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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Tue, 30 Jun 2026 11:53:21 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
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		<title>Iate de 100 milhões associado a Putin atravessa estreito dinamarquês escoltado por navios russos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:53:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Dinamarca]]></category>
		<category><![CDATA[Graceful]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[Embarcação passou pelo estreito do Grande Belt durante a noite de 29 de junho e seguiu depois junto à ilha de Anholt, rumo a Grenen, no extremo norte da península da Jutlândia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O superiate &#8216;Graceful&#8217;, que vários meios internacionais associam a Vladimir Putin, atravessou águas dinamarquesas escoltado por dois navios de guerra russos, segundo avançou a televisão pública dinamarquesa &#8216;DR&#8217;, citada pelo &#8216;Kyiv Post&#8217;.</p>
<p>A embarcação passou pelo estreito do Grande Belt durante a noite de 29 de junho e seguiu depois junto à ilha de Anholt, rumo a Grenen, no extremo norte da península da Jutlândia.</p>
<p>Segundo a mesma informação, o iate de 80 metros está a ser acompanhado por um contratorpedeiro russo e por um navio de patrulha. Uma embarcação de patrulha dinamarquesa, a &#8216;P521 Freja&#8217;, também está a monitorizar o movimento do comboio naval.</p>
<p>Unidades da guarda costeira alemã e da marinha dinamarquesa acompanham a deslocação por turnos desde a manhã de domingo, num trajeto cuja rota final e destino permanecem desconhecidos.</p>
<p>A passagem do &#8216;Graceful&#8217; pelas águas dinamarquesas ganha relevância por ocorrer num contexto de forte tensão entre a Rússia e a Europa, num momento em que os movimentos de navios russos no Báltico e no Mar do Norte continuam a ser acompanhados de perto pelos países da NATO.</p>
<p>A &#8216;DR&#8217; refere que o transponder AIS do iate está desligado desde 30 de agosto de 2022, o que impede o acompanhamento público da embarcação através dos sistemas habituais de rastreamento marítimo. Apesar disso, o &#8216;Graceful&#8217; terá sido avistado ocasionalmente em São Petersburgo e no mar Báltico.</p>
<p>O iate, avaliado pela &#8216;Forbes&#8217; em cerca de 100 milhões de euros, estaria em reparações em Hamburgo antes da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia. De acordo com os relatos citados, deixou o porto alemão a 7 de fevereiro de 2022, apenas 17 dias antes do início da guerra.</p>
<p>As autoridades militares dinamarquesas indicaram que a monitorização de embarcações estrangeiras e navios militares que atravessam os estreitos dinamarqueses é um procedimento de rotina.</p>
<p>Ainda assim, o facto de o iate associado ao presidente russo circular com escolta militar russa e com o sistema de localização desligado aumenta o interesse sobre o seu percurso, num espaço marítimo estratégico para a segurança do norte da Europa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783606]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Do vendedor transacional ao vendedor consultivo: a inevitável mudança de paradigma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:46:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
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		<category><![CDATA[Páginas Amarelas]]></category>
		<category><![CDATA[Vendedor]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Rui Guedes, Chief Sales Officer da Páginas Amarelas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Rui Guedes, Chief Sales Officer da <u>Páginas Amarelas</u></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante décadas, o papel do vendedor esteve claramente definido. Até aos anos 70, a venda era essencialmente transacional: o foco estava no catálogo de produtos, no fator preço e na capacidade de fechar negócios. O vendedor era o detentor da informação mais atualizada e, em relações de longo prazo com os Clientes, essa assimetria de conhecimento sustentava, em grande parte, o seu poder negocial.</p>
<p>Esse mundo desapareceu.</p>
<p>Hoje, o Cliente chega à conversa comercial informado, comparou alternativas, leu opiniões e, muitas vezes, já tomou uma decisão preliminar. A venda deixou de ser o fim da jornada para passar a ser apenas um dos seus momentos. Como defende Philip Kotler, vivemos a era da advocacia do Cliente: <em>o verdadeiro valor não está na transação isolada, mas na capacidade de gerar relações que transformam </em>Clientes <em>em promotores da marca</em>. Esta visão é reforçada por Roberto Madruga, ao sublinhar <em>o papel dos </em>Clientes <em>como verdadeiros propulsores do crescimento do negócio.</em></p>
<p>A passagem do chamado <em>hard-selling </em>para o <em>soft-selling </em>não é apenas uma mudança de estilo &#8211; é uma mudança estrutural na forma como se cria valor. Neste novo contexto, o vendedor é um parceiro de decisão e vender deixou de ser convencer, passou a ser compreender.</p>
<p>O vendedor consultivo distingue-se, antes de mais, pela sua capacidade de escuta ativa e empatia. Saber ouvir, interpretar necessidades explícitas e implícitas e adaptar a proposta ao contexto real do Cliente tornou-se uma competência central. Não se trata de seguir um guião rígido, mas de construir uma conversa relevante, baseada na realidade concreta de quem está do outro lado da mesa e adaptada à sua cultura organizacional.</p>
<p>A esta dimensão humana soma-se uma crescente literacia na utilização de dados. A tecnologia colocou à disposição das Equipas comerciais uma quantidade sem precedentes de informação: históricos de compras, padrões de comportamento, indicadores de desempenho, dados de mercado. O vendedor moderno precisa de saber ler, interpretar e transformar esses dados em <em>insights </em>acionáveis, capazes de enriquecer a proposta de valor e antecipar necessidades futuras.</p>
<p>As competências comunicacionais ganham, por isso, uma nova profundidade. Comunicar bem já não é apenas apresentar argumentos de venda, mas explicar valor, gerir expectativas, simplificar a complexidade e criar confiança. Num mercado saturado de mensagens comerciais, a clareza e a relevância tornaram-se diferenciadores decisivos.</p>
<p>Tudo isto converge num ponto essencial: a criação de valor. O vendedor consultivo não se limita a vender um produto ou serviço; ajuda o Cliente a resolver um problema, a melhorar um processo ou a atingir um objetivo. Quando o Cliente percebe esse valor, a decisão deixa de ser puramente baseada no preço e passa a assentar na confiança e na perceção de benefício real.</p>
<p>Esta evolução tem conduzido, inevitavelmente, à profissionalização da profissão. O improviso cede lugar à preparação, à formação contínua e ao desenvolvimento de competências transversais. Vender é hoje uma disciplina que cruza estratégia, psicologia, análise de dados e comunicação.</p>
<p>A tecnologia surge aqui como uma poderosa aceleradora desta mudança. Ferramentas de CRM, automação comercial, inteligência artificial e plataformas de análise não substituem o vendedor &#8211; ampliam-no. Libertam tempo de tarefas administrativas e permitem que o foco se concentre no que realmente importa: no relacionamento, na análise e na personalização da abordagem.</p>
<p>A mudança de paradigma está em curso e é irreversível. As organizações que continuarem a olhar para a venda como um ato isolado, desconectado da experiência global do Cliente, arriscam-se a perder relevância. Já aquelas que investem no desenvolvimento de vendedores consultivos estão a construir relações duradouras, sustentáveis e mutuamente vantajosas.</p>
<p>No final do dia, vender continua a ser uma atividade profundamente humana. A diferença é que, hoje, o sucesso não se mede apenas pelo fecho da venda, mas pela capacidade de continuar presente, relevante e recomendado depois dela.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Rui Guedes, Chief Sales Officer da Páginas Amarelas]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Como podemos recuperar a confiança no mundo digital?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/como-podemos-recuperar-a-confianca-no-mundo-digital/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:41:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
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		<category><![CDATA[digital]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Nick Pickles, Chief Policy Officer na Tools for Humanity  ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Nick Pickles, Chief Policy Officer na Tools for Humanity</strong> <strong> </strong></em></p>
<p>Há situações que já não pertencem ao futuro. A simulação de presença humana entrou no nosso quotidiano através de bots e <em>deepfakes, </em>como uma das burlas que está a ganhar escala nos últimos meses e que combina mensagens fraudulentas com chamadas que recorrem a clonagem de voz por Inteligência Artificial (IA).  É hoje possível replicar a voz de um familiar, de um colega ou de qualquer interlocutor institucional, com precisão suficiente para manipular pessoas a tomar decisões em tempo real. O que antes exigia sistemas complexos está agora disponível a baixo custo, com elevada qualidade. A simulação humana tornou-se acessível, escalável e convincente no mundo digital.</p>
<p>A internet foi construída sobre uma premissa simples: a capacidade de ligar pessoas à escala global. Essa ligação assentou durante anos numa ideia simples: por trás de cada interação, existia sempre uma pessoa do outro lado. No entanto, essa premissa deixou de ser fiável. A infraestrutura que aproximou o mundo levanta hoje uma fragilidade difícil de ignorar: sabemos, de facto, o que está do outro lado?</p>
<p>A evolução da IA e a sofisticação dos sistemas automatizados alteraram este equilíbrio e o problema já não está no volume do que circula online, mas na origem do que é produzido e consumido. Quando essa origem deixa de ser clara, a experiência digital muda de forma imediata. Instala-se um filtro permanente de dúvida: lemos com mais ceticismo, respondemos com mais distância e participamos menos. Não porque tudo seja falso, mas porque deixou de ser transparente de onde vem.</p>
<p>O resultado é um espaço digital que já não se baseia na confiança como princípio fundamental. Por isso, a resposta dominante continua a ser reativa: detetar, remover, corrigir. Esse modelo funcionou enquanto a presença automatizada era residual. Hoje, reagir já não responde à velocidade do que é gerado automaticamente. O conceito de prova de humanidade deixou de ser uma ideia teórica para passar a ser uma necessidade operacional. Já não basta saber que existe alguém do outro lado. É preciso garantir que esse alguém é, efetivamente, um ser humano e não um sistema automatizado a agir como tal.</p>
