Festa do «Avante!»: PCP já prepara evento com a confiança da «or­ga­ni­zação exem­plar» do ano passado

O PCP já se encontra a preparar a próxima edição da Festa do «Avante!», que vai decorrer entre os dias 4 e 5 de setembro de 2021, contando com a confiança da «organização exemplar» que se verificou no ano passado, já em plena pandemia.

Simone Silva

O PCP já se encontra a preparar a próxima edição da Festa do «Avante!», que vai decorrer entre os dias 4 e 5 de setembro de 2021, contando com a confiança da «organização exemplar» que se verificou no ano passado, já em plena pandemia.

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«A or­ga­ni­zação re­co­nhe­ci­da­mente exem­plar da edição do ano pas­sado per­mite en­carar com con­fi­ança a pró­xima, já mar­cada para 3, 4 e 5 de Se­tembro: num re­cinto de 30 hec­tares to­tal­mente ao ar livre, serão cum­pridas todas as normas e re­co­men­da­ções de modo a ga­rantir a se­gu­rança sa­ni­tária», pode ler-se numa nota divulgada esta quinta-feira.

Segundo o partido, a 45.ª edição do evento «já está em pre­pa­ração, de­cor­rendo nesta al­tura os ha­bi­tuais tra­ba­lhos de ma­nu­tenção do ter­reno e dos equi­pa­mentos, en­vol­vendo não só a equipa cen­tral da Festa mas também al­guns mi­li­tantes, vá­rios dos quais es­pe­ci­a­li­zados em de­ter­mi­nadas fun­ções. O ar­ranque das jor­nadas de tra­balho está mar­cado para 26 de Junho».

Este ano o evento volta a ter um espetáculo de mú­sica sin­fó­nica no Palco 25 de Abril, «com um pro­grama es­pe­cial que tem o ob­je­tivo de apre­sentar um per­curso sobre a evo­lução da arte mu­sical, em pa­ra­lelo com o pro­gresso da luta dos povos pela sua li­ber­tação ao longo dos úl­timos dois sé­culos».

«De­pois do in­ter­regno do ano pas­sado, for­çado por res­tri­ções sa­ni­tá­rias re­la­ci­o­nadas com a epi­demia, estes con­certos re­gressam com uma grande no­vi­dade: o pú­blico pela pri­meira vez irá as­sistir ao con­certo em lu­gares sen­tados, num acrés­cimo de con­forto e de me­lhoria das con­di­ções de au­dição, que me­lho­rarão sig­ni­fi­ca­ti­va­mente a ex­pe­ri­ência dos es­pec­ta­dores», revela o partido.

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O PCP recorda as circunstâncias em que a Festa aconteceu em 2020, sublinhando que «foi es­sen­cial para der­rubar muitos dos mitos que foram sendo cons­truídos a pro­pó­sito (e a pre­texto) da epi­demia». «Na­queles três dias, mos­trou-se que o de­sa­lento não é ine­vi­tável e que mesmo numa si­tu­ação sa­ni­tária di­fícil, como aquela que o País atra­ves­sava e atra­vessa, é sempre pos­sível a ale­gria», adianta.

«Mas a Festa teve, em 2020, um outro – e de­ci­sivo – papel: apoiou ar­tistas e tra­ba­lha­dores da Cul­tura (al­guns dos quais ti­veram ali a sua única atuação do ano), tendo todos eles ex­pres­sa­mente re­co­nhe­cido, em palco e não só, essa im­por­tância; além disso, abriu ca­minho a ou­tras re­a­li­za­ções, que pau­la­ti­na­mente foram tendo lugar», acrescenta o partido na nota em questão.

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