Farmácias sem stocks para repor máscaras e gel desinfectante

A Direcção-Geral de Saúde (DGS) recomendou a utilização de máscaras apenas aos infectados e aos profissionais de saúde, e aconselhou que se lavem frequentemente as mãos, com água e sabão. No entanto, a propagação do novo coronavírus (COVID-19), que chegou a Portugal nesta segunda-feira, fez disparar a «corrida» para comprar gel desinfectante e máscaras protectoras.

De acordo com declarações do secretário-geral da Associação de Distribuidores Farmacêuticos, prestadas à TSF, o abastecimento destes produtos em farmácias já conta com algumas falhas, com a agravante de não existir stock, impossibilitando por isso a sua reposição, que ainda não tem data para acontecer.

Numa farmácia localizada em Queluz de Baixo, Lisboa, apesar de ainda existirem máscaras e gel desinfectante, já não é possível encomendar máscaras mais baratas, há muito tempo, havendo apenas as que incluem respiradouro e custam quase 12 euros, segundo avança a TVI.

Sofia Pedro, técnica auxiliar da farmácia em questão refere que: «As outras já não se conseguem arranjar», diz citada pela TVI.

Apenas no mês de Janeiro, o número de máscaras protectoras vendidas em Portugal, atingiu os 92 mil, sofrendo um aumento substancial face às 26 mil verificadas no mês anterior.

Portugal confirmou dois casos de infectados com o COVID-19, nesta segunda-feira. Tratam-se de dois cidadãos portugueses, um deles é médico no hospital de Penafiel, esteve no norte de Itália a passar férias e está internado no Centro Hospitalar Universitário do Porto desde ontem à tarde. As suas análises já foram confirmadas pelo INSA. O outro infectado, de 33 anos, esteve em Valência, Espanha, em trabalho, e apresentava sintomas desde 26 de Fevereiro, de acordo com informações da ministra da saúde, Marta Temido.

 

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