Família real britânica: de onde vem o dinheiro da monarquia

De acordo com o jornal espanhol El País, a situação financeira da Casa de Windsor, bem como de todos os seus membros é extremamente complexa, embora nos últimos anos tenham tentado promover legalmente uma maior transparência.

Existem três fontes de financiamento para a monarquia do Reino Unido: o Soberano Grant (subsídio soberano), a Bolsa Privada da Rainha Isabel II e os investimentos pessoais da monarquia.

Soberano Grant

Em outras monarquias este subsidio refere-se à deslocação dos orçamentos do estado para os custos de manutenção da instituição. Contudo no Reino Unido o conceito é mais complexo, ainda que na prática tenha o mesmo significado. É denominado Crown Estate (terrenos da coroa) e compreende uma vasta colecção de terras de Inglaterra, País de Gales e Irlanda, num património avaliado em cerca de 17 mil milhões de euros. O subsidio soberano é utilizado para pagar despesas de segurança, subsídios, viagens e pessoal, para além da manutenção dos vários palácios reais.

Bolsa Privada

É um conjunto de propriedades urbanas e rústicas, pertencentes à monarquia britânica desde 1265, que geram receitas anuais de cerca de 24 milhões de euros. Eles são utilizados ​​principalmente para pagar despesas privadas da família real, embora parte seja também gasto em despesas oficiais. A rainha usa ainda esse montante para apoiar descendentes que não estão incluídos na folha de pagamento da família real.

Investimentos Pessoais

Estes encontra-se fora do controlo público. A herança particular da rainha inclui símbolos da iconografia monárquica, como o Castelo de Balmoral, na Escócia, ou o Palácio de Sandringham, em Norfolk (costa leste da Inglaterra) e ainda a soberba colecção de carimbos herdada do seu avô George V. Os mais relevantes são sobretudo acções de empresas e iniciativas privadas, propriedade da casa Windsor, longe do escrutínio público e que proporcionaram um sobressalto constante à Coroa.

Relativamente aos duques de Sussex, Harry e Megan, preocupam-se em manter os seus títulos reais não por causa da renda que recebem, mas devido à potencial fortuna que podem arrecadar. Especialistas estimam que os duques possam receber até 500 milhões de euros por ano em benefícios, através de merchandising, bem como da sua promoção pessoal em causas sociais.

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