A Back Friday da última sexta-feira ficou 8,4% abaixo dos valores registados em igual período de 2019, no período pré-pandemia. No entanto toda a semana anterior assistiu a um aumento de faturação de 11%. “Nota-se que este ano não houve uma Black Friday foi mais uma Black Week”.
Os dados divulgados pela acquirer portuguesa REDUNIQ dão ainda conta que no fim de semana precedente à Black Friday (27 e 28 de novembro), os negócios também não conseguiram superar os valores alcançados em 2019, ficando 0,5% abaixo.
No entanto, a REDUNIQ sublinha a subida no valor de faturação em toda a semana da Black Friday, visto que as promoções em muitos comerciantes começaram logo no início da semana.
“Tendo em conta o período que estamos a atravessar, acabam por ser dados expetáveis. Desde o início da pandemia que os resultados de faturação têm variado por uma série de motivos, e, apesar da crescente procura pelo consumo na Black Friday, que é cada vez mais expressivo, existe um elevado contraste com o valor de cada compra. Este indicador pode ser justificado por uma maior moderação por parte dos consumidores face a um período de incerteza. Para além disso, não nos podemos esquecer que as marcas têm apostado num alargamento do período de descontos e no e-commerce, para conseguirem evitar possíveis ajuntamentos de pessoas nos espaços comerciais”, disse Tiago Oom, Diretor da REDUNIQ, à Executive Digest.
Os setores com maior impacto na Black Friday foram os Eletrodomésticos & Tecnologia, a Moda, as Papelarias/Livrarias e as Perfumarias, que registaram um crescimento em comparação com as sextas-feiras e restantes dias do mês superior a 100%. No entanto, estes setores apresentaram uma performance negativa face à Black Friday de 2019, com quebras superiores a 30%.
De sublinhar ainda nos dados divulgados que as transações contactless neste período alcançaram 69,1% do total de transações físicas, face aos 16,4% em 2019, e 53,1% em 2020.
Questionado pela Executive Digest sobre as previsões para o Natal, o executivo afirmou que “não conseguirmos fazer previsões, acreditamos que, face ao contexto pandémico que vivemos, possamos voltar a assistir a uma utilização significativa do comércio eletrónico, conjugado com o comércio em loja.”














