Falsos positivos a jogadores da I Liga? Marta Temido garante que INSA vai «reforçar vigilância»

«Nos próximos dias, o Instituto Nacional Ricardo Jorge [INSA] vai reforçar a vigilância destas entidades», avançou a ministra da Saúde, na conferência diária da Direção-Geral da Saúde (DGS), quando questionada sobre os alegados falsos positivos a jogadores da I Liga.

Marta Temido explicou ainda que o INSA incentivou todas as entidades a aderirem «a processos de melhoria de qualidade e boas práticas laboratoriais».

«Estes casos de falsos positivos têm impacto na forma como olhamos para os resultados», admitiu, embora assegurando que «são casos muitíssimos limitados».

Entretanto, recorde-se que, o Hospital de São João e a Unilabs Portugal negaram, em comunicado a que a revista “Sábado” teve acesso, a existência de qualquer estudo feito a atletas de clubes profissionais ou não profissionais realizados na instituição, avançado pelo “Expresso”.

O semanário escreve, na sua edição desta semana, que o laboratório escolhido pela Liga para realizar os testes de Covid-19 às equipas da Liga NOS errou em alguns diagnósticos, designadamente nos casos do V. Guimarães e do Famalicão, onde dos 11 positivos apenas dois se confirmaram.

A empresa que efectuais os testes, adianta o “Expresso”, é liderada pelos filhos de Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, e Luís Filipe Menezes, ex-presidente do PSD e da Câmara Municipal de Gaia.

A notícia é, no entanto, negada pela Unilabs, que acusou o jornal de sensacionalismo, explicando que há uma «multiplicidade de factores que pode afectar os referidos resultados».

No mesmo comunicado, citado pela “Sábado”, o Centro Hospitalar Universitário São João nega qualquer protocolo com clubes de futebol portugueses para colheita de análises de pesquisas de Covid-19 e admite mesmo que «não tem conhecimento de resultados de testes de atletas de clubes».

Numa nota enviada ao “Expresso” ainda antes da publicação do artigo, ao qual o jornal “Record” teve acesso, a própria Liga esclareceu que desconhece a existência de qualquer erro de diagnóstico nos testes até agora realizados, «nem por parte de outros laboratórios que estão a prestar serviço de realização destes testes a alguns clubes».

Portugal contabiliza, neste momento, 1.302 vítimas mortais associadas à Covid-19 e 30.471 casos de infecção pelo novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS.

O país entrou no dia 3 de Maio em situação de calamidade devido à pandemia de Covid-19, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de Março. Esta nova fase prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância activa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 335 mil mortos e infectou mais de 5,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 1,9 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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