A FENPROF entregou esta segunda-feira os primeiros pré-avisos de greve ao sobretrabalho e ao serviço extraordinário. As greves terão início a 24 de outubro e podem vir a prolongar-se até ao final do ano letivo.
Em comunicado, a Federação Nacional dos Professores frisou que “propôs ao ME uma reunião para identificar e corrigir, com a publicação de diploma legal ou a clarificação junto das escolas, os abusos e ilegalidades que em muitas escolas afetam os horários de trabalho dos educadores e professores”.
“O ministro pediu à FENPROF que lhe fizesse chegar uma lista de compromissos que não tivessem sido concretizados; mais tarde, admitindo aliviar a carga de trabalho burocrático que se abate sobre os professores, solicitou que a FENPROF lhe fizesse chegar uma lista com as tarefas consideradas burocráticas. A FENPROF enviou ao ministro as duas listas solicitadas, contudo, até hoje, não houve qualquer retorno do ministério da Educação, apesar de o fim dos abusos e ilegalidades ser condição para que não voltassem a ser convocadas estas greves”, pôde ler-se no comunicado.
“Estas greves não porão em causa a atividade normal dos docentes, incidindo sobre atividade que ultrapasse os limites legais estabelecidos, designadamente reuniões, ou serviço extraordinário, cabendo a cada professor decidir quando aderir a uma greve que terá pré-avisos diários”, finalizou.





