«Fadiga metálica» pode ter causado explosão do motor do Boeing 777, aponta avaliação

A “fadiga metálica” nas pás do ventilador do avião pode ter estado por trás da falha do motor do Boeing 777 em Denver, nos Estados Unidos, no fim-de-semana, de acordo com uma avaliação do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (US National Transportation Safety Board).

A fadiga do metal consiste na rutura progressiva de um material que é sujeito a uma ação repetida de tensão.

O motor fabricado pela Pratt & Whitney incendiou-se pouco depois da descolagem de um Boeing 777-200 da United Airlines, durante um voo de Denver (EUA) para Honolulu (Hawai), com 231 passageiros e 10 tripulantes a bordo. O avião teve de regressar a Denver.

Na sequência do incidente, dezenas de aviões 777 foram imobilizados após a Boeing ter dito que os aviões com motores Pratt & Whitney PW4000 não deveriam ser utilizados até que fossem realizadas novas inspeções.

O presidente do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB), Robert Sumwalt, disse que uma avaliação preliminar sugeriu que os danos eram consistentes com a fadiga do metal e que a lâmina seria examinada esta terça-feira num laboratório da Pratt & Whitney, sob a supervisão dos investigadores do NTSB.

“É importante que compreendamos realmente os factos, circunstâncias e condições em torno deste evento em particular antes de o podermos comparar com qualquer outro evento”, disse o responsável citado pelo The Guardian.

Também a Administração Federal de Aviação planeia emitir em breve uma diretiva de emergência que exigirá inspeções intensificadas das pás dos ventiladores por fadiga metálica.

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