FBI encontra mais de 2 mil novos arquivos sobre assassinato de JFK após desclassificação ordenada por Trump

FBI garantiu que conduziu uma nova procura de registos depois da ordem de Trump, o que resultou em cerca de 2.400 registos recém-inventariados e digitalizados que não foram reconhecidos antes como estando relacionados com o caso

Francisco Laranjeira

O FBI (Federal Bureau of Investigation) dos Estados Unidos descobriu milhares de novos documentos relacionados com o assassinato do ex-presidente John F. Kennedy, depois de Donald Trump ter pedido a divulgação de ficheiros confidenciais das agências americanas sobre o atentado em Dallas, em 1963.

Esta terça-feira, o FBI garantiu que conduziu uma nova procura de registos depois da ordem de Trump, o que resultou em cerca de 2.400 registos recém-inventariados e digitalizados que não foram reconhecidos antes como estando relacionados com o caso.

“O FBI fez as notificações apropriadas sobre os documentos recém-descobertos e está a trabalhar para transferi-los à Administração Nacional de Arquivos e Registos para inclusão no processo de desclassificação em marcha”, indicou o FBI.

O fascínio pelo assassinato de JFK, como o 35º presidente dos Estados Unidos é conhecido, continua seis décadas após o evento. Trump, que regressou à Casa Branca em janeiro, havia prometido durante a campanha eleitoral tornar públicos os documentos relacionados ao assassinato.

O assassinato de Kennedy em Dallas (Texas) foi atribuído a um único atirador, Lee Harvey Oswald. O Departamento de Justiça e outras agências do governo federal reafirmaram essa conclusão nas décadas seguintes. No entanto, muitas sondagens mostraram que muitos americanos acreditam que a sua morte resultou de uma conspiração mais ampla.

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Como parte da mesma ordem executiva, Trump também prometeu tornar públicos documentos sobre os assassinatos do líder dos direitos civis Martin Luther King Jr. e o senador Robert Kennedy, ambos assassinados em 1968. Trump concedeu mais tempo para elaborar um plano para essas publicações.

Os documentos podem revelar detalhes sobre um momento emocionante na história dos EUA, mas, de acordo com os historiadores, é improvável que reforcem qualquer uma das teorias da conspiração sobre o assassinato. “Suspeito que não teremos nada muito dramático nas publicações, ou qualquer coisa que mude fundamentalmente a nossa compreensão do que aconteceu em Dallas”, apontou Fredrik Logevall, professor de história de Harvard, entrevistado pela agência ‘Reuters’.

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