Faturação por cartões estrangeiros disparou para mais 101% em Portugal

Depois de dois anos fortemente impactados pela pandemia de Covid-19, os negócios viram a sua faturação crescer em 2022 e, de acordo com um estudo recente, os turistas estrangeiros tiveram um papel fundamental neste crescimento.

André Manuel Mendes

Depois de dois anos fortemente impactados pela pandemia de Covid-19, os negócios viram a sua faturação crescer em 2022 e, de acordo com um estudo recente, os turistas estrangeiros tiveram um papel fundamental neste crescimento.

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De acordo com o REDUNIQ Insights, foi o regresso dos turistas estrangeiros a Portugal que proporcionou uma melhor performance dos negócios, tendo a faturação por cartões estrangeiros disparado para mais 101% quando comparado com os valores de 2021.

Destacam-se aqui os franceses, que representam a maior fatia do consumo estrangeiro em Portugal (14% do total da faturação estrangeira), seguidos pelo Reino Unido (13%), Estados Unidos (10%), Irlanda (9%) e Espanha (7%).

A faturação dos negócios no nosso país aumentou 33% em 2022 face a 2021, de acordo com o REDUNIQ Insights. Depois de dois anos (2020 e 2021) fortemente impactados pela pandemia, o acquirer português revela que o consumo originado por cartões nacionais cresceu 23% em comparação com o período homólogo.

“A mudança do perfil de consumo dos portugueses, muito impulsionada pelas restrições impostas durante a pandemia, está particularmente alinhada com esta retoma à normalidade, marcada, mesmo perante um período assinalado por relevantes complexidades macroeconómicas, por aumentos da faturação dos negócios, ou pelo menos das formas de pagamento, caindo muito o dinheiro físico e substituído pelo digital/cartões”, explica Tiago Oom, Chief Commercial Officer da UNICRE e porta-voz oficial do REDUNIQ Insights.

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Os setores que apresentaram maiores crescimentos em 2022 foram a Hotelaria e Atividades Turísticas (102%), a Restauração (71%) e as Perfumarias (45%).

Paralelamente a este aumento global da faturação dos negócios, também o contactless terminou 2022 a atingir valores históricos, com cerca de 75% das transações em Portugal a serem efetuadas através desta tecnologia.

“Se tivermos em consideração que, em 2019, o contactless representava apenas 16% do peso das transações, conseguimos chegar à conclusão de que os meios de pagamentos digitais não só vieram para ficar, como continuarão a crescer”, destaca Tiago Oom.

Olhando para 2023, a REDUNIQ acredita que o cenário poderá ser ligeiramente diferente, devido tanto ao impacto da inflação e da subida das taxas de juro, como a própria desaceleração dos ritmos de crescimento da economia identificados no segundo semestre de 2022 face a 2021.

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