Farmacêuticas faturam 5 mil milhões de euros com as vacinas contra a Covid-19

As ações da Moderna contabilizam uma valorização superior a 60% este ano – que compara com uma subida de 10% do principal índice acionista norte-americano (S&P 500). Grande parte deste entusiasmo dos investidores está no sucesso que a vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica americana tem feito pelo mundo inteiro. Os últimos números divulgados pela Moderna dão força a isso mesmo.

Hoje, a farmacêutica informou o mercado que entre janeiro e março faturou mais de 1,4 mil milhões e registou lucros de mil milhões de euros apenas com a comercialização de mais de 100 milhões de doses da sua vacina contra a covid-19.

As contas referentes ao primeiro trimestre do ano dão nota de que, no total, a Moderna faturou 1,7 mil milhões de euros durante os primeiros três meses do ano, principalmente devido à venda de mais de 100 milhões de doses da sua vacina, segundo um comunicado publicado hoje.

A empresa norte-americana anunciou que reviu em alta as suas previsões de vendas da vacina para o conjunto do ano para um total de 17 mil milhões de euros e disse que espera entregar durante o segundo trimestre entre 200 milhões e 250 milhões de doses.

“No primeiro trimestre, a equipa da Moderna cumpriu os seus compromissos de fornecimento a muitos governos e ajudou a proteger mais de 100 milhões de pessoas. Esta conquista traduziu-se no primeiro trimestre de lucros na história da companhia, após 10 anos de inovação científica e vários milhares de milhões de dólares investidos para tornar a nossa plataforma de ARNm uma realidade”, afirmou o presidente executivo da farmacêutica, Stéphane Bancel.

Mas a Moderna não está sozinha neste mercado. Na segunda-feira, a também norte-americana Pfizer anunciou receitas superiores a 3 mil milhões de euros com a venda da vacina desenvolvida em parceria com o laboratório alemão BioNTech no primeiro trimestre do ano.

Também os laboratórios da AstraZeneca e da Johnson & Johnson, que produziram a vacina sem fins lucrativos, anunciaram receitas de 245 milhões e 90 milhões de euros, respetivamente.

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