O consumo privado em Portugal ultrapassou no ano passado o máximo registado em 2008. Dos 128.406,2 milhões de euros verificados há 10 anos, saltou para 129.094,1 milhões de euros em 2018. Segundo a Pordata, nunca o consumo privado foi tão elevado, sendo que a organização entende por consumo privado os gastos das famílias e das instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias – desde as contas da casa à compra de um novo automóvel.
A Pordata revela ainda que o peso da poupança das famílias em Portugal no PIB era de 3,4% em 2017, significativamente inferior ao verificado em países como Alemanha, Suécia, França ou Luxemburgo – nestas geografias, este valor varia entre os 8,6 e os 10,8%. Em 2007, a poupança das famílias portuguesas representava 5,1% do PIB.
Olhando para o total dos particulares (que também inclui instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), a poupança dos portugueses correspondeu a 4,5% do PIB, em 2018. “É um valor muito inferior ao observado nos anos 70, em que chegou aos 24% em 1972”, sublinha a Pordata.
A base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos indica também que as décadas de 70 e 80 foram aqueles em que a poupança foi mais elevada em % do PIB.



