A FENPROF (Federação Nacional dos Professores) garantiu que o arranque do ano letivo, previsto para esta semana, vai juntar novos problemas aos velhos já existentes e frisou que “inevitavelmente, este será um ano de ação e luta. Para os professores é intolerável a contínua desvalorização da profissão e o agravamento das suas condições de vida”, garantiu.
“Os problemas que se abateram sobre os professores e as escolas no ano que passou foram transferidos para o que agora se inicia sem que houvesse qualquer alívio. Na verdade, as medidas com que ministério e Governo quiseram disfarçar a falta de professores e as consequências da brutal inflação que se verifica, desgastando o poder de compra e o nível de vida, também dos professores, e degradando as suas condições de trabalho e de vida, não só se revelaram desajustadas, como são motivo de grande descontentamento dos docentes e, de uma forma geral, das comunidades educativas. Por muito que o ministro procure disfarçar, a realidade fala por si”, referiu o sindicato, em comunicado, que sinalizou já diversas ações.
A FENPROF pretende realizar um plenário nacional de docentes contratados e desempregados, incluindo em serviço nas AEC, a 21 de setembro (17 horas), um plenário regional de educadores e professores sobre concursos e salários, cuja data ainda está a determinar, e um plenário nacional de professores e educadores, em concentração junto à Assembleia da República, a 4 de outubro (14h30), dia em que se comemora o Dia Mundial do Professor.
“A FENPROF e os seus sindicatos partirão para o esclarecimento, o debate e a mobilização para as ações e as lutas tidas por necessárias, não se excluindo o recurso à greve ainda no primeiro período. Não é aceitável e não passarão sem grande protesto e forte luta a cada vez maior desvalorização dos salários, a contínua desvalorização das carreiras, o arrastamento da precariedade, o agravamento das condições de aposentação, e de, uma forma geral, o desrespeito pelos professores e educadores, assim como, numa perspetiva mais global, a falta de investimento na educação e na escola pública”, finalizou o sindicato.