<p>Na prática, isto implica mudar o ponto de partida da interação digital. Em vez de validar depois do impacto, este mecanismo é associado ao momento em que a interação acontece. O objetivo não é identificar pessoas, mas assegurar que existe presença humana no início de qualquer relação e interação digital. Esta mudança altera a lógica do sistema: a confiança deixa de ser uma consequência e passa a ser um requisito de funcionamento. E este não é um pressuposto totalmente novo. Todos nós já “provámos que não somos um robot”. O problema é que a IA já os ultrapassa com facilidade. Mas o desafio tornou-se mais complexo: hoje, não são apenas bots a tentar imitar humanos. São agentes de inteligência artificial &#8211; programas autónomos que navegam a web, fazem compras, preenchem formulários e tomam decisões em nosso nome. Quando um agente age online, os serviços com que interage não têm forma fiável de saber se existe uma pessoa real por trás desse agente &#8211; ou simplesmente outro sistema automatizado. É por isso que está a emergir um novo conceito no ecossistema tecnológico: a ideia de que qualquer ação digital relevante deve poder ser associada a um ser humano verificável. Não para identificar quem é essa pessoa, mas para garantir que existe, de facto, presença humana por detrás da interação.</p>
<p>Naturalmente, esta abordagem levanta questões críticas. Quem controla essa verificação? Como se mantém o anonimato num ambiente que exige validação? Como evitar que a segurança se transforme em vigilância? A resposta reside em tecnologias que permitem provar que somos humanos sem que tenhamos de entregar a nossa identidade ou dados pessoais a cada site que visitamos. É a privacidade como base da segurança.</p>
<p>Durante anos, o debate sobre a internet centrou-se em crescimento, velocidade e acesso. Hoje, isto já não resolve o problema central em que vivemos. O desafio deixou de ser ligar pessoas, e passou a ser garantir que essa ligação acontece realmente entre pessoas.</p>
<p>Provar a nossa humanidade é a condição estrutural para recuperarmos o digital. Precisamos de um território digital onde possamos voltar a interagir com a mesma certeza com que olhamos alguém nos olhos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Nick Pickles, Chief Policy Officer na Tools for Humanity  ]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Nem a Alemanha escapa ao calor extremo: elétricos parados por causa de juntas derretidas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/nem-a-alemanha-escapa-ao-calor-extremo-eletricos-parados-por-causa-de-juntas-derretidas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:40:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[calor extremo]]></category>
		<category><![CDATA[Leipzig]]></category>
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					<description><![CDATA[Na Alemanha, a cidade de Leipzig teve de interromper parte do serviço de elétricos depois de o calor ter derretido material nas juntas dos carris]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A onda de calor extrema que atinge grande parte da Europa está a provocar efeitos pouco habituais em países menos preparados para temperaturas tão elevadas. Na Alemanha, a cidade de Leipzig teve de interromper parte do serviço de elétricos depois de o calor ter derretido material nas juntas dos carris.</p>
<p>Segundo o ‘20 Minutos’, a operadora de transportes LVB explicou que as temperaturas excecionalmente altas fizeram com que a argamassa usada nas juntas derretesse, escorresse ou se acumulasse em pontos-chave da rede, afetando desvios e linhas.</p>
<p>A empresa sublinhou que não foram os carris metálicos a derreter, mas sim o material selante aplicado nas juntas. Ainda assim, o problema foi suficiente para obrigar à interrupção do serviço durante o fim de semana.</p>
<p>Os funcionários da operadora tiveram de limpar os elétricos e remover a argamassa derretida para permitir a retoma da circulação. A situação não ficou limitada a Leipzig: incidentes semelhantes foram reportados noutras cidades alemãs, incluindo Nuremberga, Essen e Bremen.</p>
<p>O episódio ilustra o impacto da vaga de calor sobre infraestruturas urbanas concebidas para um clima menos extremo. Sistemas de transporte, escolas, espaços públicos e serviços urbanos estão sob pressão em várias zonas da Europa Central e Oriental, onde temperaturas acima dos 40 graus continuam a bater recordes.</p>
<p>A Alemanha registou no passado domingo um novo máximo histórico de temperatura, com 41,7 graus Celsius em Coschen, uma localidade do município de Neissemünde, no leste de Brandeburgo, estado que envolve Berlim.</p>
<p>De acordo com a emissora pública &#8216;ARD&#8217;, que cita o Serviço Meteorológico Alemão, o valor superou o recorde anterior de 41,5 graus, registado no passado sábado em Drewitz, no município de Möckern, também no leste da Alemanha.</p>
<p>O recorde histórico já tinha sido batido na sexta-feira, pela primeira vez desde 2019, quando os termómetros chegaram aos 41,3 graus em Saarbrücken, no oeste do país.</p>
<p>Os registos de Saarbrücken, Drewitz e Coschen ultrapassaram o anterior máximo nacional de 41,2 graus, alcançado em julho de 2019 em Tönisvorst e Duisburgo.</p>
<p>A sucessão de recordes mostra a intensidade da atual vaga de calor e o seu impacto em regiões onde infraestruturas, habitações e serviços públicos nem sempre estão preparados para temperaturas tão persistentes.</p>
<p>A Organização Mundial da Saúde estimou mais de 1.300 mortes associadas à onda de calor na Europa durante a última semana, num sinal da gravidade do fenómeno para a saúde pública e para a capacidade de resposta das cidades.</p>
<p>Em Leipzig, o caso dos elétricos tornou-se um exemplo concreto de como o calor extremo pode afetar o funcionamento quotidiano das cidades. Quando até as juntas dos carris cedem, a vaga de calor deixa de ser apenas um problema meteorológico e passa a ser também um teste à resistência das infraestruturas europeias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783600]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Hóspedes em alojamento turístico crescem 4% para 3,3 milhões em maio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:35:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O setor do alojamento turístico em Portugal registou em maio 3,3 milhões de hóspedes, um crescimento de 3,9% em termos homólogos, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O setor do alojamento turístico em Portugal registou em maio 3,3 milhões de hóspedes, um crescimento de 3,9% em termos homólogos, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).</p>
<p>O setor registou também uma subida de 2,8% no número de dormidas para oito milhões.</p>
<p>Os proveitos totais ascenderam a 755,7 milhões de euros e os proveitos de aposento a 575,1 milhões de euros (+5,8% e +4,8%, respetivamente).</p>
<p>As dormidas de residentes aumentaram 7,6%, após uma queda de 1,2% em abril, atingindo 2,1 milhões, enquanto as de não residentes cresceram 1,1%, totalizando 5,9 milhões.</p>
<p>Em maio, os dez principais mercados emissores concentraram 76,2% do total de dormidas de não residentes. O mercado britânico manteve-se como principal mercado emissor, com uma quota de 19,0%, apesar de ter prolongado a trajetória de decréscimo, recuando 1,1% (-0,2% em abril).</p>
<p>Entre os dez principais mercados emissores, os mercados brasileiro e alemão destacaram-se com os maiores crescimentos (+9,3% e +8,6%, respetivamente). Em contrapartida, o mercado francês registou o maior decréscimo (-11,3%).</p>
<p>Em maio, os maiores aumentos do número de dormidas voltaram a registar-se no Alentejo (+10,0%) e no Norte (+6,7%).</p>
<p>As dormidas de residentes cresceram em todas as regiões, exceto na Região Autónoma dos Açores (-8,0%). Os maiores aumentos registaram-se na Península de Setúbal (+14,0%) e no Alentejo (+12,6%).</p>
<p>No mesmo mês, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se em 84,0 euros (+0,7%) e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 130,9 euros (+2,4%).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783602]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Volkswagen quer cortar 100 mil empregos. Políticos e sindicatos prometem bloquear o plano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:32:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Volkswagen]]></category>
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					<description><![CDATA[Proposta da administração da Volkswagen, revelada pela revista alemã ‘Manager Magazin’, deverá ser apresentada ao conselho de supervisão do grupo em julho]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A classe política alemã está a prometer travar o plano da Volkswagen para cortar até 100 mil empregos e encerrar quatro fábricas no país, numa batalha que coloca o Governo de Friedrich Merz perante a crise cada vez mais profunda da indústria automóvel alemã.</p>
<p>Segundo o &#8216;POLITICO&#8217;, a proposta da administração da Volkswagen, revelada pela revista alemã ‘Manager Magazin’, deverá ser apresentada ao conselho de supervisão do grupo em julho. O plano, que poderá representar uma das maiores vagas de despedimentos empresariais de sempre, prevê o corte de quase um em cada seis trabalhadores da empresa.</p>
<p>Mas a decisão está longe de depender apenas da administração. A estrutura acionista da Volkswagen dá um peso determinante a políticos e sindicatos, que têm assento no conselho de supervisão e podem bloquear ou alterar profundamente a reestruturação.</p>
<p>A reação política não tardou. O Governo alemão sinalizou oposição aos cortes e prometeu defender os postos de trabalho e as unidades de produção. “O objetivo principal é preservar os locais de produção dos fabricantes alemães e proteger empregos”, afirmou Stefan Kornelius, porta-voz do chanceler Friedrich Merz.</p>
<p>A resistência é particularmente forte na Baixa Saxónia, onde se situa Wolfsburgo, sede histórica da Volkswagen. O estado regional é o segundo maior acionista com direito de voto da empresa, o que dá aos seus representantes um poder relevante sobre decisões estratégicas.</p>
<p>Olaf Lies, ministro-presidente social-democrata da Baixa Saxónia, tem assento no conselho de supervisão da Volkswagen, tal como Julia Willie Hamburg, vice-ministra-presidente do estado e dirigente dos Verdes. Ambos já prometeram resistir ao plano de cortes.</p>
<p>Lies defende que a administração da Volkswagen deve apresentar uma estratégia para recuperar competitividade e quota de mercado, em vez de assentar a resposta à crise em despedimentos e encerramento de fábricas. “A nossa tarefa deve ser garantir que não procuramos soluções através de medidas simplistas como ‘vamos despedir trabalhadores ou fechar locais’”, afirmou à televisão pública ZDF.</p>
