi-muralha-no-mar-com-ilhas-artificiais-para-controlar-o-estreito-de-taiwan/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:08:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[muralha]]></category>
		<category><![CDATA[Taiwan]]></category>
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					<description><![CDATA[A China está a intensificar de forma significativa a sua presença no mar da China Meridional através da construção de ilhas artificiais e plataformas flutuante.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A China está a intensificar de forma significativa a sua presença no mar da China Meridional através da construção de ilhas artificiais e plataformas flutuantes, numa estratégia que visa consolidar o controlo sobre rotas marítimas vitais e reforçar a sua posição militar no Indo-Pacífico, incluindo o acesso ao estreito de Taiwan.</p>
<p>As atividades mais recentes de Pequim incluem a deteção de novas estruturas em áreas disputadas, aumentando as tensões com países vizinhos como as Filipinas, Vietname, Malásia e Japão.</p>
<p>Em abril, foram divulgadas imagens de satélite de uma ilha artificial em construção num atol das Paracelso, próximo da costa vietnamita. Poucas semanas depois, foi identificada uma plataforma chinesa nos baixos de Masinloc, uma formação rochosa situada perto das Filipinas.</p>
<p>As autoridades filipinas confirmaram posteriormente que uma plataforma flutuante chinesa operava na zona, embora tenham indicado mais tarde que esta teria sido retirada. Ainda assim, Manila mantém preocupação com a possibilidade de uma presença permanente chinesa.</p>
<p>“Reiteramos a nossa posição inabalável: os baixos de Masinloc são e sempre serão parte integrante do território das Filipinas”, afirmou um porta-voz do Governo filipino à Reuters.</p>
<p>Pequim e Manila continuam a disputar a soberania sobre este território.</p>
<p><strong>Uma plataforma de exploração e vigilância</strong><br />
A estrutura detetada em maio nos baixos de Masinloc era descrita como uma plataforma flutuante tripulada, com cerca de cinco metros de lado, equipada com materiais de exploração e uma antena de comunicações.</p>
<p>Durante o período de observação, também foram registadas movimentações de embarcações da guarda costeira chinesa nas imediações.</p>
<p>O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, através do porta-voz Lin Jian, afirmou que estas atividades fazem parte de “investigações de rotina” nas águas da região e que estão protegidas pela soberania do país, acrescentando que nenhum outro Estado “tem direito a interferir”.</p>
<p><strong>O valor estratégico dos baixos de Masinloc</strong><br />
Os baixos de Masinloc, também conhecidos como atol de Scarborough, são uma formação triangular com cerca de 20 quilómetros no seu lado mais extenso, localizada a aproximadamente 230 quilómetros da costa filipina.</p>
<p>Trata-se de uma área que quase não emerge acima do nível do mar, com uma lagoa central que atinge cerca de 13 metros de profundidade.</p>
<p>Apesar de Manila reivindicar soberania com base em argumentos históricos ligados à herança colonial espanhola, a área encontra-se numa zona altamente estratégica para o controlo marítimo do Indo-Pacífico.</p>
<p>A presença chinesa no local é constante desde 2012, e Pequim tem reiterado de forma consistente a sua posição de soberania “indiscutível” sobre o território.</p>
<p><strong>Disputas territoriais no mar da China Meridional e Oriental</strong><br />
O conflito em torno dos baixos de Masinloc insere-se num quadro mais amplo de disputas territoriais envolvendo a China.</p>
<p>Pequim reivindica também soberania sobre os arquipélagos das Paracelso e das Spratly, em disputa com o Vietname e a Malásia. No mar da China Oriental, o conflito estende-se às ilhas Senkaku, administradas pelo Japão, mas também reclamadas pela China e por Taiwan.</p>
<p>Estas disputas fazem parte da chamada “linha dos nove traços”, uma delimitação marítima reivindicada por Pequim que se estende ao longo de vastas áreas do mar da China Meridional e Oriental.</p>
<p><strong>Construção de ilhas artificiais e militarização crescente</strong><br />
Em abril, uma investigação do The New York Times revelou a construção de uma ilha artificial no atol Antílope, nas Paracelso. Imagens de satélite mostravam intensa atividade de dragagem, com dezenas de embarcações e maquinaria pesada a transformar o recife.</p>
<p>Pouco tempo depois, surgiram estradas e edifícios na área, sugerindo a rápida conversão do espaço em potencial instalação militar.</p>
<p>Processos semelhantes ocorreram anteriormente noutras zonas, como o atol Travesura, onde uma antiga área desabitada foi transformada numa base militar com pista de aterragem, instalações residenciais e estruturas logísticas.</p>
