Falta de apoio financeiro trava empresárias portuguesas

Mais de metade das mulheres portuguesas sonha iniciar um negócio próprio.

Filipa Almeida

Mais de metade das mulheres portuguesas sonha iniciar um negócio próprio. Porém, apenas 17% pensa em avançar com um projecto, segundo revela um estudo elaborado pela Metro, que detém a Makro.

Falta de apoio financeiro (56%), a situação económica que o país atravessa (53%), burocracias (43%), taxas e impostos a pagar (36%) e falta de aconselhamento (16%) são as principais barreiras.

Por outro lado, as principais motivações são transformar uma paixão numa actividade profissional (43%), serem as suas próprias chefes (33%) e sensação de satisfação por ter um negócio criado por iniciativa própria (38%). Apenas 6% aponta o objectivo de enriquecer.

«É de realçar que mais de metade das mulheres portuguesas vê com bons olhos a abertura de um negócio independente, no entanto, uma pequena percentagem irá pôr esse desejo em prática. É fundamental que, no futuro, se criem iniciativas e programas que agilizem estes processos e incentivem o sexo feminino a desenvolver e iniciar negócios independentes», afirma Tanya Kopps, CEO Makro Portugal.

O estudo da Metro envolveu 10 países. As conclusões gerais revelam que uma em cada duas mulheres manifesta o desejo de iniciar um negócio próprio, mas que apenas 12% acredita na possibilidade de realizar essa ambição.

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