<p>A votação no conselho de supervisão estará prevista para 9 de julho. Mas, segundo o &#8216;POLITICO&#8217;, os representantes dos trabalhadores e os políticos estaduais detêm atualmente 11 dos 19 votos, o que torna improvável a aprovação do plano sem alterações substanciais ou garantias adicionais para os trabalhadores.</p>
<p>A pressão sobre a coligação de Merz é também eleitoral. A Alternativa para a Alemanha, AfD, tem explorado a perda de empregos industriais para atacar o Governo e lidera sondagens nacionais, além de surgir particularmente forte em dois estados do antigo leste alemão que terão eleições em setembro.</p>
<p>Alice Weidel, uma das líderes da AfD, afirmou que “a base industrial da Alemanha está a desmoronar-se a um ritmo dramático” e acusou empresas históricas de fugirem à “má gestão económica” do Governo federal.</p>
<p>A crise na Volkswagen tornou-se, assim, um problema político de primeira ordem. Para o Governo, o desafio é prometer a defesa do emprego sem ignorar a realidade económica de um setor automóvel pressionado pela concorrência chinesa, pela transição elétrica, pelos custos elevados e pelas tarifas impostas pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.</p>
<p>A administração da Volkswagen, liderada por Oliver Blume, tem vindo a endurecer a posição. Depois de acordar com os sindicatos o corte de 35 mil empregos até 2030, no final de 2024, o grupo agravou em março a meta para 50 mil postos de trabalho. Agora, a possibilidade de duplicar esse número para 100 mil provocou uma reação política muito mais forte.</p>
<p>Em comunicado enviado ao &#8216;POLITICO&#8217;, a Volkswagen disse não comentar documentos internos e confidenciais, mas reconheceu que todo o grupo, incluindo marcas e subsidiárias, terá de passar por uma “transformação profunda”. A empresa afirmou ainda que a administração tem trabalhado nos últimos meses num plano estratégico de reestruturação.</p>
<p>Um dos cenários mais sensíveis será a eventual separação de partes da empresa numa nova entidade. Especialistas admitem que esse modelo poderia dar à administração maior liberdade para decidir sobre fábricas e empregos, reduzindo o peso das atuais regras de governação, da participação pública e da representação sindical.</p>
<p>Helena Wisbert, professora de economia automóvel na Ostfalia University of Applied Sciences, considerou que uma tentativa desse tipo seria “muito radical” e difícil de concretizar, porque teria de ser aprovada pelo atual conselho de supervisão. Ainda assim, se a opção estiver realmente em cima da mesa, isso mostraria “quão intensa é atualmente a pressão para cortar custos”.</p>
<p>Para Grant Hendrik Tonne, ministro da Economia da Baixa Saxónia, o estado espera que a administração da Volkswagen apresente “um plano viável para o futuro”. “O encerramento de fábricas não é um plano para o futuro e, por isso, é inaceitável”, afirmou ao POLITICO.</p>
<p>O confronto em torno da Volkswagen expõe o dilema alemão: a classe política promete salvar empregos e fábricas, mas a maior fabricante automóvel do país diz precisar de uma transformação profunda para enfrentar uma realidade económica cada vez mais dura.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783594]]></sapo:autor>
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		<title>Cinquenta eurodeputados exigem investigação da FIFA ao presidente Infantino por Prémio da Paz entregue a Trump</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:22:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[fifa]]></category>
		<category><![CDATA[Gianni Infantino]]></category>
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					<description><![CDATA[Prémio foi entregue por Infantino a Trump a 5 de dezembro de 2025. Três dias depois, a FairSquare apresentou a queixa inicial, contestando a criação e atribuição da distinção]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cinquenta deputados do Parlamento Europeu querem que a FIFA investigue o seu presidente, Gianni Infantino, por alegadas violações das regras de neutralidade política da própria federação internacional de futebol.</p>
<p>Segundo o &#8216;POLITICO&#8217;, os eurodeputados subscreveram uma carta em apoio a uma queixa apresentada pela organização de direitos humanos FairSquare, que pede ao comité de ética da FIFA para analisar a decisão de criar um Prémio FIFA da Paz anual e de atribuir a distinção inaugural ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.</p>
<p>O prémio foi entregue por Infantino a Trump a 5 de dezembro de 2025. Três dias depois, a FairSquare apresentou a queixa inicial, contestando a criação e atribuição da distinção.</p>
<p>De acordo com o &#8216;POLITICO&#8217;, os críticos do presidente da FIFA consideraram a decisão uma tentativa de aproximação ao presidente dos EUA. A federação reconheceu ter recebido a queixa em dezembro, mas ainda não respondeu à carta dos eurodeputados.</p>
<p>Barry Andrews, eurodeputado do grupo Renew e autor da carta, afirmou que o Mundial “deve unir o mundo” e defendeu que, quando o presidente da FIFA “favorece um presidente em detrimento de outro”, coloca a própria organização e o torneio em causa.</p>
<p>Na carta, os eurodeputados defendem que a queixa representa uma oportunidade para a FIFA demonstrar compromisso com a neutralidade política, a transparência e a responsabilização.</p>
<p>Em causa estão declarações públicas de Infantino em apoio a Trump e a decisão de criar um prémio que não terá sido comunicada previamente ao Conselho da FIFA. Os deputados argumentam que estes atos podem violar os estatutos da federação, que estabelecem que a FIFA deve manter-se neutral em matérias políticas e religiosas.</p>
<p>“Com os olhos do mundo postos na FIFA este verão, a organização deve dar resposta à queixa ética da FairSquare”, lê-se na carta citada pelo &#8216;POLITICO&#8217;.</p>
<p>O caso surge num momento de escrutínio acrescido sobre a federação internacional, que já tinha sido criticada por eurodeputados devido à atribuição do Mundial&#8217;2034 à Arábia Saudita, país alvo de preocupações recorrentes em matéria de direitos humanos.</p>
<p>Na altura, legisladores europeus acusaram a FIFA de estar a comprometer os seus próprios princípios ao escolher a Arábia Saudita como anfitriã do torneio. Um responsável da federação rejeitou posteriormente essas críticas.</p>
<p>Barry Andrews sublinhou que os eurodeputados não estão a pedir uma conclusão antecipada, mas sim uma investigação formal. “Estamos apenas a pedir que o Comité de Ética da FIFA investigue plenamente a atribuição do primeiro Prémio FIFA da Paz ao presidente Trump e garanta que o devido processo é cumprido”, afirmou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783582]]></sapo:autor>
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		<title>Plataforma robótica da Hyundai vence distinção internacional de design e inovação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:07:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Hyundai]]></category>
		<category><![CDATA[MobED]]></category>
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		<category><![CDATA[Red Dot Design Award 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[Distinção reconhece o design inovador da MobED, a sua aplicabilidade em contexto real e a forma como a plataforma combina engenharia avançada, controlo baseado em Inteligência Artificial e uma abordagem centrada no utilizador]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A plataforma de robótica móvel MobED, desenvolvida pelo Hyundai Robotics LAB, foi distinguida com o prémio “Winner” na categoria Product Design dos Red Dot Design Award 2026, um dos mais prestigiados concursos internacionais de design.</p>
<p>A distinção reconhece o design inovador da MobED, a sua aplicabilidade em contexto real e a forma como a plataforma combina engenharia avançada, controlo baseado em Inteligência Artificial e uma abordagem centrada no utilizador.</p>
<p>A MobED, sigla de Mobile Eccentric Droid, foi concebida como uma plataforma robótica móvel de nova geração, capaz de operar em diferentes superfícies e contextos de utilização. O objetivo passa por responder aos desafios da mobilidade em ambientes reais, incluindo espaços do quotidiano, áreas logísticas, serviços de entrega, inspeção e soluções de mobilidade autónoma.</p>
<p>“A questão nunca foi saber se a tecnologia funciona, mas sim se funciona para as pessoas, em contexto real e à escala. Com este reconhecimento atribuído à Hyundai MobED pelos Red Dot Design Award, demonstramos precisamente essa capacidade”, afirmou Minwoo Park, presidente e responsável pela divisão AVP da Hyundai Motor Group.</p>
<p>Segundo o responsável, a MobED representa “Inteligência Artificial Física aplicada à prática”, reforçando a ambição da Hyundai de continuar a alargar os limites desta tecnologia.</p>
<p>A plataforma assenta na filosofia de design “Refined Edge”, desenvolvida pelo Robotics LAB da Hyundai Motor Group. Esta abordagem procura integrar sistemas robóticos de forma natural nos ambientes do quotidiano, privilegiando uma interação mais intuitiva, acessível e inspiradora de confiança.</p>
<p>A MobED incorpora a tecnologia proprietária Drive and Lift, da Hyundai, e um mecanismo de rodas excêntricas que permite manter elevados níveis de estabilidade ao ultrapassar pisos irregulares, inclinações ou passeios.</p>
<p>Esta solução amplia o potencial de utilização da robótica móvel para lá dos ambientes interiores controlados, permitindo que a plataforma opere em cenários mais dinâmicos e próximos das condições reais de utilização.</p>
<p>Além da componente mecânica, a MobED combina sistemas de controlo baseados em Inteligência Artificial, capazes de adaptar o funcionamento da plataforma a diferentes contextos. A Hyundai aponta aplicações em logística, entregas, inspeção e mobilidade autónoma.</p>
<p>A distinção atribuída pelos Red Dot Design Award destaca o equilíbrio entre inovação tecnológica e design funcional, num projeto que reforça a visão da Hyundai Motor Group para uma mobilidade que vai além do automóvel tradicional.</p>
<p>Enquanto plataforma modular e escalável, a MobED representa a aposta da Hyundai num ecossistema de mobilidade em que a robótica desempenha um papel central na ligação entre pessoas, serviços e infraestruturas.</p>
<p>A plataforma foi apresentada pela primeira vez como protótipo na CES 2022 e evoluiu posteriormente para uma versão pronta para produção, revelada na International Robot Exhibition 2025. Esta evolução reflete a maturidade tecnológica e de design alcançada pelo projeto.</p>
