Federação de Bombeiros da Guarda defende “preço mais reduzido” dos combustíveis para corporações

A Federação de Bombeiros do Distrito da Guarda (FBDG) defendeu hoje um preço mais reduzido do combustível e a atualização da tabela de preços do transporte de doentes não urgentes para que as corporações possam fazer face ao impacto dos aumentos.

Executive Digest com Lusa

A Federação de Bombeiros do Distrito da Guarda (FBDG) defendeu hoje um preço mais reduzido do combustível e a atualização da tabela de preços do transporte de doentes não urgentes para que as corporações possam fazer face ao impacto dos aumentos.

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“Os custos da operação não podem aumentar continuamente sem que os mecanismos de financiamento acompanhem essa realidade. Os bombeiros não podem deixar de responder porque o combustível aumenta. Os meios têm de estar disponíveis quando as populações necessitam”, alertou Cláudio Serra, presidente da FBDG, num comunicado enviado à agência Lusa.

O responsável acrescentou que a federação que representa as 23 associações humanitárias do distrito da Guarda já deu conta dessa preocupação e apresentou uma proposta concreta ao presidente do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses.

No caso dos combustíveis, é sugerido que seja apresentada ao Governo a criação de “um regime específico de acesso a combustível a preço mais reduzido para os bombeiros, à semelhança de mecanismos existentes para outros setores de atividade, designadamente na agricultura”.

A FBDG propôs ainda a implementação de “um modelo de atualização dinâmica, capaz de acompanhar a evolução do preço dos combustíveis e evitar que os corpos de bombeiros suportem, de forma permanente, o impacto das oscilações do mercado”.

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Já a tabela de preços do transporte de doentes não urgentes deve ser atualizada, “adequando os valores praticados aos custos reais e atuais da prestação deste serviço”.

“A tabela atual está completamente desajustada da realidade dos custos da atividade. A proposta está apresentada. O problema está identificado. É agora necessário transformar preocupação em decisão e decisão em soluções. A sustentabilidade dos corpos de bombeiros não é apenas uma questão financeira, é uma condição essencial para garantir capacidade operacional e resposta às populações”.

Em declarações à agência Lusa, Cláudio Serra afirmou que é necessário implementar “um mecanismo de discriminação positiva” para os bombeiros.

“Desde o início do ano houve um aumento de 30% da fatura dos combustíveis. Por outro lado, a portaria que regula a tabela que se aplica ao transporte de doentes não urgentes não sofre atualizações há cerca de uma década”, realçou.

O dirigente considerou “meritório” o apoio dado pelo Governo às associações humanitárias relativamente aos combustíveis, mas acrescentou que “não chega”.

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“Tendo em conta os aumentos, que não se restringem apenas e só aos combustíveis, as associações humanitárias do distrito da Guarda estão a ser penalizadas e a suportar custos que deveriam já ter sido antecipados em sede própria”, afirmou.

O presidente da FBDG adiantou que há associações que “neste momento suportam mais 4.000 euros na fatura de combustíveis ao final do mês devido aos sucessivos aumentos e algumas delas já estão com dificuldades de tesouraria, fruto da pressão da subida dos preços”.

Para o também presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Manteigas, “não se pode chegar ao limite de as associações não terem capacidade para honrar compromissos, nomeadamente com o pagamento dos salários aos seus trabalhadores”.

Cláudio Serra disse também que a Liga dos Bombeiros Portugueses lhe transmitiu que “está a tratar do assunto”, mas sublinhou que “cada mês que passa representa mais pressão sobre a tesouraria das associações humanitárias”.

“Se não houver resposta da Liga, do Ministério da Saúde ou do Governo, a Federação de Bombeiros do Distrito da Guarda está naturalmente a ponderar outros mecanismos e outras iniciativas para defender a sustentabilidade das suas associadas”, indicou.

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