<p><strong>Importância estratégica global da região</strong><br />
A região do mar da China Meridional é considerada uma das mais críticas do comércio marítimo mundial. Segundo dados do Centro de Estudos Internacionais e Estratégicos (CSIS), cerca de 20% do comércio global passa por estas águas.</p>
<p>Por estas rotas circulam ainda percentagens significativas das exportações de países como a China, Japão e Coreia do Sul, tornando o controlo da região uma prioridade estratégica global.</p>
<p>Estima-se também que cerca de 250 navios atravessem diariamente estas águas e o estreito de Taiwan, tornando a região comparável a um dos principais corredores energéticos e comerciais do mundo.</p>
<p><strong>Estratégia militar e implicações para o indo-pacífico</strong><br />
A expansão chinesa tem sido interpretada por analistas como uma tentativa de garantir acesso direto ao Pacífico profundo e consolidar uma cadeia de pontos estratégicos militares e logísticos.</p>
<p>Embora a China disponha da maior frota naval do mundo, com cerca de 484 navios, especialistas referem que grande parte da sua capacidade operacional ainda está limitada a áreas costeiras ou de médio alcance.</p>
<p>O controlo de ilhas como as Senkaku ou de áreas no mar da China Meridional permitiria a Pequim operar com maior liberdade em águas profundas, incluindo o posicionamento de submarinos estratégicos com capacidade de alcance intercontinental.</p>
<p><strong>Reação dos Estados Unidos e tensão regional</strong><br />
Os Estados Unidos acompanham de perto a evolução da situação, considerando qualquer tentativa de ocupação permanente destas áreas como um fator de elevada tensão diplomática.</p>
<p>Para Washington e aliados regionais, a crescente militarização chinesa representa um desafio direto ao equilíbrio de poder no Indo-Pacífico.</p>
<p>A região é, por isso, vista como um dos principais focos de potencial conflito geopolítico global, com implicações diretas na segurança marítima e no comércio internacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780859]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>“O setor privado tem contribuído para aliviar a pressão sobre o sistema de saúde em Portugal”, admite o CEO da Trofa Saúde</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/o-setor-privado-tem-contribuido-de-forma-significativa-para-aliviar-a-pressao-sobre-o-sistema-de-saude-em-portugal-admite-o-ceo-da-trofa-saude/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:03:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Trofa Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[Em entrevista à Executive Digest, Bruno Gomes, CEO do grupo Trofa Saúde, fala sobre os principais desafios que o setor enfrenta, desde a articulação entre público e privado até à retenção de profissionais de saúde.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O sistema de saúde em Portugal vive um momento de pressão crescente, marcado por maior procura, envelhecimento da população e desafios persistentes na resposta do SNS. Nesse contexto, o papel do setor privado tem vindo a ganhar dimensão, não apenas como alternativa de acesso, mas também como parceiro na capacidade instalada, na inovação e na gestão da resposta clínica.</p>
<p>Em entrevista à Executive Digest, Bruno Gomes, CEO do grupo Trofa Saúde, fala sobre os principais desafios que o setor enfrenta, desde a articulação entre público e privado até à retenção de profissionais de saúde, passando ainda pela sustentabilidade dos modelos de prestação de cuidados e pelo impacto das novas tecnologias na organização dos sistemas de saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O papel do setor privado na saúde em Portugal tem vindo a ganhar peso. A Trofa Saúde vê-se como complemento ou substituto do SNS?</strong></p>
<p>O SNS é um pilar fundamental da sociedade portuguesa e desempenha uma missão insubstituível. O setor privado tem também colaborado na capacidade de resposta às necessidades em saúde da população, seja através da proximidade, da rapidez de acesso, da inovação tecnológica ou da diferenciação clínica</p>
<p>No Plano Estratégico TrofaSaúde2030 definimos 5 eixos de ação: Acessibilidade; Equipas Clínicas; Investigação, Formação e Ensino; Novas Tecnologias; e Sustentabilidade. Nesse documento tivemos a oportunidade de priorizar as orientações e objetivos de desenvolvimento para os próximos anos, considerando as tendências e desafios futuros na área da saúde.</p>
<p>Acreditamos que o caminho passa pela articulação eficiente entre os diferentes setores. O objetivo comum deve ser garantir que a população tenha acesso a cuidados de saúde de qualidade, desde a promoção da saúde e prevenção da doença até ao tratamento e acompanhamento contínuo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Há uma tensão crescente no sistema de saúde. O privado está a aliviar pressão ou a agravar desigualdades no acesso?</strong></p>