<p>Criados em 1955 e organizados pelo Design Zentrum Nordrhein Westfalen, na Alemanha, os Red Dot Design Award distinguem projetos nas áreas de produto, comunicação e conceito. As candidaturas são avaliadas por um júri independente de especialistas internacionais, tendo em conta critérios como inovação, funcionalidade, qualidade e excelência de design.</p>

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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783565]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Luís Portela distinguido com Doutoramento Honoris Causa pela Universidade Portucalense</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:01:29 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O fundador e presidente da Fundação Bial, Luís Portela, foi distinguido com o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade Portucalense, numa cerimónia solene que decorreu na Aula Magna da instituição, no Porto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O fundador e presidente da Fundação Bial, Luís Portela, foi distinguido com o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade Portucalense, numa cerimónia solene que decorreu na Aula Magna da instituição, no Porto.</p>
<p>A distinção foi atribuída no contexto das comemorações do 40.º aniversário da universidade e contou com a presença do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, sublinhando o carácter institucional do momento.</p>
<p>Segundo a Universidade Portucalense, o reconhecimento destaca o percurso de Luís Portela nas áreas da ciência, inovação e liderança empresarial. Ao longo da sua carreira, teve um papel relevante na internacionalização da indústria farmacêutica portuguesa através da empresa Bial e na promoção da investigação científica e biomédica através da Fundação Bial.</p>
<p>Esta distinção junta-se a um conjunto de outras atribuições académicas já concedidas a Luís Portela, que soma agora cinco doutoramentos Honoris Causa. Entre eles estão os atribuídos pela Faculdade de Medicina de Cádis, em Espanha, pela Universidade do Porto, pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, e pela Universidade de Lisboa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783568]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Conselho de Educação recomenda turmas mais diversas e reforço do ensino de português para integrar alunos migrantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre as recomendações está também a possibilidade de rever as regras de acesso ao ensino superior, de forma a evitar que alunos migrantes não falantes de português, integrados tardiamente no sistema de ensino, sejam penalizados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Conselho Nacional de Educação recomenda que as escolas garantam turmas mais inclusivas e diversas, evitando a criação de grupos segregados formados apenas por alunos migrantes. O objetivo é assegurar que estes estudantes mantêm contacto regular com colegas que têm o português como língua materna, uma dimensão considerada essencial para a integração escolar e linguística.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o Público, a recomendação consta de um parecer publicado recentemente em Diário da República, aprovado no final de maio, na última sessão presidida por Domingos Fernandes, cujo mandato terminou a 9 de junho.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Conselho Nacional de Educação é um órgão independente que emite pareceres e recomendações por iniciativa própria ou em resposta a pedidos da Assembleia da República e do Governo. O seu presidente é eleito pelo Parlamento.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Regras de acesso ao ensino superior podem ser revistas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as recomendações está também a possibilidade de rever as regras de acesso ao ensino superior, de forma a evitar que alunos migrantes não falantes de português, integrados tardiamente no sistema de ensino, sejam penalizados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em causa estão estudantes que entram no sistema educativo português no 3.º ciclo do ensino básico ou no ensino secundário. Atualmente, as provas de acesso exigidas pelas universidades não incluem o exame de Português Língua Não Materna, conhecido como PLNM.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Público, os conselheiros sublinham que as aprendizagens essenciais da disciplina de Português, pensadas para falantes nativos, diferem substancialmente das aprendizagens de Português Língua Não Materna.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>CNE defende mais acesso ao Português Língua Não Materna</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Conselho Nacional de Educação recomenda ainda que o número mínimo de alunos exigido para formar turmas de PLNM não seja rígido. A intenção é garantir o acesso efetivo à disciplina a todos os estudantes que dela precisam.</p>
<p class="isSelectedEnd">O parecer alerta também para a necessidade de evitar turmas com alunos que apresentam níveis de proficiência linguística muito diferentes, uma situação que pode dificultar o ensino e comprometer a aprendizagem.</p>
<p class="isSelectedEnd">O CNE defende a possibilidade de formar turmas de PLNM com dimensão inferior aos mínimos atualmente exigidos, a disponibilização de instrumentos adequados para avaliar o nível de proficiência linguística de alunos mais novos e o reforço das orientações dadas às escolas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Alunos migrantes mais do que triplicaram em Portugal</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O parecer parte de um diagnóstico claro: o número de alunos migrantes aumentou de forma acentuada em Portugal. Entre 2014 e 2023, estes estudantes mais do que triplicaram apenas no ensino não superior.</p>
<p class="isSelectedEnd">O documento recorda ainda dados do relatório anual do Edulog, da Fundação Belmiro de Azevedo, que alertava para o impacto que uma eventual inversão dos fluxos migratórios poderia ter no sistema educativo. Num prazo de cinco a dez anos, poderia haver consequências no encerramento de escolas, fusão de turmas e contração da rede de ensino superior de 1.º ciclo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2023/2024, foram registadas 184 nacionalidades diferentes nas escolas e agrupamentos do ensino básico e secundário. Em média, nesse ano letivo, cada escola tinha alunos de cerca de 18 nacionalidades.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Mais de um em cada quatro alunos estrangeiros tem conhecimento limitado de português</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2025, de acordo com dados do Ministério da Educação citados no parecer, pouco mais de um em cada quatro alunos estrangeiros matriculados no sistema educativo português tinha um conhecimento de origem limitado da língua portuguesa.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Conselho Nacional de Educação alerta que estes estudantes enfrentam várias dificuldades que devem ser reconhecidas. Entre elas estão uma maior incidência de dificuldades económicas, refletida numa percentagem mais elevada de beneficiários da Ação Social Escolar entre alunos migrantes, e também uma maior incidência de insucesso escolar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma das principais preocupações prende-se com o acesso ao Português Língua Não Materna. Em 2023/2024, cerca de 14 mil alunos frequentaram esta disciplina nas escolas públicas do continente, num universo de 127.903 alunos migrantes.</p>
<p class="isSelectedEnd">O CNE considera que a ausência de informação sobre o número de potenciais beneficiários e sobre o respetivo posicionamento linguístico à chegada impede uma estimativa rigorosa da taxa de cobertura. Ainda assim, os dados sugerem que muitos alunos migrantes não falantes de português não têm acesso a esta medida essencial, beneficiando apenas de apoios pontuais.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Conselho pede mais dados, apoio e mecanismos contra discriminação</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O parecer recomenda ainda a recolha regular de dados sobre alunos migrantes a nível nacional, desde o momento em que chegam à escola.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Conselho Nacional de Educação defende também que estes estudantes devem ter acesso a mecanismos de denúncia de bullying e discriminação, bem como a medidas de apoio e acompanhamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo é melhorar a capacidade de resposta do sistema educativo e garantir que as escolas conseguem identificar necessidades, acompanhar percursos e prevenir situações de exclusão.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Mais professores e formação específica</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os conselheiros defendem que a disciplina de Português Língua Não Materna deve chegar a todos os alunos que não dominam a língua portuguesa. Para isso, sublinham a importância de reforçar os recursos humanos e a formação dos professores.</p>
<p class="isSelectedEnd">O parecer recomenda que seja ponderada a criação de um grupo de recrutamento específico para PLNM. Defende também que sejam clarificadas as condições de acesso para professores de línguas estrangeiras e para profissionais com formação pós-graduada na área do ensino de português como língua estrangeira.</p>
<p class="isSelectedEnd">O CNE sugere ainda o reforço dos apoios a alunos que não estão abrangidos pelo PLNM, incluindo estudantes lusófonos que têm o português como língua materna e de escolarização, mas que podem enfrentar dificuldades devido a diferenças de vocabulário, pronúncia, estruturas sintáticas e referências culturais.</p>
<p>Para o Conselho Nacional de Educação, essas diferenças também podem limitar a inclusão e comprometer o desenvolvimento das aprendizagens, razão pela qual devem ser reconhecidas no desenho das respostas educativas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783570]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Média da taxa Euribor sobe em junho a três e seis meses e desce a 12 meses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:48:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A média mensal da taxa Euribor, elemento essencial para o cálculo da maioria das prestações no crédito à habitação com componente variável, subiu em junho a três e seis meses, mas desceu a 12 meses.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A média mensal da taxa Euribor, elemento essencial para o cálculo da maioria das prestações no crédito à habitação com componente variável, subiu em junho a três e seis meses, mas desceu a 12 meses.</p>
<p>Com as variações de hoje, a média mensal da Euribor a seis meses ao longo de junho avançou 0,060 pontos percentuais face a maio, subindo para 2,596%.</p>
