Fectrans vai realizar, esta quarta-feira, um plenário de dirigentes sindicais do setor dos transportes e comunicações que arranca a partir das 10 horas, no auditório da CGTP, para discussão e aprovação dos próximos objetivos reivindicativos.
José Manuel Oliveira, líder da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, salientou, em declarações em exclusivo, à ‘Executive Digest’, que não está “para já” prevista qualquer greve ou ação de protesto global.
“O momento grevista organizado não está, para já, pois é construído empresa a empresa, sendo que as dinâmicas de negociação são diferentes entre empresas e setores. No entanto, há questões que podemos definir algum período de maior agitação do ponto de vista da intervenção sindical que pode ter ações de rua. Não tiro a hipótese de haver uma ou outra greve, mas setor a setor, não uma greve geral: não há, para já, qualquer razão para uma iniciativa global. Mais à frente, logo veremos a necessidade.”
O plenário – que não vai provocar constrangimentos nos transportes dos setores envolvidos – pretende fazer a “apreciação das evoluções no setor e da ação reivindicativa, uma vez que começamos a entrar na altura de apresentação das propostas em várias empresas e setores. Questões como salários, progressão profissional e horários de trabalho vão estar em cima da mesa”, referiu José Manuel Oliveira.
No entanto, os protestos podem vir a subir de tom, uma vez que “estamos a viver um momento complexo, em que as dificuldades dos trabalhadores aumentam”. “Isso é visível nas abordagens que fazemos”, explicou o responsável sindical. “Mas se se transforma na disponibilidade para uma luta, isso não é automático. Mas nota-se o descontentamento e preocupação dos trabalhadores.” Até porque, revelou, “isto está a bater no fundo”.
“Não se olha para isto do ponto de vista estratégico das empresas e começa a tornar-se difícil. Há questões que importa olhar: tendo em conta o nível salarial quase transversal a todas as empresas, há aqueles que começam a ter dificuldades em fixar os trabalhadores que já cá têm e muito maiores dificuldades oara contratar novos trabalhadores. Isso já se passa em vários setores, mesmo nas empresas públicas. Este é um problema sério e de fundo e as coisas podem agravar-se nas próprias empresas devido à maior disponibilidade dos trabalhadores para lutarem2, concluiu o líder sindical.














