Faturas acumuladas na Galp geram contas até 800 euros e onda de reclamações. Empesa promete regularização em março

Meses sem receber qualquer fatura e, de forma súbita, cobranças acumuladas que atingem várias centenas de euros. É este o cenário relatado por consumidores da Galp, numa vaga de reclamações que se intensificou desde o outono, com contas reportadas entre 400 e 800 euros após longos períodos sem faturação.

Revista de Imprensa

Meses sem receber qualquer fatura e, de forma súbita, cobranças acumuladas que atingem várias centenas de euros. É este o cenário relatado por consumidores da Galp, numa vaga de reclamações que se intensificou desde o outono, com contas reportadas entre 400 e 800 euros após longos períodos sem faturação. Segundo o Jornal de Negócios, que avançou com a informação, as queixas públicas já somam centenas de registos, descrevendo atrasos prolongados, débitos diretos processados sem envio prévio de fatura e dificuldades no contacto com o apoio ao cliente.

Ao Negócios, a Galp reconhece que “cerca de 2% da carteira total de clientes permanece ainda por faturar”, assegurando que 98% das situações já estarão regularizadas. A empresa antecipa que “o ciclo regular de faturação fique plenamente normalizado no próximo mês”. Questionada sobre o valor médio das faturas emitidas após os atrasos, ainda que de forma agregada, a energética recusou avançar números, alegando que “cada cliente é um caso particular” e invocando razões de confidencialidade comercial e proteção de dados para não divulgar médias.



De acordo com a empresa, 17% das faturas emitidas na sequência destes atrasos foram enquadradas em planos de pagamento destinados a diluir o impacto das cobranças acumuladas. “Destes, 4% foram ativados a pedido do cliente, sendo os restantes disponibilizados proativamente pela Galp”, refere a companhia, garantindo que estes planos são aplicados “sem quaisquer juros ou penalizações”. A energética assegura ainda que “nenhum cliente afetado por atrasos de faturação imputáveis à empresa está sujeito a juros, penalizações ou risco de interrupção do fornecimento” e sublinha que os montantes cobrados “correspondem exclusivamente ao consumo efetivamente realizado, sem qualquer encargo adicional decorrente do atraso”. A empresa afirma ter triplicado o número de operadores de atendimento, reforçado equipas e ferramentas de CRM, revisto guias de atendimento, automatizado processos e priorizado reclamações pendentes, além de enviar comunicações regulares sobre o estado da faturação.

No Portal da Queixa multiplicam-se os testemunhos. Uma cliente relata ter estado desde setembro de 2025 sem receber faturas e, após reclamar, ter recebido “uma carta de 360 euros” com prazo de pagamento a 2 de janeiro. “Não quero voltar a pagar contas astronómicas, pois não tenho disponibilidade financeira”, escreve, acrescentando que voltou a deixar de receber faturas e que “já tentei várias vezes contactar a Galp (…) e ninguém liga de volta”. Outro consumidor denuncia “profundo descontentamento com a gestão de faturação”, referindo informação “confusa e contraditória” e a emissão de uma fatura a 26 de janeiro que acabou cancelada por duplicação. “Esta desorganização é inaceitável”, afirma, exigindo “a emissão imediata e correta da fatura em falta” e “a aplicação de um crédito de cortesia comercial”. Há ainda relatos de faturas superiores a 500 ou 600 euros, débitos diretos sem envio prévio de documento e tempos de espera prolongados nas linhas de apoio.

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