Falta de medicamentos nas farmácias aumenta quase 70%, mostra relatório

Em 2021, foram notificadas 20.881 faltas de medicamentos pelas farmácias comunitárias através do web service ou pelos utentes e hospitais/clínicas ao Centro de Informação (CIMI) correspondentes a 2.155 apresentações de medicamentos.

Simone Silva

Há cada vez mais escassez de medicamentos nas farmácias portuguesas, num aumento de quase 70% em 2021 face ao ano anterior. A conclusão é do relatório ‘Gestão e Disponibilidade de Medicamentos’ do Infarmed, publicado no seu site.

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Segundo o documento, “em 2021, foram notificadas 20.881 faltas de medicamentos pelas farmácias comunitárias através do web service ou pelos utentes e hospitais/clínicas ao Centro de Informação (CIMI) correspondentes a 2.155 apresentações de medicamentos”.

Os dados mostram que “o número de notificações de faltas aumentou 69% em relação ao ano anterior, bem como o número de apresentações objeto de notificação (13%) e de farmácias notificadoras (44%)”, revela o Infarmed.

“Estes aumentos são, em grande parte, resultado das campanhas de sensibilização regularmente efetuadas pelo Infarmed junto das farmácias e das associações representativas do setor”, acrescenta.

O organismo explica que “para evitar ou mitigar os constrangimentos que possam dificultar o acesso dos utentes aos medicamentos de que necessitam, contacta trimestralmente as farmácias que nunca notificaram faltas ou que não o fizeram nos últimos meses”.

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O objetivo, adianta, é “averiguar se efetivamente não se têm deparado com esta inviabilidade de satisfação do pedido do utente ou se existem constrangimentos técnicos e/ou de outra natureza que estejam a condicionar este reporte bem como o que será necessário para os ultrapassar”.

Assim, foi possível concluir que “das notificações de 2021, 65% (13.556) correspondiam a apresentações que se encontravam no estado
“Comercializado”, 33% (6901) no estado “Temporariamente indisponível” e 2% (423) no estado “Não comercializado””.

“O top 20 dos medicamentos comercializados com maior número de notificações de faltas em 2021 são os apresentados na tabela seguinte. Alguns destes medicamentos integravam também este ranking em 2020 (Xeplion, Prozac, Urispas e Cipralex).

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