Fechar as escolas seria mais eficaz para combater contágios, avisam especialistas

Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. referiu esta terça-feira que se as escolas fecharem, na sua totalidade ou apenas parcialmente,  a redução do risco de transmissão da Covid-19 será «mais acentuada».

O responsável falou sobre os diferentes cenários relativos aos estabelecimentos de ensino (abertos, parcialmente abertos ou totalmente fechados), alertando que «se implementarmos medidas restritivas durante duas semanas, o Rt (risco de transmissão) volta a aproximar-se de 1 (está atualmente em 1,22). Mas se fecharmos as escolas, o efeito será prolongado no tempo».

Neste sentido, o especialista explicou que «a implementação durante um mês de medidas de redução de contactos equivalente ao ocorrido em março e abril, associado a um regime presencial das escolas, já é suficiente para trazer o Rt abaixo de 1».

«No entanto, se houver medidas de fecho das escolas na totalidade ou só em determinados grupos, essa redução será mais acentuada», garantiu sublinhando que as conclusões foram tiradas de um estudo «de modelagem», realizado pela Universidade de Trás os Montes e também pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Esta é uma questão polémica, uma vez que desde que o primeiro-ministro, António Costa, anunciou o possível regresso a um confinamento «mais geral» como o de março e abril, disse também que o fecho das escolas não deveria ser uma opção a considerar.

Contudo, se os especializas decidirem que esta medida vai ajudar a reduzir a curva de contágio, como aconteceu há instantes, e aconselharem o Governo a fechar os estabelecimentos de ensino, o Executivo pode ceder.

 

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