<p>Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a abril indicam que a Euribor a seis meses representava 39,56% do &#8216;stock&#8217; de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.</p>
<p>Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,53% e 24,55%, respetivamente.</p>
<p>Já a Euribor a 12 meses teve uma descida de 0,006 pontos face a maio, recuando para 2,798%.</p>
<p>A três meses, esta taxa teve o maior aumento, ao subir 0,113 pontos, fechando o mês com um valor médio de 2,339%.</p>
<p>Hoje, e face à véspera, a Euribor subiu a três meses e desceu a seis e 12 meses.</p>
<p>No prazo mais curto, a subida face a segunda-feira foi de 0,007 pontos, para 2,324%.</p>
<p>Na taxa Euribor a seis meses houve uma descida de 0,027 pontos em relação à véspera, para 2,568%, enquanto no prazo mais longo a descida foi de 2,732% para 2,728%.</p>
<p>Em 11 de junho, como antecipado pelo mercado, o BCE decidiu na reunião de política monetária subir, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente em 0,25 pontos percentuais.</p>
<p>Na anterior reunião, em 30 de abril, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como também tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.</p>
<p>A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 22 e 23 de julho em Frankfurt.</p>
<p>As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783561]]></sapo:autor>
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		<title>Há 181 mil milionários em Portugal: riqueza cresce no topo, mas cai para a maioria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:48:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Global Wealth Report 2026]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[UBS]]></category>
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					<description><![CDATA[Aumento da riqueza no topo contrasta com a evolução da riqueza mediana, que recuou desde o início da pandemia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal ganhou 6.000 novos milionários em dólares em 2025, elevando para 181 mil o número de adultos no país com património superior a um milhão de dólares, cerca de 878 mil euros. Mas o aumento da riqueza no topo contrasta com a evolução da riqueza mediana, que recuou desde o início da pandemia.</p>
<p>A conclusão consta do &#8216;Global Wealth Report 2026&#8217;, publicado pelo banco suíço UBS, que aponta para uma tendência de crescente desigualdade patrimonial em Portugal e noutras economias avançadas.</p>
<p>Entre 2020 e 2025, a riqueza média por adulto em Portugal aumentou cerca de 7%. No mesmo período, porém, a riqueza mediana, considerada uma medida mais próxima da realidade financeira do cidadão típico, caiu 4,4%.</p>
<p>A diferença entre os dois indicadores é central para perceber a evolução da riqueza no país. A riqueza média pode subir quando os ganhos se concentram num grupo reduzido de pessoas muito ricas. Já a riqueza mediana mostra o ponto intermédio da distribuição, ou seja, separa a metade da população com menos património da metade com mais património.</p>
<p>O UBS alerta que “um pequeno grupo de indivíduos particularmente ricos pode facilmente inflacionar a riqueza média de uma nação, fazendo com que a sua população pareça mais rica do que realmente é”.</p>
<p>Em Portugal, esta divergência ajuda a explicar o retrato traçado pelo relatório: o país está mais rico em termos agregados, mas essa melhoria não se reflete da mesma forma na situação patrimonial da maioria dos adultos.</p>
<p>O número de milionários em dólares subiu de 175 mil para 181 mil num ano. O acréscimo de 6.000 novos milionários é quase o dobro do registado entre 2023 e 2024 e acompanha a tendência global de crescimento da riqueza no topo.</p>
<p>Ainda assim, Portugal continua perto do fim da lista da UBS entre 30 economias avançadas analisadas em termos de densidade de milionários. Apenas 2,1% dos adultos portugueses entram nesta categoria, com uma riqueza combinada estimada em 451,5 mil milhões de dólares, cerca de 396 mil milhões de euros.</p>
<p>Portugal surge também na 26.ª posição entre as 30 economias analisadas, tanto em riqueza média como em riqueza mediana, mantendo-se abaixo da média da Europa Ocidental e atrás de Espanha. O país vizinho tem mais de um milhão de milionários em dólares.</p>
<p><strong>Riqueza em casas, mas pouca liquidez</strong></p>
<p>O perfil patrimonial português ajuda a explicar parte desta evolução. Segundo o UBS, apenas 37% da riqueza bruta das famílias portuguesas está aplicada em ativos financeiros, como ações, fundos de investimento ou outros instrumentos de mercado.</p>
<p>A maior parte da riqueza das famílias está concentrada em imobiliário residencial. Esta é uma das proporções mais baixas de riqueza financeira entre os países analisados, próxima da registada em Espanha e na Grécia.</p>
<p>Nos Estados Unidos, por comparação, quase 79% da riqueza das famílias está investida em ativos financeiros. Esta diferença torna os agregados portugueses mais dependentes da valorização das casas e menos expostos aos ganhos gerados pelos mercados acionistas.</p>
<p>A subida dos preços da habitação fez crescer o património em papel de muitos proprietários e ajudou alguns a ultrapassar o limiar de milionário em dólares. Mas esse aumento não significa necessariamente maior rendimento disponível ou liquidez.</p>
<p>O UBS sublinha que, para a maioria das pessoas, a casa própria representa o maior ativo. Quando os preços do imobiliário sobem, o património aumenta contabilisticamente, mas esse ganho só se transforma em dinheiro se o imóvel for vendido. E, nesse caso, coloca-se depois outro problema: onde viver ou comprar a seguir, num mercado igualmente valorizado.</p>
<p>O relatório aponta ainda para o baixo nível relativo de endividamento das famílias portuguesas, equivalente a 11,4% da riqueza bruta. Este dado reflete hábitos de crédito mais conservadores, mas também reforça a leitura de um país onde a riqueza continua muito assente no património imobiliário.</p>
<p>Para o UBS, o crescimento futuro da riqueza dependerá cada vez mais do acesso a investimentos financeiros e da capacidade das famílias diversificarem para lá da habitação.</p>
<p><strong>No mundo, quase um milhão de novos milionários num ano</strong></p>
<p>A evolução portuguesa surge num contexto de forte crescimento global da riqueza. Em 2025, quase um milhão de pessoas passaram a ser milionárias em dólares, o equivalente a mais de 2.600 novos milionários por dia.</p>
<p>A riqueza pessoal global aumentou 10,8% em 2025, o ritmo anual mais rápido desde 2017 e o terceiro ano consecutivo de crescimento. Os maiores ganhos foram registados na Europa, Médio Oriente e África, onde a riqueza aumentou 17,5%, seguidos das Américas, com 8,5%, e da Ásia-Pacífico, com 5,9%.</p>
<p>Segundo os economistas do UBS, a riqueza acumulada pelas famílias teve um papel mais importante do que o esperado no apoio à economia global. Quando os preços do petróleo subiram inicialmente após o conflito no Golfo, havia receios de uma travagem forte no consumo. Em vez disso, muitas famílias recorreram a poupanças acumuladas em anos anteriores e beneficiaram de balanços patrimoniais mais sólidos.</p>
<p>A inteligência artificial foi outro dos grandes motores de criação de riqueza em 2025, sobretudo através da valorização dos mercados acionistas. Países com forte exposição a empresas tecnológicas e maior participação das famílias no mercado de capitais, como os Estados Unidos, a Coreia do Sul e a China, beneficiaram mais dos ganhos associados à IA.</p>
<p>Mas estes ganhos voltaram a concentrar-se sobretudo nas famílias mais ricas, que tendem a deter uma fatia maior do património em ações e outros ativos financeiros.</p>
<p>O UBS defende que a criação de riqueza “não é um jogo de soma zero”, ou seja, pode ocorrer em vários grupos de rendimento ao mesmo tempo. Ainda assim, reconhece que os agregados com maior exposição aos mercados financeiros acumulam riqueza mais rapidamente.</p>
<p>O relatório estima que apenas 1,5% da população mundial controla atualmente quase metade da riqueza global das famílias. O dado mostra que, mesmo num ano de forte criação de riqueza, a distribuição dos ganhos permanece muito desigual.</p>
<p><strong>Portugal fica exposto ao velho problema: casas sobem, mas rendimento não acompanha</strong></p>
<p>O caso português ilustra uma tensão cada vez mais evidente. A valorização do imobiliário aumenta a riqueza contabilística de muitos proprietários, mas não melhora necessariamente a capacidade financeira do cidadão típico.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a menor participação em ativos financeiros faz com que muitas famílias portuguesas beneficiem menos dos ganhos gerados por bolsas, tecnologia e inteligência artificial, que foram motores importantes do crescimento global da riqueza em 2025.</p>
<p>O resultado é um país onde há mais milionários em dólares, mas onde a riqueza mediana caiu desde 2020. A leitura do UBS é clara: Portugal está a criar riqueza, mas essa criação não está a chegar de forma uniforme à população.</p>
<p>O desafio passa agora por saber se as famílias portuguesas conseguirão diversificar melhor o património, aumentar a exposição a instrumentos financeiros e reduzir a dependência quase estrutural da casa própria como principal forma de acumulação de riqueza.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783548]]></sapo:autor>
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		<title>Dinheiro enviado para paraísos fiscais sobe para 9.400 ME em 2025 com Suíça no topo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:43:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As transferências de clientes com contas bancárias em Portugal para instituições financeiras localizadas em paraísos fiscais aumentaram 16,4% em 2025, para 9.400 milhões de euros, com a Suíça como primeiro destino dos fluxos, segundo estatísticas do fisco.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As transferências de clientes com contas bancárias em Portugal para instituições financeiras localizadas em paraísos fiscais aumentaram 16,4% em 2025, para 9.400 milhões de euros, com a Suíça como primeiro destino dos fluxos, segundo estatísticas do fisco.</p>
<p>Os dados mais recentes da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) sobre transferências para jurisdições com um regime fiscal considerado mais favorável, publicados hoje no Portal das Finanças, mostram que os fluxos de capitais aumentaram 1.325 milhões de euros num ano, de 8.078,6 milhões de euros em 2024 para 9.403,3 milhões de euros em 2025.</p>
<p>Por força da Lei Geral Tributária, a AT é obrigada a publicar todos os anos no Portal das Finanças informação estatística sobre qual o valor que os clientes com contas bancárias abertas em Portugal transferiram para territórios de baixa ou nula tributação nos quatro anos anteriores, baseando-se nos dados que as instituições financeiras têm de comunicar ao fisco até até ao final do mês de março de cada ano.</p>