<p>O setor privado tem contribuído de forma significativa para aliviar a pressão sobre o sistema de saúde em Portugal. Hoje, milhões de portugueses recorrem diariamente aos hospitais e clínicas privados para realização de consultas, exames, cirurgias e urgências, libertando pressão no SNS.</p>
<p>Naturalmente, existe ainda um desafio coletivo relacionado com a equidade no acesso aos cuidados de saúde, contudo essa questão não se resolve reduzindo a capacidade do privado, resolve-se criando modelos de articulação inteligentes, promovendo um sistema de mutualização e de seguros de saúde mais acessíveis, reforçando convenções e garantindo que todos os setores colocam as pessoas no centro do sistema.</p>
<p>Na rede Trofa Saúde temos procurado reforçar essa acessibilidade através de uma rede de proximidade e de soluções digitais que aproximem cada vez mais os cuidados de saúde dos doentes (app Trofa Saúde24) e aos próprios profissionais (app Trofa Saúde24PRO).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O setor privado de saúde pode estar a criar uma “medicina a duas velocidades”?</strong></p>
<p>O risco de uma medicina a duas velocidades não nasce da existência do setor privado, mas sim da dificuldade global e crescente do sistema em responder à procura crescente de cuidados de saúde.</p>
<p>Acima de tudo é importante garantir elevados níveis de qualidade clínica, segurança e acesso para todos os cidadãos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A escassez de médicos e enfermeiros é hoje um dos grandes desafios do setor. Como é que a Trofa Saúde consegue atrair e reter talento?</strong></p>
<p>Isto sim, é o grande desafio dos próximos anos. Tanto em Portugal como em todo o mundo desenvolvido, estamos a assistir a um aumento da esperança média de vida e, por conseguinte, mais longevidade, mais necessidade de cuidados de saúde e, portanto, mais pressão no sistema de saúde. É premente a formação de mais profissionais de saúde para acompanhar esta tendência.</p>
<p>Hoje assistimos, em Portugal e por todo o Mundo, a um aumento da carga de doença de forma consistente e permanente.</p>
<p>Na rede Trofa Saúde temos investido em tecnologia, inovação, formação contínua e diferenciação clínica, mas também numa cultura organizacional próxima, humana e orientada para as pessoas. Procuramos oferecer estabilidade, oportunidades de crescimento e participação num projeto ambicioso, que continua em expansão. A atração e retenção de talento promove-se, acima de tudo, criando condições para que os profissionais de saúde possam exercer medicina com qualidade, autonomia e acesso às melhores ferramentas.</p>
<p>A aposta na formação, investigação e desenvolvimento profissional tem também sido uma prioridade crescente dentro da organização, nomeadamente através da Trofa Saúde Academia, porque estamos conscientes de que, hoje, os profissionais valorizam não apenas a componente remuneratória, mas também a capacidade de integração em equipas fortes, em ambientes modernos e com visão de futuro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Que tipo de perfis o grupo mais procura hoje &#8211; e que competências são cada vez mais críticas?</strong></p>
<p>Na rede Trofa Saúde temos como missão acolher as pessoas de forma empática e calorosa, com o máximo respeito pelo tempo, saúde e dignidade humana. Por isso, procuramos profissionais altamente diferenciados do ponto de vista técnico, mas também pessoas alinhadas com uma perspetiva moderna da saúde: mais integrada, mais digital e mais centrada no doente.</p>
<p>Competências como capacidade de trabalho multidisciplinar, adaptação tecnológica, empatia, comunicação e orientação para a experiência do doente são hoje tão importantes como as aptidões técnicas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, existe uma crescente necessidade de perfis ligados à inovação, análise de dados, inteligência artificial aplicada à saúde e à gestão operacional hospitalar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O setor privado de saúde está sob pressão de custos crescentes. Como se garante rentabilidade sem comprometer qualidade?</strong></p>
<p>A pressão do aumento dos custos tem sido muito intensa, o que está a provocar um inevitável aumento dos preços da prestação de cuidados de saúde hospitalares, mas sabemos que a qualidade não pode ser negociável em saúde. O desafio está em ganhar eficiência operacional através de escala, tecnologia, otimização de processos e gestão rigorosa.</p>
<p>Na rede Trofa Saúde temos investido continuamente em inovação, digitalização e modernização das nossas unidades, precisamente para conseguir melhorar a experiência do doente e ao mesmo tempo aumentar eficiência. Ferramentas aplicacionais ou plataformas digitais de apoio clínico têm permitido reforçar proximidade, acompanhamento e acessibilidade.</p>
