Facebook prepara arma para defender “figuras públicas” de ataques nas caixas de comentários

O Facebook garantiu esta semana que deixará de tolerar os ataques de vários utilizadores contra “figuras públicas”, com um foco especial para “jornalistas e ativistas de direitos humanos”.

O responsável pelo gabinete de segurança do Facebook, Antigone Davis, revelou ainda que a empresa vai lutar para prevenir ataques contra  mulheres, pessoas de cor e comunidade LGBTQ.

O Facebook vai ainda intensificar o combate à pornografia na rede social, e contra imagens ou desenhos “sexualizados” ou ataques negativos diretos à aparência de uma pessoa, por exemplo, nos comentários no perfil de uma figura pública.

A rede social está sob um amplo escrutínio de legisladores e reguladores em todo o mundo, devido às suas suas práticas de moderação de conteúdo.

Há uma semana,

O diretor executivo e co-fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, defendeu a empresa na terça-feira das acusações de uma denunciante que disse ao Congresso dos EUA que o gigante das redes sociais dá prioridade aos lucros em detrimento da segurança.

“No cerne destas acusações está a ideia de que damos prioridade aos lucros em detrimento da segurança e bem-estar. Isto simplesmente não é verdade”, disse Mark Zuckerberg num longo post na sua página do Facebook.

O chefe do Facebook também disse que “muitas das acusações não fazem sentido” e que não reconhece “o falso quadro da empresa que está a ser pintado”.

“O argumento de que promovemos deliberadamente conteúdos que enfurecem as pessoas para obterem lucro é ilógico. Ganhamos dinheiro com a publicidade e o que os anunciantes nos dizem constantemente é que não querem que os seus anúncios apareçam ao lado de conteúdos que sejam prejudiciais ou que gerem raiva”, frisou.

No seu testemunho no Senado, a ex-funcionária France Haugen pintou um retrato impiedoso da empresa, afirmando que durante o seu tempo de trabalho no Senado se percebeu de uma “verdade devastadora”: o Facebook retém informações do público e dos governos.

“Os documentos que forneci ao Congresso provam que o Facebook enganou repetidamente o público acerca do que a sua própria investigação revela sobre a segurança das crianças, a eficácia da sua inteligência artificial, e o seu papel na divulgação de mensagens divisórias e extremistas”, afirmou.

Haugen, que anteriormente divulgou documentos internos da empresa ao The Wall Street Journal, disse que o Facebook esconde que as suas plataformas são prejudiciais para as crianças, fomentam a divisão social e minam a democracia.

 

 

Nas últimas semanas, , o sistema de “cross check” da empresa que tem cerca de 2,8 mil milhões de usuários ativos mensalmente , isentou alguns utilizadores “de alto perfil” das regras habituais do Facebook, noticiou esta semana o Wall Street Journal.

No início deste ano, o Facebook voltou a estar nas machetes depois de anunciar  que removeria conteúdo que abordasse de forma prejurativa a morte de George Floyd-

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