Fed pode não aumentar taxas de juro em março. Queda do SVB lança alerta para liquidez dos bancos

Os analistas do Goldman Sachs acreditam que a Reserva Federal norte-americana vai deixar cair a intenção de subir novamente as taxas de juro na reunião de março. A queda do Silicon Valley Bank (SVB) está a fazer soar alarmes na economia.

André Manuel Mendes

Os analistas do Goldman Sachs acreditam que a Reserva Federal norte-americana vai deixar cair a intenção de subir novamente as taxas de juro na reunião de março. A queda do Silicon Valley Bank (SVB) está a fazer soar alarmes na economia.

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Recorde-se que as autoridades norte-americanas anunciaram na passada sexta-feira ter encerrado o Silicon Valley Bank, um banco fundamental no ecossistema das start-ups, muito ligado ao setor das tecnologias e repentinamente em dificuldades, tendo confiado o controlo dos depósitos à agência responsável pela sua garantia (FDIC).

O Goldman Sachs esperava anteriormente uma subida de 25 pontos-base ainda este mêsm no entanto, os analistas esperam agora que as medidas tomadas pelos reguladores forneçam liquidez aos bancos, que estão atualmente a enfrentar grandes saídas de depósitos, e que melhorem a confiança entre os depositantes, revela a ‘Reuters’. No entanto, o Goldman Sachs manteve inalteradas as suas previsões para aumentos de 25 pontos-base em maio, junho e julho, e continua a esperar uma taxa terminal de 5,25% a 5,5% ainda este ano.

Já o JPMorgan espera que a Fed já tenha tomado medidas para estabilizar a situação e, portanto, pode continuar com outra subida das taxas. O banco ainda espera que a Fed aumente os juros em apenas 25 pontos-base na próxima semana.

“A Fed é até certo ponto responsável pela situação, uma vez que a subida das taxas levou à venda de instrumentos de dívida detidos pelos bancos e poderia ser um motivo para fazer uma pausa no ciclo de subida dos juros. No entanto, é importante notar que a principal razão por detrás do colapso do SVB foi a má gestão do risco das taxas de juro e não o aumento das taxas de juro em si”, dizem os analistas da XTB.

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Esta é das falências mais importantes de um banco nos EUA desde a crise económico-financeira de 2008.

Recorde-se que, em termos de dimensão de ativos, as falências mais preponderantes foram as do HBOS (Reino Unido), em 17 de setembro de 2008, com 690 mil milhões de libras (762 mil milhões de euros), a do Washington Mutual (EUA), em 25 de setembro de 2008, com ativos de 307 mil milhões de dólares (288 mil milhões de euros), e agora a do SVB, que tinha ativos de 209 mil milhões de dólares (196 mil milhões de euros).

 

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