<p>Acreditamos que organizações sustentáveis financeiramente conseguem também investir mais em diferenciação clínica, equipamentos, talento e segurança.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O investimento em novas unidades hospitalares continua a ser prioritário num contexto económico mais incerto?</strong></p>
<p>Conforme já tive oportunidade de referir no Plano Estratégico TrofaSaúde2030 no eixo Acessibilidade, reconhecemos como fator determinante estar próximo das populações.</p>
<p>E é nessa ambição que continuamos a identificar necessidades reais de expansão e capacidade de resposta de Norte a Sul do país.</p>
<p>O nosso crescimento resulta de uma visão de longo prazo, sustentável e de grande diferenciação clínica, permitindo gerar economias de escala tão determinantes em áreas de investimento elevado, como por exemplo a tecnologia robótica ou Inteligência Artificial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A Trofa Saúde cresceu de forma muito significativa nos últimos anos. Qual é hoje a prioridade estratégica do grupo: consolidação ou expansão?</strong></p>
<p>Hoje somos um projeto Nacional, e equilibramos o nosso crescimento com a consolidação das unidades existentes. Crescer é importante, mas consolidar a qualidade, a cultura organizacional, a integração clínica e a eficiência operacional é premente.</p>
<p>A nossa estratégia passa por desenvolver novas unidades de proximidade e, em paralelo, reforçar a diferenciação da rede, investir na experiência do doente, potenciar tecnologia e garantir que todos os hospitais e clínicas Trofa Saúde funcionam de forma integrada e consistente.</p>
<p>Crescer e consolidar são duas palavras que se complementam no nosso dia-a-dia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O crescimento tem sido feito sobretudo por aquisições. Até que ponto ainda há espaço para crescer organicamente em Portugal?</strong></p>
<p>Existe espaço relevante para crescimento orgânico, sobretudo em áreas de proximidade, ambulatório, medicina especializada e novas valências clínicas.</p>
<p>Portugal continua a apresentar uma procura crescente por cuidados de saúde, impulsionada pelo envelhecimento da população, maior preocupação com prevenção e aumento da cobertura de seguros de saúde.</p>
<p>A pressão sobre o sistema de saúde vai-se manter em resultado do processo natural de envelhecimento da população portuguesa, bem como do acesso a mais literacia e da preocupação com a promoção da saúde e prevenção da doença. Como tal, iremos precisar de mais profissionais desta área, de mais capacitação e de mais instituições acreditadas para formação em saúde, que nos permitam combater a escassez de clínicos e dar resposta a esta nova procura.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O grupo tem vindo a alargar a sua presença para fora do Norte. Está em cima da mesa uma verdadeira cobertura nacional?</strong></p>
<p>A rede Trofa Saúde tem vindo a reforçar progressivamente a sua presença em diferentes regiões do país, sempre com uma lógica de proximidade e sustentabilidade. Hoje, numa rede Nacional, somamos 25 hospitais e clínicas, de Valença a Lisboa.</p>
<p>Ainda em 2026 iremos abrir pelo menos mais uma clínica, na cidade da Maia, e está no nosso plano continuar a abrir hospitais e clínicas em todo o território nacional.</p>
<p>Mais do que uma expansão geográfica por si só, de norte a sul do país, que já é uma realidade, o nosso objetivo é construir uma rede integrada, acessível e diferenciada. Naturalmente, olhamos para oportunidades de crescimento em várias zonas do país, mas sempre com foco na qualidade clínica e na consistência da experiência prestada aos doentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que falta ao sistema de saúde português para funcionar melhor entre público, privado e social?</strong></p>
<p>Os desafios atuais, que incluem o envelhecimento da população, as doenças crónicas, a escassez de profissionais e o aumento da procura, exigem cooperação entre os diferentes setores.</p>
<p>Portugal tem profissionais de enorme qualidade e instituições muito competentes. O que é necessário é criar modelos mais ágeis de articulação, reduzir barreiras operacionais e assegurar que os doentes são a principal preocupação dos sistemas de saúde.</p>
<p>Quando os setores público, privado e social trabalham de forma articulada, todos ganham, sobretudo os doentes. O que mais importa é a prestação de cuidados de saúde de qualidade. Do nosso lado, estamos sempre disponíveis para essa concretização e para uma colaboração mais efetiva.</p>
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