Facebook admite que o teletrabalho pode ser permanente para mais de metade dos funcionários na próxima década

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, admitiu que mais de metade da sua força de trabalho global estará em regime de teletrabalho nos próximos dez anos, reconfigurando permanentemente as operações da gigante de tecnologia, impusionado pela pandemia do novo coronavírus, que alterou a realidade do mundo do trabalho, avança o ‘The Wall Street Journal’.

O plano, que Zuckerberg apresentou detalhadamente aos funcionários, na quinta-feira, é um dos exemplos mais destacados de líderes empresariais comprometidos em continuar a aplicar as práticas adoptadas pela empresa, que teve de se adaptar rapidamente à crise.

Este tipo de mudanças no teletrabalho para novas contratações serão implementadas inicialmente nos EUA, aplicando-se apenas a engenheiros seniores. Com a aprovação dos líderes de equipas individuais, os novos recrutados terão a opção de trabalhar em casa. Já os funcionários actuais em todo o mundo, com fortes análises de desempenho, poderão candidatar-se para essa opção. A longo prazo, a política será alargada aos funcionários fora do departamento de engenharia do Facebook.

Dentro de dez anos, Zuckerberg espera que mais de metade dos funcionários do Facebook, que actualmente somam mais de 45 mil, trabalhem a partir de casa.

O responsável disse que o Facebook está a alterar-se gradualmente, uma vez que a mudança vai exigir novas técnicas e ferramentas para compensar a perda de interacções pessoais no escritório. Um desafio para o qual Zuckerberg refere que a empresa está bem preparada, devido ao seu foco no uso da tecnologia para conectar pessoas. .

O plano de Zuckerberg define que o Facebook caminha para uma mudança de longo prazo, em que empresas de todos os sectores estão a repensar o seu método de funcionamento, devido a requisitos de teletrabalho implementados pela pandemia da Covid-19.

Recorde-se que esta situação já tinha acontecido com o Twitter. A empresa disse aos funcionários que podiam continuar a trabalhar em casa «para sempre», se assim quisessem. Em comunicado, a empresa disse que foi «uma das primeiras a adoptar o modelo de teletrabalho devido à Covid-19», mas não espera ser «uma das primeiras a regressar aos escritórios», segundo a ‘CNBC’.

A empresa referiu que se os funcionários estiverem a desempenhar uma função que lhes permita continuar a trabalhar em casa e quiserem fazê-lo «para sempre», então «faremos isso acontecer». «Caso contrário, os nossos escritórios serão calorosos e acolhedores, com algumas precauções adicionais, quando acharmos que é seguro regressar», acrescenta o comunicado.

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