<p>Os dados que a AT publicou hoje dizem respeito ao dinheiro transferido entre 2022 e 2025.</p>
<p>No ano passado, o número de operações bancárias cresceu 10,4%, com os clientes portugueses a dar 144.644 ordens de transferências, mais 13,6 mil do que em 2024.</p>
<p>As transferências foram realizadas por 18.244 ordenantes, dos quais 9.629 são pessoas em nome individual e 8.615 são empresas e outras pessoas coletivas.</p>
<p>Embora haja mais particulares a realizar transferências para paraísos fiscais, 87% do valor tem origem em entidades comerciais, toalizando 8.209 milhões. Em contraponto, o montante associado a fluxos de capitais movimentados por pessoas em nome individual vale corresponde a 1.194 milhões de euros.</p>
<p>A lista de territórios de destino em 2025 engloba mais de 70 jurisdições. A Suíça e Hong Kong continuam a ser as duas para onde seguem mais fluxos de capital.</p>
<p>A praça helvética concentra um terço do montante transferido (33,6%), num total de 3.166 milhões de euros, enquanto no centro financeiro da região administrativa especial da China foram colocados 22,2% do total (2.088 milhões de euros).</p>
<p>No terceiro lugar surgem territórios considerados paraísos fiscais nos Estados Unidos da América, num valor que ascende a 879 milhões de euros.</p>
<p>Os Emirados Árabes Unidos, que em 2024 apareciam em terceiro lugar como destino das transferências, surgem agora em quarto. Em 2025, foram para ali transferidos 767 milhões de euros.</p>
<p>Os territórios imediatamente abaixo na lista são destinatários de fluxos anuais inferiores a 500 milhões de euros, casos de Singapura (475,9 milhões de euros), Macau (314,9 milhões de euros), Maurícias (239,5 milhões) Cabo Verde (157,0 milhões) Liechtenstein (141,9 milhões), Egito (106, 6 milhões) e Mónaco (81,8 milhões).</p>
<p>A maior parcela das operações relativas a 2025 corresponde a transferências de gestão de tesouraria, que incluem transferências executadas para equilibrar saldos, centralizar liquidez ou otimizar fundos empresariais, movimentações gerais de fundos em que o ordenante e o beneficiário final são a mesma entidade ou pessoa, e o envio de dinheiro entre diferentes bancos (desde que não represente o pagamento de uma fatura comercial, serviço ou investimento a um terceiro).</p>
<p>As transferências realizadas para territórios de baixa ou nula tributação ao longo de 2022 a 2025 totalizam 31.800 milhões de euros (31.817.052.737 euros), sendo o valor de 2025 o mais elevado deste período.</p>
<p>Em 2022 foram transferidos 7.410 milhões de euros, em 2023 foram enviados 6.925 milhões, em 2024 os clientes colocaram no exterior 8.079 milhões e em 2025 o valor já passou para os 9.403 milhões agora conhecidos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783553]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Da fusão de 13 empresas a gigante elétrica com 12 mil trabalhadores: EDP assinala hoje meio século de história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:42:12 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[50 anos]]></category>
		<category><![CDATA[EDP]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A EDP assinala hoje o dia do seu 50.º aniversário, num marco que a empresa descreve como simultaneamente um ponto de balanço e de projeção para o futuro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A EDP assinala hoje o dia do seu 50.º aniversário, num marco que a empresa descreve como simultaneamente um ponto de balanço e de projeção para o futuro. Meio século depois da sua criação, o grupo energético destaca a evolução de uma empresa pública portuguesa para uma multinacional presente em vários continentes e centrada nas energias renováveis.</p>
<p>Fundada em 1976, na sequência da fusão de 13 empresas do setor elétrico em Portugal, a EDP nasceu num contexto de reconstrução e modernização do sistema energético nacional. Um dos primeiros grandes objetivos foi a eletrificação do país, através de planos que levaram energia a praticamente todo o território.</p>
<p>Nas décadas seguintes, o investimento em infraestruturas como linhas de transporte, subestações e centrais térmicas e hídricas permitiu acompanhar o crescimento económico e garantir a segurança do abastecimento.</p>
<p>A partir dos anos 90, o grupo iniciou a sua internacionalização, primeiro no Brasil e depois em Espanha, ao mesmo tempo que avançava com a privatização e a entrada em novos mercados e modelos de negócio, incluindo a criação da EDP Comercial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Aposta nas renováveis</strong></p>
<p>O início dos anos 2000 marcou uma mudança estrutural na estratégia do grupo, com o reforço do foco nas energias renováveis e na inovação tecnológica. A criação da EDP Distribuição (atual E-REDES), da EDP Inovação e, mais tarde, da EDP Renewables, consolidou essa transformação.</p>
<p>A entrada da empresa nos Estados Unidos e a expansão em energia eólica e solar colocaram a EDP entre os principais produtores mundiais de energia renovável. A presença em índices internacionais de sustentabilidade reforçou esse posicionamento.</p>
<p>Entre 2010 e 2026, a EDP aprofundou a sua presença global e acelerou o investimento em soluções renováveis, incluindo energia eólica, solar, hídrica e projetos híbridos. Em paralelo, avançou com a descarbonização do portefólio, reduzindo a exposição a centrais a carvão.</p>
<p>Nos últimos anos, o grupo tem também apostado em digitalização, automação e inteligência artificial para reforçar a eficiência e a resiliência das suas operações, incluindo redes elétricas mais inteligentes e sistemas de armazenamento de energia.</p>
<p>Atualmente, cerca de 91% da eletricidade gerada pela EDP tem origem renovável. O grupo opera com uma capacidade instalada de 32,8 GW e gere cerca de 392 mil quilómetros de redes elétricas em vários países.</p>
<p>A empresa conta com mais de 12 mil colaboradores e afirma ter reduzido as emissões em 50% desde 2015, com o objetivo de atingir emissões líquidas zero em 2040.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Impacto social</strong></p>
<p>Para além da produção e distribuição de energia, a EDP sublinha o impacto social da sua atividade. Através de programas como o EDP Y.E.S., o grupo afirma apoiar centenas de projetos por ano em diferentes geografias, com foco em educação, inclusão e desenvolvimento comunitário.</p>
<p>O programa de acesso à energia, iniciado em 2010 no Quénia, tem sido uma das iniciativas mais destacadas no combate à pobreza energética, com projetos em várias regiões do mundo.</p>
<p>A Fundação EDP tem igualmente desempenhado um papel central na área cultural e social, nomeadamente através do MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, e de iniciativas de apoio a comunidades vulneráveis.</p>
<p>“Completar 50 anos é motivo de orgulho, mas representa sobretudo um compromisso com o futuro”, refere Miguel Stilwell d’Andrade, CEO da EDP.</p>
<p>“Se conseguimos tudo isto nos primeiros 50 anos, imagine o que poderemos alcançar nos próximos 50&#8243;, rematou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Publicação incorporada" src="https://www.linkedin.com/embed/feed/update/urn:li:ugcPost:7477642165280743424?collapsed=1" width="504" height="872" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783549]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Portugal vai ter nova fábrica de comboios: primeira unidade sai de Matosinhos em 2029</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:35:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Alstom]]></category>
		<category><![CDATA[CP - Comboios de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[matosinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Pinto Luz]]></category>
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					<description><![CDATA[Fábrica, com 20 mil metros quadrados, deverá estar concluída em 2028 e criar cerca de 300 postos de trabalho diretos, sobretudo para técnicos qualificados]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A construção da nova fábrica de comboios da Alstom em Portugal arrancou esta terça-feira, em Guifões, Matosinhos, com o lançamento da primeira pedra da unidade que vai produzir material circulante para a CP – Comboios de Portugal.</p>
<p>A nova fábrica será desenvolvida em parceria com a DST e deverá permitir reforçar a capacidade industrial nacional no setor ferroviário, numa altura em que Portugal prepara a renovação da frota da CP e novos investimentos na ferrovia.</p>
<p>O primeiro comboio fabricado em Portugal deverá sair da unidade em 2029. A fábrica, com 20 mil metros quadrados, deverá estar concluída em 2028 e criar cerca de 300 postos de trabalho diretos, sobretudo para técnicos qualificados. Estão ainda previstos cerca de 1.000 empregos indiretos associados ao projeto.</p>
<p>A unidade de Guifões deverá produzir 81 automotoras destinadas às linhas suburbanas da CP. Os comboios serão desenvolvidos especificamente para o mercado português e terão três carruagens, com capacidade para 450 passageiros.</p>
<p>As novas composições terão acessos sem degraus, conectividade wi-fi e espaços próprios para cadeiras de rodas e bicicletas, procurando responder às necessidades de mobilidade diária nas áreas suburbanas.</p>
<p>A instalação da fábrica em Portugal enquadra-se no contrato de aquisição de 153 comboios pela CP à Alstom. O contrato inclui 117 comboios no acordo-base e mais 36 unidades adicionais, num investimento total de 1.064 milhões de euros.</p>
<p>Segundo o Governo, trata-se do maior investimento de sempre em material circulante em Portugal. O acordo permite também antecipar os prazos de entrega em quase dois anos, acelerando a renovação da frota da CP.</p>
<p>A concretização da nova fábrica surge depois de um processo de compra de comboios marcado por mais de três anos de atraso. O Executivo apresenta a ferrovia como uma prioridade da política de mobilidade, envolvendo a modernização da infraestrutura, a preparação da alta velocidade, o reforço da CP, a atração de investimento privado e a integração dos transportes.</p>
<p>A aposta pretende responder ao desinvestimento acumulado na ferrovia ao longo das últimas décadas e colocar o transporte ferroviário no centro da estratégia de mobilidade nacional.</p>
<p>“Com a construção da nova fábrica da Alstom em Matosinhos — que cria 300 empregos diretos e entrega o primeiro comboio made in Portugal em 2029 —, o Governo faz da ferrovia o eixo central da mobilidade: é o maior investimento de sempre, com alta velocidade, modernização da CP, material circulante e a reindustrialização do país”, afirmou o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.</p>
