Faculdade de Direito suspende adjunto de ex-ministra da Justiça após detenção por abusos sexuais

Em comunicado, a Faculdade de Direito indicou que as revelações provocaram “profunda consternação na comunidade académica” e que a faculdade decidiu suspender o “vínculo de emprego público” de Paulo Abreu dos Santos com a faculdade

Francisco Laranjeira

A Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL) suspendeu Paulo Abreu Santos, docente da universidade, que foi colocado no passado sábado em prisão preventiva por suspeitas de pornografia de menores e abusos sexuais de criança o professor.

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Em comunicado, a Faculdade de Direito indicou que as revelações provocaram “profunda consternação na comunidade académica” e que a faculdade decidiu suspender o “vínculo de emprego público” de Paulo Abreu dos Santos com a faculdade.

A faculdade indicou também que as questões relativas à avaliação dos alunos das disciplinas em que o professor dava aulas “estão a ser devidamente acauteladas no âmbito institucional”.

Também a sociedade de advogados na qual trabalhou o ex-adjunto do Ministério da Justiça manifestou-se “chocada e consternada” com o caso. “Tendo sido surpreendidos pelas notícias que reportam o envolvimento do antigo colaborador, Dr. Paulo Abreu Santos, no âmbito de uma investigação criminal de contornos graves, a Sociedade manifesta-se chocada e consternada com o conteúdo das mesmas”, refere, num comunicado no seu ‘site’ oficial, a Ana Bruno & Associados.

Sublinhando ser “completamente alheia e desconhecedora dos alegados comportamentos” do advogado, a sociedade garante confiar “que as instituições competentes desenvolverão o seu trabalho, no sentido de que seja apurada a verdade dos factos e que daí sejam retiradas as consequentes conclusões legais”.

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Recorde-se que o ex-adjunto da anterior ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, foi detido na quinta-feira pela Polícia Judiciária e, segundo a TVI/CNN, foi apanhado em flagrante durante uma busca à sua residência, onde foram encontrados os ficheiros que o incriminam por crimes sexuais envolvendo menores.

Dois dias mais tarde, o tribunal determinou a prisão preventiva do arguido, que exerceu funções no Ministério da Justiça em 2023 e 2024, confirmou à Lusa fonte policial.

Segundo a nota curricular no Diário da República, Paulo Jorge Abreu dos Santos, de 38 anos, é licenciado em Direito e desenvolveu atividade profissional como advogado e parecerista, em particular nas áreas de contencioso societário e comercial, insolvência e arbitragem.

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