A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) considera que a lista de colocação de professores divulgada esta sexta-feira «confirma a aposta crescente na precariedade» por parte do Governo, de acordo com um comunicado enviado enviado às redacções.
O organismo começa por explicar que «em Agosto de 2019 tinham sido colocados 8670 docentes em contratação inicial (2189 dos quais por via da renovação do contrato)», por sua vez este ano, «terão sido colocados em contratação inicial cerca de 11.100 docentes, aumentando para 3700 as renovações de contrato», segundo os números divulgados esta manhã.
Para a Fenprof, o facto de 7650 colocações por contratação inicial serem em horário completo, «evidencia a opção do Ministério da Educação de dar resposta a necessidades permanentes das escolas recorrendo à precariedade».
A idade média dos docentes colocados nos quadros é de 41,3 anos, com um tempo de serviço médio de 7,8 anos, «ou seja, acima do dobro do que, nos termos do estabelecido para o sector privado, implicaria a entrada nos quadros, e que tem sido a posição defendida pela Fenprof», refere a nota, acrescentando: «Daqueles 35.008 candidatos, quase 24.000, para já, manter-se-ão no desemprego».
No que diz respeito à contratação de mais 2500 professores para reforçar as escolas, e permitir que, segundo o Governo, as mesmas respondam de forma adequada aos défices de ensino, a Fenprof afirma que «não é verdade».
«Se este aumento corresponder ao anunciado reforço, então ainda estão por colocar 60% dos docentes prometidos. É que ao aumento verificado não é alheio o número de professores que se aposentaram ao longo de todo o ano escolar 2019/2020 e que foi de 151», pode ler-se no comunicado.
A Fenprof não tem dúvidas em afirmar que «com estes números, fica exposta a hipocrisia da tutela quando afirma estar a promover a estabilidade do corpo docente das escolas», refere sublinhando que «esta situação impõe que os professores continuem a lutar, de forma determinada, contra a precariedade», conclui.
Novo ano letivo: Ficaram colocados 28.500 professores. Mais de metade continua na mesma escola
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