<p>Com a nova unidade, Portugal passará a ter capacidade para montar comboios destinados à sua própria rede ferroviária, reforçando competências industriais num setor considerado estratégico para a mobilidade, a descarbonização e a reindustrialização.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783540]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Google condenada a indemnizar vários meios de comunicação franceses em 126 ME</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:32:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Google vai ter de indemnizar várias empresas de comunicação social francesas no valor de 126 milhões de euros, devido a práticas de publicidade 'online' que a justiça considerou violarem as regras da concorrência.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Google vai ter de indemnizar várias empresas de comunicação social francesas no valor de 126 milhões de euros, devido a práticas de publicidade &#8216;online&#8217; que a justiça considerou violarem as regras da concorrência.</p>
<p>De acordo com a decisão do Tribunal de Atividades Económicas de Paris, serão atribuídos 61 milhões de euros à Prisma Media, 26 milhões ao jornal Le Figaro, 11,5 milhões ao grupo editor dos jornais Les Echos e Le Parisien e 27,5 milhões à plataforma de vídeo Dailymotion.</p>
<p>Esses montantes, em qualquer caso, ficam muito aquém dos 570 milhões de euros que os quatro queixosos reclamavam à &#8216;gigante&#8217; norte-americana.</p>
<p>Numa reação à decisão judicial, a Google disse à agência de notícias EFE não concordar com a decisão do tribunal.</p>
<p>&#8220;Estas reclamações por danos e prejuízos baseiam-se em interpretações erradas do setor da tecnologia publicitária (&#8216;ad tech&#8217;), que é uma indústria altamente competitiva e em rápida evolução&#8221;, explicou a empresa.</p>
<p>Ainda assim, a tecnológica norte-americana não especificou se tenciona recorrer da decisão.</p>
<p>Num caso semelhante, em março passado, a Google já tinha sido condenada a pagar uma indemnização de 22,7 milhões de euros ao canal M6 por ter favorecido a própria plataforma de venda de publicidade &#8216;online&#8217; na atribuição de espaços publicitários, em detrimento dos concorrentes.</p>
<p>Na altura, a justiça francesa baseou o acórdão numa decisão da Autoridade da Concorrência, que tinha multado a Google em junho de 2021 com 220 milhões de euros, e noutra da Comissão Europeia, que lhe impôs uma multa de 2.950 milhões de euros no mês de setembro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783541]]></sapo:autor>
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		<title>Famílias escolhem estabilidade: taxa mista atinge recorde histórico no crédito à habitação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:20:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[crédito habitação]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Simplefy]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo a análise da Simplefy, o crédito regular, excluindo renegociações, voltou a superar os 2.000 milhões de euros pelo segundo mês consecutivo, fixando-se acima dos 2.045 milhões de euros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado de crédito à habitação manteve, em abril de 2026, uma trajetória de consolidação robusta, com o montante total de novos contratos a atingir 2.722 milhões de euros. Este é o segundo valor mais elevado do ano e confirma a solidez da procura por financiamento para compra de casa.</p>
<p>Segundo a análise da Simplefy, o crédito regular, excluindo renegociações, voltou a superar os 2.000 milhões de euros pelo segundo mês consecutivo, fixando-se acima dos 2.045 milhões de euros. O dado evidencia uma procura estruturalmente sólida por parte das famílias, num contexto em que o mercado continua a operar em níveis elevados.</p>
<p>A taxa de juro média subiu ligeiramente para 2,86%, depois dos mínimos recentes registados nos meses anteriores. A evolução acompanha a recuperação da Euribor a seis meses, que se fixou em 2,49%, enquanto a taxa do Banco Central Europeu se manteve em 2,15%.</p>
<p>Apesar desta ligeira subida, as condições de financiamento continuam abaixo dos picos observados durante o ciclo de aperto monetário. A taxa média tinha atingido 4,26% em julho de 2023, antes de iniciar uma trajetória de descida gradual.</p>
<p>Um dos dados mais relevantes de abril é o novo máximo histórico da taxa mista, que passou a representar 84,5% dos novos contratos de crédito à habitação. A tendência confirma a preferência crescente das famílias por soluções que combinam previsibilidade inicial da prestação com flexibilidade futura.</p>
<p>Em sentido inverso, a taxa variável caiu para 13,9%, atingindo um mínimo histórico, enquanto a taxa fixa se manteve residual, com um peso de 1,6% nos novos contratos.</p>
<p>Para Rui Lopes, CEO da Simplefy, “o mercado de crédito à habitação continua muito sólido e as famílias portuguesas estão a escolher a estabilidade, como prova o recorde histórico de 84,5% na adesão à taxa mista”.</p>
<p>“Apesar de a avaliação bancária continuar a subir para novos máximos e da inflação dar sinais de alerta, o volume de novos créditos mostra que as pessoas continuam a comprar casa com confiança e a encontrar soluções seguras para o seu futuro financeiro”, acrescenta o responsável.</p>
<p>As renegociações mantiveram um peso relevante, mas estabilizado. Em abril, representaram 24,87% do total, em linha com o mês anterior e bastante abaixo do pico de 53% registado em setembro de 2023.</p>
<p>A evolução sugere que o mercado está a transitar progressivamente para uma dinâmica mais dominada por operações de crédito novo, depois de um período em que muitas famílias procuraram renegociar contratos para responder à subida das taxas de juro.</p>
<p>No plano económico, o relatório aponta sinais mistos. O PIB manteve-se em 2,3%, confirmando um crescimento estável no primeiro trimestre, sustentado sobretudo pelo consumo privado e pela procura externa.</p>
<p>A inflação, porém, acelerou para 3,3%, o valor mais elevado desde setembro de 2023, pressionada pelos serviços e pela energia. Este dado é identificado como um fator de vigilância para os próximos meses, tanto para as decisões de política monetária como para o poder de compra das famílias.</p>
<p>O Índice de Confiança Económica subiu para 2,70, recuperando do recuo registado em março. Em sentido contrário, a confiança dos consumidores desceu para -29,4, o valor mais baixo do ano, sinalizando maior cautela das famílias perante a evolução dos preços e da conjuntura.</p>
<p>O mercado de trabalho manteve-se estável, com a taxa de desemprego fixada em 6,1%, sem alteração face ao mês anterior.</p>
<p>No mercado imobiliário, a valorização continuou. A avaliação bancária total atingiu 2.174 euros por metro quadrado em abril, um novo máximo histórico. Face a abril de 2025, representa uma subida de 308 euros por metro quadrado, equivalente a cerca de 16,5%.</p>
<p>Por tipologia, os apartamentos atingiram 2.546 euros por metro quadrado, enquanto as moradias se fixaram em 1.561 euros por metro quadrado. Em ambos os casos, os valores reforçam a tendência de valorização do mercado residencial.</p>
<p>No plano transacional, os dados do primeiro trimestre de 2026 apontam para 37.745 transações, uma correção face ao trimestre anterior que não altera a leitura de solidez do mercado. O montante médio transacionado subiu para 262.839 euros, novo máximo histórico da série.</p>
<p>Desde 2021, o montante médio transacionado aumentou de 169.079 euros para 262.839 euros, o que representa uma valorização acumulada de cerca de 56% em menos de cinco anos.</p>
<p>A análise da Simplefy aponta, assim, para um mercado de crédito à habitação ainda robusto, sustentado por procura ativa, preferência clara por estabilidade nas prestações e valorização persistente do imobiliário, embora num contexto em que a inflação e a confiança dos consumidores exigem acompanhamento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783537]]></sapo:autor>
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		<title>Taxa de inflação abranda para 3,2% em junho</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/taxa-de-inflacao-abranda-para-32-em-junho-ine/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:18:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A taxa de inflação abrandou para 3,2% em junho, em termos homólogos, contra 3,3% no mês anterior, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A taxa de inflação abrandou para 3,2% em junho, em termos homólogos, contra 3,3% no mês anterior, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).</p>
<p>&#8220;Tendo por base a informação já apurada, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi 3,2% em junho de 2026, taxa inferior em 0,1 pontos percentuais à observada no mês anterior&#8221;, refere o INE.</p>
<p>O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) também terá registado, em junho, uma taxa de variação homóloga de 2,5%, 0,3 pontos percentuais acima do verificado em maio.</p>
<p>Segundo o INE, a variação do índice relativo aos produtos energéticos abrandou para 9,1%, depois de 13,1% em maio, &#8220;refletindo uma redução dos preços dos combustíveis&#8221;.</p>
<p>Já o índice dos produtos alimentares não transformados desacelerou de 5,7% em maio para 5,2% no mês em análise.</p>
<p>Face ao mês anterior, a variação do IPC terá sido 0,1% em junho (0,2% em maio e 0,1% em junho de 2025), estimando-se uma variação média nos últimos 12 meses de 2,6% (2,5% no mês anterior).</p>
<p>Quanto ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, que permite uma melhor comparação com outros países, terá registado uma variação homóloga de 3,1%, idêntica ao mês precedente.</p>
<p>Os dados definitivos referentes ao IPC do mês de junho serão publicados pelo INE em 10 de julho.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783536]]></sapo:autor>
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		<title>Redes sociais fazem um em cada quatro portugueses sentir-se mal com o seu estilo de vida, revela estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:16:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[European Consumer Payment Report]]></category>
		<category><![CDATA[Intrum]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo o estudo, 24% dos consumidores em Portugal reconhecem sentir-se negativamente afetados pelos conteúdos publicados nas redes sociais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quase um em cada quatro consumidores portugueses admite que o conteúdo que vê nas redes sociais os faz sentir-se mal consigo próprios ou com o seu estilo de vida. A conclusão é da Intrum, com base no European Consumer Payment Report, e mostra o impacto crescente da comparação digital no bem-estar emocional e financeiro dos portugueses.</p>
