Regresso às aulas: Fenprof diz que ministro da Educação “não está à altura das exigências”

A Fenprof continua descontente com a forma como o Ministério da Educação está a lidar com o novo coronavírus.

Filipa Almeida

A Fenprof continua descontente com a forma como o Ministério da Educação está a lidar com o novo coronavírus e considera mesmo que Tiago Brandão Rodrigues “não está à altura das exigências”. Em comunicado enviado esta manhã às redacções, a Federação Nacional dos Professores indica que não “desiste de pugnar por condições de segurança sanitária nas escolas”.

Para garantir que é ouvida, a Fenprof está a organizar um conjunto de acções para esta semana. Já amanhã, dia 28, vai estar à porta do Ministério da Educação, ao lado com a CNOD, APD, pais e encarregados de educação, para “denunciar as fracas condições previstas para dar resposta a alunos com necessidades educativas especiais”.

Na quarta-feira, dia 29, iniciará uma ronda de reuniões com grupos parlamentares, nomeadamente com o PCP (11h) e com o PS (14h); Por fim, na quinta-feira, dia 30, fará o balanço do ano lectivo que terminou, na Escola Secundária Filipa de Lencastre, em Lisboa. Também aí, apresentará um Plano para a Abertura Segura do ano lectivo 2020/2021 em regime presencial.

“Não ouvir a comunidade educativa, não acatar orientações elementares de segurança sanitária ou não garantir recursos para a concretização de soluções alternativas a decidir pelas escolas é impróprio de quem governa a Educação em Portugal”, refere a Fenprof. A federação sublinha ainda que “não é Mário Nogueira que acusa a tutela de não respeitar a comunidade educativa e as escolas com as orientações da tutela sobre organização do próximo ano lectivo”, mas sim os professores sendo o secretário-geral apenas o porta-voz.

A Fenprof diz compreender, porém, que Tiago Brandão Rodrigues “prefira desferir ataques pessoais, pois ao colocar as questões a esse nível, procura desviar a atenção do que é mais importante”. Segundo a Fenprof o que é relevante é “a desorientação do ministério que dirige em relação à organização do próximo ano lectivo”.

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A organização sindical dá conta de contradições entre o que é recomendado pela Direcção-Geral da Saúde e as orientações que foram enviadas pelo Ministério da Educação às escolas. Exemplos disso serão as normas sobre distanciamento, a divisão dos alunos em grupos de pequena dimensão, ou a ocupação individual das mesas.

Segundo a Fenprof, a actualização no passado dia 20 das orientações da DGS para o regresso (parcial) do ensino secundário alertam para os principais factores de transmissão do novo coronavírus, incluindo a proximidade entre pessoas. No entanto, diz a federação, “basta que consultemos as orientações que chegaram às escolas e verificamos que: a norma de distanciamento não é respeitada; sem qualquer fundamento, se impõe que no 1.º Ciclo os alunos não usem máscara; nada é referido em relação aos grupos de risco, tendo, contudo, sido admitido pelo ministro, em entrevista, que estes docentes poderão não ser resguardados”.

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