Ao fim de sete meses de guerra, 1.125 ucranianos já abandonaram Portugal por falta de apoios, garantiu esta segunda-feira a ‘CNN Portugal’ – entre as principais queixas estão a falta de alojamento, de emprego mas sobretudo a falta de mecanismos para tal, apontaram responsáveis de associações de acolhimento, que acusam: “Temos queixas de refugiados que, quando tentam contactar as famílias que os receberam, estas já nem respondem.”
O SEF já atribuiu pelo menos 51.716 proteções temporárias a pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia e comunicou ao Ministério Público a situação de 728 crianças que chegaram a Portugal sem os pais. Mas o acolhimento tem deixado a desejar, denunciam os responsáveis. Dos visto atribuídos, 1.125 cidadãos já pediram o cancelamento de proteção.
Segundo o Ministério do Trabalho e da Segurança Social, foram criados mecanismos de integração para os cidadãos ucranianos, e houve mais de 5.600 que celebraram contratos de trabalho – mas sem soluções, saíram do país, muitos dos quais de regresso à Ucrânia. “Neste momento estamos com falta de comida para as pessoas que aqui estão”, acusaram os responsáveis de associações de acolhimento. “As pessoas querem abrir atividade, nas mais diversas categorias. Temos médicos, engenheiros… mas não têm oportunidade.”