<p>Segundo o estudo, 24% dos consumidores em Portugal reconhecem sentir-se negativamente afetados pelos conteúdos publicados nas redes sociais. A exposição constante a estilos de vida idealizados, consumos aspiracionais e rotinas aparentemente perfeitas está a alimentar sentimentos de inadequação, frustração e pressão financeira.</p>
<p>A Intrum assinala que esta realidade não afeta todos os consumidores da mesma forma. Os grupos financeiramente mais vulneráveis são os mais expostos a comportamentos de risco, nomeadamente compras por impulso e recurso ao crédito para tentar acompanhar padrões de vida promovidos por influenciadores.</p>
<p>De acordo com o relatório, os consumidores classificados como “Frágeis” são os mais propensos a fazer compras impulsivas e a contrair dívidas motivadas por conteúdos vistos nas redes sociais. O estudo indica ainda que adolescentes de famílias com menor rendimento são mais propensos a referir comportamentos aditivos na utilização destas plataformas.</p>
<p>O impacto também se faz sentir na saúde mental. Cerca de 38% dos consumidores portugueses financeiramente mais frágeis afirmam que os padrões de vida promovidos por influenciadores prejudicaram a sua saúde mental. Entre os consumidores classificados como “Resilientes”, essa percentagem desce para 19%.</p>
<p>Os mais jovens surgem como um dos grupos mais afetados. Cerca de um quinto da geração Z, 19%, afirma ter-se endividado na tentativa de replicar estilos de vida vistos nas redes sociais. Quase metade, 46%, reporta uma deterioração da saúde mental associada a essa pressão digital.</p>
<p>O estudo mostra ainda que 76% dos portugueses consideram que as redes sociais promovem expectativas financeiras pouco realistas, uma percentagem acima da média europeia, que se situa nos 70%.</p>
<p>Para a Intrum, a exposição permanente a padrões de consumo idealizados pode comprometer decisões financeiras equilibradas. A comparação com estilos de vida que muitas vezes não refletem a realidade pode levar a sentimentos de exclusão e a escolhas de consumo menos ponderadas.</p>
<p>As redes sociais também têm impacto direto nos hábitos de compra. Em Portugal, 34% dos consumidores afirmam ter feito compras por impulso depois de verem publicidade nestas plataformas. Ainda assim, o valor representa uma descida face a 2024, quando esta percentagem era de 40%, sugerindo maior cautela nas decisões de compra online.</p>
<p>Outro dado relevante é que 14% dos consumidores portugueses dizem que a pressão criada por influenciadores os levou a contrair dívidas. A tendência levanta preocupações acrescidas num contexto em que soluções de pagamento diferido, como o “Compre Agora, Pague Depois”, ganham peso no consumo.</p>
<p>Em Portugal, 31% dos consumidores admitem sentir-se mais inclinados a comprar quando esta opção está disponível. A propensão é ligeiramente superior entre os homens, 32%, do que entre as mulheres, 30%.</p>
<p>A nível regional, o impacto desta modalidade é inferior à média nacional no Algarve, onde 24% dos consumidores dizem sentir-se mais inclinados a comprar com esta opção, e nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, onde o valor é de 25%.</p>
<p>Segundo Luís Salvaterra, diretor-geral da Intrum Portugal, “a exposição constante a padrões de vida idealizados gera sentimentos de exclusão e frustração entre os consumidores, com reflexos na autoestima e no bem-estar financeiro”.</p>
<p>“No Dia Mundial das Redes Sociais, é essencial reconhecer o impacto real do ambiente digital nas decisões de consumo, nos níveis de poupança e até na saúde mental”, acrescenta o responsável.</p>
<p>A Intrum defende que a literacia financeira e a consciência sobre os efeitos da comparação digital são cada vez mais importantes para evitar decisões impulsivas, endividamento desnecessário e pressão financeira associada a padrões de vida pouco realistas.</p>
<p>O European Consumer Payment Report é publicado anualmente pela Intrum desde 2013 e analisa os hábitos de consumo e a forma como os europeus gerem os seus orçamentos domésticos. A edição mais recente baseia-se num inquérito realizado em 20 países europeus, incluindo Portugal, com a participação de 20 mil consumidores.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783532]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Funchal e Ponta Delgada no topo: ilhas concentram maior procura internacional por casas em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:11:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Idealista]]></category>
		<category><![CDATA[mercado imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar das alterações ao quadro de incentivos para viver ou investir em Portugal, o mercado residencial nacional continua a despertar interesse a partir do estrangeiro, tanto para compra como para arrendamento]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Funchal e Ponta Delgada são as cidades portuguesas onde a procura internacional por casas à venda tem maior peso, segundo dados do idealista/data relativos a maio de 2026.</p>
<p>Apesar das alterações ao quadro de incentivos para viver ou investir em Portugal, o mercado residencial nacional continua a despertar interesse a partir do estrangeiro, tanto para compra como para arrendamento. Segurança, clima, qualidade de vida, serviços de saúde e educação e localização geográfica continuam a ser fatores valorizados por famílias e investidores internacionais.</p>
<p>No mercado de compra e venda, as visitas internacionais representam 22% do total no Funchal e 20% em Ponta Delgada, colocando as capitais da Madeira e dos Açores no topo da procura estrangeira. Seguem-se Viana do Castelo, com 18%, Bragança, com 16%, e Faro, com 15%.</p>
<p>Lisboa e Porto surgem a meio da tabela. Na capital, as visitas internacionais representam 10% da procura por casas à venda, enquanto no Porto o peso é de 12%. Ainda assim, a procura de habitação para comprar e arrendar continua a ser feita maioritariamente a partir de Portugal, podendo incluir compradores nacionais, imigrantes já residentes e nómadas digitais instalados no país.</p>
<p>Os dados mostram que a procura internacional por casas à venda tem um peso de dois dígitos em 15 das 20 grandes cidades analisadas. No fundo da tabela surgem Évora, com 7%, Santarém, com 8%, e Coimbra, Beja e Leiria, todas com 9%.</p>
<p>No caso das casas à venda, Reino Unido e Estados Unidos destacam-se entre as origens da procura internacional. O Reino Unido lidera as visitas estrangeiras em sete cidades, incluindo Funchal, Faro, Castelo Branco, Setúbal, Portalegre, Beja e Santarém.</p>
<p>Já os Estados Unidos surgem em primeiro lugar em Ponta Delgada, onde representam 44% das visitas internacionais a imóveis para venda. A procura americana lidera também em Aveiro, Porto, Lisboa e Coimbra.</p>
<p>A presença dos EUA nos Açores reflete ligações históricas à região, nomeadamente através da base das Lajes, na ilha Terceira. Em Ponta Delgada, o Canadá surge também com forte expressão, representando 21% das visitas internacionais a casas à venda.</p>
<p>França mantém igualmente um papel relevante no mercado de compra. Lidera a procura em Viana do Castelo, Bragança e Leiria, e aparece em segundo lugar em várias capitais de distrito, incluindo Lisboa, Porto e Faro.</p>
<p>No arrendamento, a geografia da procura muda. Bragança é a cidade onde as visitas internacionais a casas para arrendar têm maior peso, representando 20% do total. Seguem-se Braga e Lisboa, ambas com 19%, e depois Vila Real, Porto e Viana do Castelo, todas com 17%.</p>
<p>Também no mercado de arrendamento, a procura internacional tem peso de dois dígitos na maioria das cidades analisadas, representando pelo menos 10% das visitas em 16 das 20 grandes cidades. Portalegre e Santarém, ambas com 7%, e Beja e Évora, com 8%, surgem no final da lista.</p>
<p>O Brasil domina a procura internacional por casas para arrendar em Portugal. Em maio de 2026, foi o país com maior peso nas visitas estrangeiras em 14 das 20 grandes cidades analisadas, incluindo Bragança, Braga, Vila Real, Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra, Viseu, Setúbal, Castelo Branco, Leiria, Évora, Beja e Santarém.</p>
<p>Em algumas cidades, a procura brasileira representa uma fatia particularmente elevada das visitas internacionais. Em Viseu chega a 46%, em Leiria a 44% e em Braga a 43%.</p>
<p>Lisboa, Funchal e Faro têm uma configuração diferente no arrendamento, com a Alemanha a liderar as visitas internacionais. Em Ponta Delgada, os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar. Na Guarda e em Portalegre, a maior procura vem de Espanha.</p>
<p><iframe title="De onde vem a procura estrangeira por casas à venda em Portugal?" aria-label="Table" id="datawrapper-chart-uT4V3" src="https://datawrapper.dwcdn.net/uT4V3/3/" scrolling="no" frameborder="0" style="width: 0; min-width: 100% !important; border: none;" height="964" data-external="1"></iframe><script type="text/javascript">(function(){function e(){window.addEventListener(`message`,function(e){if(e.data[`datawrapper-height`]!==void 0){var t=document.querySelectorAll(`iframe`);for(var n in e.data[`datawrapper-height`])for(var r=0,i;i=t[r];r++)if(i.contentWindow===e.source){var a=e.data[`datawrapper-height`][n]+`px`;i.style.height=a}}})}e()})();</script></p>
<p>Os dados surgem num contexto em que a venda de casas a não residentes está em queda há três anos. No início de 2026, as transações realizadas por não residentes desceram 15,6% em termos homólogos, para 1.770 casas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística citados pelo idealista.</p>
<p>Ainda assim, o interesse externo mantém-se visível nas pesquisas online. O idealista sublinha que parte desta leitura pode ser influenciada por compradores que chegaram a Portugal em anos anteriores e que, por já residirem no país, são agora estatisticamente considerados compradores nacionais.</p>
<p>A análise mostra, por isso, um mercado em mudança: os incentivos fiscais diminuíram, mas Portugal continua no radar internacional, sobretudo nas ilhas, no norte e em cidades de menor dimensão, onde a procura externa mantém um peso relevante.</p>
<p><iframe title="Arrendar casa: de onde vem a procura internacional?" aria-label="Table" id="datawrapper-chart-4955X" src="https://datawrapper.dwcdn.net/4955X/1/" scrolling="no" frameborder="0" style="width: 0; min-width: 100% !important; border: none;" height="820" data-external="1"></iframe><script type="text/javascript">(function(){function e(){window.addEventListener(`message`,function(e){if(e.data[`datawrapper-height`]!==void 0){var t=document.querySelectorAll(`iframe`);for(var n in e.data[`datawrapper-height`])for(var r=0,i;i=t[r];r++)if(i.contentWindow===e.source){var a=e.data[`datawrapper-height`][n]+`px`;i.style.height=a}}})}e()})();</script></p>
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