Anthony Fauci, director do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, defende que o novo coronavírus «não vai desaparecer do planeta», disse numa entrevista ao ‘The Economic Club’, acrescentando que os especialistas em doenças infecciosas estão a aprender a lidar com o vírus e com a forma como ele se comporta, assistindo a surtos emergentes em outros países que começam a regressar em estações mais frias.
«Na minha opinião, é inevitável que tenhamos um regresso do vírus, ou talvez até nunca chegue a desaparecer» disse Fauci esta terça-feira.
Segundo o especialista, os Estados Unidos «podem registar um período muito negro» se os investigadores não encontrarem um tratamento eficaz para combater o coronavírus, disse o também consultor de saúde da Casa Branca, acrescentando que «o vírus certamente vai regressar aos EUA mesmo quando os casos começarem a estabilizar».
O especialista mostrou-se contra o facto de os estados reabrirem a sua actividade comercial de forma prematura, dizendo que essa situação poderá «levar-nos de volta ao mesmo barco em que estávamos há algumas semanas».
Ainda assim, Fauci está «cautelosamente otimista». Os investigadores podem desenvolver uma vacina para prevenir o Covid-19, mas, sublinhou, «nada é garantido».
O responsável reconhece que o vírus demonstrou ser «altamente transmissível», acrescentando que o aparecimento do vírus «explodiu sobre nós. Toda a gente está em risco, ao contrário do que acontece em outras infecções», disse.
As autoridades de saúde dos EUA têm vindo a acompanhar o trabalho da empresa de biotecnologia Moderna para desenvolver uma vacina para prevenir a doença, cujos primeiros testes em humanos começaram a 16 de Março.
O número de casos confirmados da Covid-19 ultrapassou na segunda-feira a barreira dos três milhões em todo o mundo, sendo que actualmente o número concreto é de 3.062.557 de acordo com os dados oficiais divulgados pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. As vítimas mortais são já cerca de 212.221. Aproximadamente um terço dos casos globais estão nos Estados Unidos, tornando-o no país mais afectado pela pandemia.





