Festejos até de madrugada, álcool, vómitos e lutas: Revelados novos detalhes das festas em Downing Street

As informações constam de um relatório elaborado pela funcionária pública Sue Gray.

Simone Silva

As festas em Downing Street estão novamente envolvidas em polémica, depois de um relatório hoje divulgado ter revelado novos detalhes dos eventos, em que participou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

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Segundo o documento, elaborado pela funcionária pública Sue Gray, numa das festas realizada em junho de 2020, aconteceu uma luta entre dois funcionários e foram consumidas “quantidades excessivas” de álcool.

Os incidentes aconteceram numa festa de despedida em 18 de junho de 2020, que começou no Gabinete de Johnson, com o último membro da equipa a sair às 3h13 dessa madrugada.

“O evento durou várias horas. Houve consumo excessivo de álcool por alguns indivíduos. Um deles estava a vomitar. Houve uma pequena altercação entre outros dois indivíduos”, lê-se no relatório, citado pela ‘Reuters’.

Na altura, recorde-se, as regras estabeleciam que grandes reuniões eram proibidas para ajudar a reduzir a propagação de infeções por coronavírus.

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Numa outra festa com cerca de 45 participantes na véspera do funeral do príncipe Philip, o último funcionário deixou Downing Street às 4h20. Alguns funcionários bêbados foram encorajados a sair pelas traseiras, mas outros “permaneceram no prédio e continuaram a beber álcool”, lê-se.

Gray disse que durante a sua investigação foi informada de “vários exemplos” de comportamento “inaceitável” em relação à segurança e à equipa de limpeza de Downing Street.

“Tomei conhecimento de vários exemplos de falta de respeito e mau tratamento da equipe de segurança e limpeza. Isso era inaceitável”, sublinhou.

Boris Johnson assumiu total responsabilidade pelo Partygate, mas alegou sentir-se “dececionado” com as festas da equipa. Em declarações esta quarta-feira no Parlamento britânico, o primeiro-ministro garantiu: “Quaisquer que sejam as falhas do n.º 10 e do Gabinete ao longo deste período muito difícil, pelo qual assumo total responsabilidade, continuo a acreditar que os funcionários públicos em questão são boas pessoas trabalhadoras. Estarei sempre orgulhoso do que eles conseguiram.”

“Participei brevemente dessas reuniões para agradecê-los pelo seu serviço, que acredito ser um dos deveres essenciais da liderança e particularmente importante quando as pessoas precisam sentir que as suas contribuições foram apreciadas e manter o moral o mais alto possível”, disse.

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O responsável aproveitou ainda para pedir desculpa aos deputados. “Gostaria de corrigir o registo para aproveitar esta oportunidade, não para me absolver de qualquer responsabilidade. Simplesmente para explicar por que falei como fiz a esta Câmara”, apontou: “Era o que acreditava ser verdade. A minha participação esses eventos não foi considerada fora das regras.”

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