Facebook fez pouco pela batalha contra ódio e desinformação? Eurodeputados querem “mão pesada” sobre o caso

Dois membros do parlamento europeu pediram uma investigação, sobre as alegações de uma denunciante, que alega que o Facebook  deu prioridade aos lucros, em detrimento do bem público, concretizado em medidas que banam conteúdos de ódio e propagadores de desinformação.

Fábio Carvalho da Silva

Dois membros do parlamento europeu pediram uma investigação, sobre as alegações de uma denunciante, que alega que o Facebook  deu prioridade aos lucros, em detrimento do bem público, concretizado em medidas que banam conteúdos de ódio e propagadores de desinformação.

A denunciante, Frances Haugen, antiga funcionária da rede social, partilhou documentos internos com jornais e procuradores-gerais de vários Estados dos EUA.

Para o eurodeputado dinamarquês Christel Schaldemose, entrevistado pela Reuters, “as revelações que agora surgem são uma prova que não podemos deixar que estes gigantes empresariais se autorregulem”.

Schaldemose é o principal impulsionador, dentro do parlamento europeu e relator da comissão para a nova Lei de Serviços Digitais, anunciada pela Comissão Europeia em dezembro do ano passado que exige que as empresas de tecnologia façam mais para combater o conteúdos ilegais,

“Os documentos finalmente colocaram todos os factos sobre a mesa, o que nos permite adotar uma Lei de Serviços Digitais mais forte”, disse Alexandra Geese, eurodeputada alemã.

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“É necessário regular qualquer negócio ou empresa que seja a favor da desinformação e que permita a sua rápida disseminação”, sublinhou Geese, citada pela ‘Der Spiegel’.

“Precisamos regular todo o sistema e o modelo de negócio que favoreça a desinformação e a violência sobre o conteúdo factual – e permita sua rápida disseminação”, disse ela.

Geese e Schaldemose fizeram saber que estão ambos em contacto com Haugen.

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