A Polícia Judiciária deteve dez suspeitos no âmbito de uma operação de grande envergadura contra um grupo organizado que se fazia passar por agentes da PJ para cometer assaltos violentos em vários pontos da Grande Lisboa. A investigação apurou que os crimes eram planeados de forma concertada e que os suspeitos recorriam à simulação de buscas policiais, utilizando falsos mandados, crachás e coletes, para entrar nas casas das vítimas.
A operação, conduzida pela Unidade de Combate ao Terrorismo da Polícia Judiciária, decorre sobretudo na zona de São João da Talha, no concelho de Loures, onde o grupo terá tido a sua base operacional, segundo avança o Correio da Manhã.
Segundo os dados recolhidos pela investigação, os assaltantes atuavam há pelo menos um ano e tinham como principal alvo habitações de elevado valor, incluindo casas de luxo no concelho de Cascais. Para dar credibilidade às ações, apresentavam-se como inspetores da Polícia Judiciária e alegavam estar a cumprir mandados de busca, o que levava muitas vítimas a permitir a entrada nas residências.
Os roubos eram cometidos à mão armada e, em várias situações, com recurso a violência física. O grupo terá arrecadado grandes quantias em dinheiro, bem como bens de elevado valor, como relógios de luxo e pedras preciosas, posteriormente destinados à venda no mercado ilegal.
As autoridades confirmaram que todos os mandados de detenção emitidos foram cumpridos com sucesso. No momento da operação, ainda decorriam buscas domiciliárias e apreensões, nomeadamente em São João da Talha, com o objetivo de recolher mais prova e localizar eventuais objetos roubados.
Os dez detidos, alguns dos quais com ligações familiares entre si, vão ser presentes a interrogatório judicial para aplicação das respetivas medidas de coação. A Polícia Judiciária sublinha que a investigação prossegue, não estando excluída a possibilidade de mais envolvidos ou de outros crimes associados ao grupo.




